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Quem é o culpado?

Filed under: Geral incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 29 de setembro de 2008

Tio Roger nos mostra quem está por trás da crise que abalou a economia mundial.

Como diria Thomas Pynchon, everything is connected.


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O Sangue de Dresden

Filed under: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 25 de setembro de 2008

Uma guerra pode ser injusta por vários motivos. Uma potência que ataque países vizinhos pela mera sede de conquista age, sem dúvida, injustamente.

No entanto, mesmo uma nação que lute por uma boa causa, que justifique a luta armada, pode comprometer sua posição se se utiliza de meios desproporcionais aos fins almejados. Mesmo a guerra pela libertação de um povo oprimido não justifica o incineramento indiscriminado de civis inocentes da potência inimiga.

Não há dúvidas de que, na Segunda Guerra Mundial, os Aliados lutavam por uma causa justa; eram eles que tinham a posição moralmente superior. O bem estava do seu lado. Mas isso não desculpa todas as barbáries cometidas.

Em fevereiro de 1945, aviões ingleses e americanos bombardearam a cidade alemã de Dresden até sua completa destruição. Não restou uma construção de pé. Casas, escolas, hospitais, igrejas, museus, até o zoológico, tudo aniquilado. Cem mil vidas foram dizimadas em uma noite.

O autor Kurt Vonnegut, que mais tarde escreveria o romance ”Slaughterhouse 5″, era prisioneiro de guerra em Dresden; presenciou o bombardeio Aliado e foi em seguida destacado para retirar dos escombros os corpos das vítimas. Novos escritos seus foram encontrados pelo filho, nos quais relata vivamente o que foi esse ataque, que está entre os mais baixos atos de destruição dos Aliados na Segunda Guerra.


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A Crise do Marxismo

Filed under: Educação,Filosofia incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 24 de setembro de 2008

Será que o marxismo ainda vale a pena? Esta será a pergunta que o professor italiano Massimo Borghesi, da Universidade de Perugia, tentará responder na sua palestra “A Crise do Marxismo”, que acontecerá no dia 02 de outubro, uma quinta-feira, em Sao Paulo.

O evento é uma parceria entre o IFE (Instituto de Formação e Educação), que edita a revista Dicta & Contradicta, o IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais), famoso por seus cursos de Educação Clássica, o Núcleo Fé & Cultura da PUC-SP e da revista Communio, do Rio de Janeiro.

Massimo Borghesi é professor titular da disciplina de Filosofia Moral da Universidade de Perugia e tratará, na sua importante palestra, de temas como a crise da educação humanística e o desencanto que caracteriza a sociedade pós-moderna após a revolução estudantil de 1968 e a queda do Muro de Berlim.

A palestra acontecerá no auditório do IICS, localizado na Rua Maestro Cardim, 370, no bairro da Bela Vista, próximo do Metrô São Joaquim.  O horário é das 19h30 às 22h.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas através do e-mail humanidades@iics.org.br e do telefone 11-2104-0100. A entrada é franca.


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John Cleese e o Cientificismo

Filed under: Geral incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 19 de setembro de 2008

Dr. John Cleese, ex-Monty Python, agora geneticista de renome, revela suas últimas descobertas. Acho que o viés cientificista de algumas de suas proposições não anulam o valor de sua pesquisa.

John Cleese – The Scientists

 


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Vacina Obrigatória

Filed under: Geral incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 17 de setembro de 2008

paispetralhasUma das grandes vantagens de publicar uma revista como a Dicta&Contradicta é não precisar se preocupar tanto com os acontecimentos políticos do dia. Façam o que for no Congresso, os nossos textos continuarão a tratar, com a mesma calma, de Filosofia, Literatura, Música e outros temas que não dependem diretamente do que acontece à nossa volta.

