Um mestre entre as ruínas: Machado de Assis
Data do post: 30 de outubro de 2008
Se, no centenário de Joaquim Maria Machado de Assis, você não aguenta mais ouvir de que ele era “um mestre à margem do capitalismo”, de que “Capitu traiu ou não Bentinho” e de que “ele era um pessimista e um crítico da escravidão”, vá ao simpósio Um Mestre Entre as Ruínas: Machado de Assis, promovido pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais.
O evento terá entrada gratuita e acontecerá no dia 08 de novembro, um sábado, das 9h30 às 17h30.
Veja a programação no seguinte endereço: www.iics.org.br/humanidades.
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Arte Bizantina
Data do post: 23 de outubro de 2008
A maioria de nós não terá a oportunidade de ver, ao vivo, a exposição de arte bizantina na Royal Academy of Arts em Londres. Também não são muitos os que irão a Constantinopla.
Ainda bem que algumas imagens foram disponibilizadas online, bem como o texto de apresentação do curador da exposição, que corrige algumas percepções erradas sobre o período que estão conosco desde, pelo menos, os historiadores iluministas.
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João Pereira Coutinho no Brasil
Data do post: 20 de outubro de 2008
Isso mesmo, leitores. O colunista da Folha de São Paulo que adora irritar os fãs de Batman e os defensores do Estado Total estará no Brasil, mais especificamente em São Paulo, para dar a palestra gratuita O Espírito Conservador e o curso A Literatura da Política, ambos no Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS).
A palestra será sobre qual atitude política, não ideológica, que se deve tomar em uma época de novos totalitarismos, e acontecerá nesta quarta-feira, dia 22 de outubro, às 19h30. A entrada é franca e as vagas são limitadas.
Já o curso será uma reflexão sobre a política da fé e a política do ceticismo e como esses pólos se articularm nos grandes clássicos da Literatura Ocidental que servem para uma reflexão mais aprimorada da realidade política.
Você pode ver as datas e o programa do curso e fazer a sua inscrição no www.iics.org.br/humanidades ou pelo telefone 11-2104-0100.
E para quem for à palestra O Espírito Conservador ganha 20% de desconto no curso A Literatura da Política.
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Será o dr. Hoppe a reincarnação do dr. Fantástico?
Data do post: 14 de outubro de 2008
Por indicação de Pedro Sette Câmara, soube que Tom Palmer, vice-presidente para programas internacionais do Cato Institute, alegou que Hans Hermann Hoppe – o economista citado há dois posts e que profetizava a criação de um Estado Total após o estouro da bolha imobiliária – escreveu para um jornal cripto-neonazista chamado Junge Freiheit (numa tradução capenga significa algo como “liberdade jovem”). Graças ao Google, descobri um artigo do próprio Palmer, em que fazia a denúncia e explicava por que não aceitava os argumentos de Hoppe.
O que eu li de Hoppe não indica nada de “nazi” em suas análises, mas Palmer não é um sujeito que acusa qualquer um injustamente; almocei com ele quando visitou o Brasil e pareceu-me um homem ponderado, sensato e, sobretudo, muito claro em seus ideais. No seu artigo, o que assusta não são as refutações contra o autor de Democracy: the God that Failed (todas plausíveis, se formos observar que, de fato, o dr. Hoppe tem um quê de “porra louca” em seus textos), mas a evidência de que há, entre os liberais clássicos (o Cato Institute e o Liberty Fund) e os chamados “anarco-capitalistas” (Lew Rockwell e algumas facções do Mises.Org), uma rixa interna em que só a liberdade perde.
Pois uma coisa é a divergência de opiniões; a outra coisa é quando pessoas que deveriam lutar juntas contra um inimigo comum – no caso, o golpe na consciência ocidental que rompe com todo e qualquer elo da tradição cultivada por séculos – resolvem partir para caminhos opostos.
Palmer é coerente em suas observações contra Hoppe; mas será que Hoppe está completamente errado em suas profecias? O perigo é que ambos estão certos, cada um a seu modo. A questão sobre Hans Hermann Hoppe é se ele apóia ou não uma ideologia que prega o extermínio de seres humanos. Se Palmer estiver certo, juro que sou o primeiro a meter a mão na cara do dr. Hoppe, independente ou não dele ser a última encarnação do profeta Elias (afinal, Nietzsche, outro sujeito que os “nazis” adoram, também previu muita coisa e acertou na mosca; errou só no essencial); se Palmer errou, então estamos fritos de qualquer maneira, porque Hoppe está certo em pelo menos uma coisa: já vivemos na Era do Estado Total.
O fato da obra de Hoppe ser justamente uma denúncia de um movimento totalitário e revolucionário – ideologias que foram compartilhadas por socialistas, nazistas e fascistas (Ainda tem dúvidas a respeito disso? Não leu nenhum livro de História? Então leia As Benevolentes, de Jonathan Littell, uma ficção que dissipa qualquer névoa a respeito da “rivalidade mimética” entre o nazismo e o socialismo) - me faz analisar o texto de Palmer com um pé atrás. Mas, repito, Tom Palmer não me parece ser um sujeito que gosta de fazer declarações maliciosas. Portanto, só tenho a lamentar o problema crescente para aqueles que defendem a liberdade de expressão, de consciência e, no fim, da sua própria vontade: O que faremos quando um reino divide-se contra si mesmo – enfim, quando Satanás expulsa Satanás?
Sem dúvida, não procurarei Bill Ayers para saber a resposta.
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Sigam-me , colegas irresponsáveis…
Data do post: 13 de outubro de 2008
Assim começava W.H.Auden em seus cursos dados no Swarthmore College. Graças a um leitor da Dicta, descobrimos este site fantástico que, entre outras coisas, descreve o idiossincrático processo de avaliação feito por Auden, que costumava perguntar o seguinte aos seus alunos: Explique-me porque o diabo é (a) triste e (b) honesto?
Perguntinha impertinente, não acham?
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O Dr. Hoppe viu o futuro, m´er irmão…
Data do post: 10 de outubro de 2008
… e ele é o início do Estado Total. Leiam o seguinte trecho de Hans Hermann-Hoppe e fiquem assustados, muito assustados:
“With the European calculational chaos solved, then [by the creation of the ECU/Euro], and in particular with the European hard currency countries neutralized and weakened within a cartel that by its very nature favors more against less inflationary countries so as to protect and prolong U.S. hegemony over Europe, little indeed would remain to be done. With essentially only three central banks and currencies and U.S. dominance over Europe and Japan, the most likely candidates to be chosen as a U.S-dominated World Central Bank are the IMF [International Monetary Fund] or the BIS [Bank for International Settlement]; and under its aegis then, initially defined as a basket of the dollar, the ECU, and the yen, the “phoenix” (or whatever else its name may be) will rise as a one-world paper currency–unless, that is, public opinion as the only constraint on government growth undergoes a substantial change and the public begins to understand the lesson explained in this book: that economic rationality as well as justice and morality demand a worldwide gold standard and free, 100-percent reserve banking as well as free markets worldwide; and that world government, a world central bank and a world paper currency–contrary to the deceptive impression of representing universal values–actually means the universalization and intensification of exploitation, counterfeiting-fraud and economic destruction”.
E depois leiam no Tio Roger sobre quais visões das Américas estão em disputa na eleição Barack Hussein Obama X John McCain.
Homens do mercado e da política: tenham um ótimo final de semana e abracem o caos.
Como diria algum pensador chinês (creio que Confúcio): “Vivemos tempos interessantes”.
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Mitos e Verdades em G.K.Chesterton
Data do post: 6 de outubro de 2008
O velho e bom Chesterton será o tema da palestra ministrada por Ian Boyd, nada mais nada menos o presidente do Chesterton Institute for Faith and Culture e editor da revista da The Chesterton Review. O evento acontecerá no dia 16 de outubro, uma quinta-feira, das 19h30 às 22h e é uma realização em conjunto entre o IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais), o Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP e da revista Communio do Rio de Janeiro.
Ian Boyd, além de ser um dos grandes especialistas na obra do inglês mais divertido do século XX (só Evelyn Waugh e P.G. Woodhouse chegam ao mesmo patamar), é PhD. em literatura inglesa pela Universidade de Saskatchewan, no Canadá, e autor do livro The novels of G.K. Chesterton: a study in art and propaganda.
O evento acontecerá no auditório do IICS, localizado na Rua Maestro Cardim, 370, Bela Vista, próximo ao metrô São Joaquim.
A palestra tem vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail humanidades@iics.org.br (com nome, telefone, endereço e e-mail para contato) ou pelo telefone 11-2104-0100. A entrada é franca.
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Nova Biografia de Samuel Johnson
Data do post: 2 de outubro de 2008
É muito improvável que a biografia de Samuel Johnson (importante escritor inglês do século XVIII) escrita por seu grande amigo James Boswell seja algum dia superada. O cuidado escrupuloso com detalhes, a anotação precisa das conversas do grande literato (com tiradas memoráveis) e, acima de tudo, a profunda admiração pessoal que o biógrafo nutria pelo biografado fazem da Life of Johnson a melhor biografia da língua inglesa.
Ainda assim, novas empreitadas biográficas são sempre possíveis e válidas. Uma nova biografia do Dr. Johnson parece entrar a fundo na análise da ”melancolia” que afligia o escritor ao longo de toda a sua vida, e de como sua produção literária constituiu um triunfo magistral sobre circunstâncias (psicológicas, sociais, econômicas) extremamente desfavoráveis. Quem sabe este exemplo não sirva de inspiração para outros que titubeiam por muito menos.
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