Mas essa vantagem traz consigo um grande risco. A Dicta&Contradica poderia ser a mesma revista em qualquer lugar, mas nós continuamos sendo brasileiros, continuamos sendo bombardeados com o que acontece em Brasília, nas universidades e na imprensa. Não podemos nos desligar da realidade e viver num mundo perfeito entre Platão, Shakespeare e Bach. É preciso também tratar de política e fazer certos comentários que jamais aparecerão na Dicta. Graças a Deus, ainda podemos contar com algumas pessoas para fazer isso no Brasil.

Se digo tudo isso, é apenas para recomendar o livro O País dos Petralhas (na foto aí de cima), de Reinaldo Azevedo, que acaba de ser lançado pela Editora Record. Minha vontade seria escrever que Reinaldo Azevedo é o melhor jornalista do Brasil. Mas seria muito pouco; Reinaldo é mais que um jornalista. Poderia escrever então que Reinaldo Azevedo é o melhor crítico cultural do País; mas também não resolveria o problema. Afinal, quantos críticos culturais brasileiros vocês conhecem? Dois, três… Mas o sucesso do seu blog mostra que esse tipo de classificação não é necessária: Reinaldo Azevedo consegue ser, ao mesmo tempo, um dos jornalistas mais bem informados do Brasil, um dos críticos mais certeiros de Banânia, um dos intelectuais mais preparados da Botocúndia e um dos melhores estilistas da inculta e bela.

Dividido em 5 partes (“A cachaça dos intelectuais e a imprensa”, “Preto no branco – textos publicados em O Globo”, “Sociedade das idéias mortas e o delírio esquerdopata”, “Mundo, mundo, vasto mundo e suas crenças” e “A arte da política e um pouco de política com arte”) o livro reúne uma seleção dos posts publicados no Blog do Reinaldo Azevedo e artigos que saíram em O Globo.

A enorme quantidade de leitores do Blog pode se perguntar por que ler o livro, se eles já conhecem praticamente todo o conteúdo. A resposta é muito simples: só ao reunir num único volume os textos publicados é que temos a real dimensão dos nossos problemas. A grande vantagem da internet – que Reinaldo soube aproveitar como ninguém – é a possibilidade de fazer uma cobertura em tempo real do que acontece “nesse aqui e agora de merda”. Mas todos temos uma tendência assustadora de nos acostumar com os problemas, de com o tempo achar normal o absurdo que nos cerca. Eu já havia lido praticamente tudo o que vai publicado na edição, mas a cada página da nova leitura ficava claro que o livro vai além de problemas partidários e de assuntos do cotidiano. 

Uma das grandes qualidades de Reinaldo Azevedo é a sua capacidade de mostrar a verdadeira dimensão dos problemas. Os figurões, que muitas vezes são criticados no dia-a-dia, viram no livro quase que personagens de uma fábula. Com a leitura, percebemos que para além dos rasteiros acontecimentos políticos individuais, a cultura brasileira como um todo está sendo corroída.

Leiam O País dos Petralhas: o livro é a vacina obrigatória para quem não quer correr o risco de ser contaminado pelos males que estão espalhados pelo Brasil.


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Finalmente!

Filed under: Literatura incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post:

Alguém resolveu acordar na Companhia das Letras e decidiu-se publicar, a partir do ano de 2009, a obra do grande Saul Bellow, autor de uma das coisas mais geniais que já li na minha vida: Herzog (1964). Tudo começará com a publicação de As Aventuras de Augie March (1956), romance picaresco sobre um jovem que faz de tudo, inclusive ter uma conversinha com Trotsky no México.

Contudo, já antecipo uma coisa: a mídia cultural não conseguirá abarcar nem uma vírgula da grande obra de Bellow. Ficará preocupada com as ideologias e as anti-ideologias e se esquecerá do prazer que ele tinha de contar somente uma boa história.

Como diria um amigo meu, quem viver verá.

P.S. Alô, seu Luiz, aproveite que o David Foster Wallace se enforcou e publique o Infinite Jest. E também o William Gaddis. Quem sabe lendo esses sujeitos, a literatura brasileira tome jeito.


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David Foster Wallace (1962-2008)

Filed under: Geral incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 15 de setembro de 2008

Certamente a notícia mais triste do mundo literário. O homem tinha tudo – escreveu um dos romances mais importantes da década de 90 (Infinite Jest), trabalhava no que gostava, tinha respeito e admiração – e resolveu se enforcar como se fosse o Kurt Cobain das letras. Se Camus não escrevesse que o suicídio era o verdadeiro problema filosófico, eu diria que o sujeito era um completo idiota. Mas, infelizmente (ou felizmente, sei lá), não era.

Soube disso por aqui. E não deixem de ler esta homenagem aqui.


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Continuem a ter medo, muito medo…

Filed under: Do lado de lá incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 11 de setembro de 2008

Pelo menos é o recado da The Economist e de Roger Kimball a respeito dos “jihadistas” que estão quietinhos, quietinhos, mas que logo, logo voltarão a atacar.

“We are not fighting so that you will offer us something. We are fighting to eliminate you.”*

* Ganha um Chokito quem descobir o autor desta frase. By the way, para quem tem memória curta, hoje é 11 de setembro.


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Colóquio sobre Ortega y Gasset e a singularidade ibérica

Filed under: Educação,Filosofia incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 10 de setembro de 2008

Durante os dias 11 e 12 de Novembro de 2008, será realizado, no Instituto Cervantes/São Paulo, o Colóquio Internacional José Ortega y Gasset e a singularidade ibérica: leituras da sua obra no mundo contemporâneo, com o objetivo de aprofundar a compreensão do pensamento do filósofo espanhol, especialmente no que tange às leituras de sua obra e ao debate que suscita sobre as muitas percepções da singularidade ibérica no mundo contemporâneo.

 

De acordo com a organização do evento, “José Ortega y Gasset é um autor, em terras brasileiras, tão citado quanto pouco lido. Sua presença nos textos de teóricos da História, intérpretes do Brasil ou historiadores da historiografia, no entanto, é inequívoca. No mesmo sentido, sua importância para o pensamento latino-americano vem sendo relevada por pensadores das áreas ligadas às humanidades nas últimas décadas. Espera-se, com esse colóquio, poder aprofundar o debate sobre a sua obra no mundo ibérico e sobre a sua presença no pensamento brasileiro, assim como estabelecer conexões e laços entre pesquisadores e leitores interessados no pensamento orteguiano”.

 

O prazo para envio de propostas é até o dia 30 de setembro através do e-mail nei@unifesp.br. A aprovação da comunicação será realizada até a primeira semana de Outubro.

 

Os inscritos para participar do colóquio receberão certificados do Núcleo dos Estudos Ibéricos da Unifesp (co-organizadora do evento) e do Instituto Cervantes.


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Arte, espanto e admiração

Filed under: Artes plásticas incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 8 de setembro de 2008

O sentido da arte passa por uma crise. Para que serve a arte, se é que tem finalidade? Aproximar-nos da Idéia Universal do Belo certamente não é o que move a maioria dos artistas. Tampouco é a crítica social e econômica de algumas gerações atrás.

Por um lado, a completa ausência de um acordo sobre o que é a arte e qual o seu significado tem produzido muitas obras (obra? Conceito ultrapassado, carrega ainda a velha idéia da unidade metafísica e permanência temporal – a produção atual é marcada antes pela intervenção!) de valor artístico, no mínimo, questionável.

Por outro, esse caos de opiniões tem o potencial de gerar novas idéias, e resgatar outras há muito esquecidas. Nesse caso, o que tem sido recuperado são o espanto e a admiração que os grandes monumentos da Antiguidade produzem em quem os vê, e que nos despertam para o inesperado e o maravilhoso de toda a realidade. Uma aranha gigante passeando por um prédio do centro da cidade pode não ser das criações mais sutis da imaginação humana; mas gera um interesse imediato.

Digam os críticos o que quiserem, o fato é que, quando nossa civilização tiver desaparecido e for estudada pelos arqueólogos do futuro, é por essas obras que eles começarão.


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