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Mensagem de Natal 2008

Arquivado em: Geral incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 23 de dezembro de 2008
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This is the Month, and this the happy morn
Wherein the Son of Heav’ns eternal King,
Of wedded Maid, and Virgin Mother born,
Our great redemption from above did bring;
For so the holy sages once did sing,
That he our deadly forfeit should release,
And with his Father work us a perpetual peace.

John Milton, “On the morning of Christ´s Nativity”.

De todas as épocas do ano, o Natal parece ser a mais carregada de “peso”, de “sombras”. Claro que a ocasião é de festa: afinal, é Deus quem nasce, mais uma vez. Mas é de se pensar que ninguém sabe o que acontece quando Deus nasce. Por isso, o “peso”, as “sombras”. Em um mundo dominado por uma “crise” que jamais encontra uma solução, o Natal parece ser somente uma ocasião para comprar e dar presentes ou, pior, para descansar a cabeça de um ano díficil e preparar-se para um ano que promete ser mais díficil ainda.

Entretanto, ele não é apenas um “descanso para a mente do homem comum” ou o “nascimento de Deus”. O Natal é o nascimento do Deus que veio para nos salvar – eis a diferença. Um deus pode nascer e até ajudar o crente em seus caminhos no mundo tortuoso; mas um deus que nasça para salvar efetivamente o crente e, ainda depois deste resgate, continua a ter paciência para dar conselhos e confortá-lo – isso sim é quase impossível (e olhem que o tal do crente nunca é o melhor dos seres humanos).

No entanto, isso aconteceu – e a rejeição deste simples fato coloca em perigo não só uma questão civilizacional, mas também a nossa própria existência pessoal. Vivemos em um mundo que, mais cedo ou mais tarde, vai nos devorar em suas presas e temos Alguém com quem, através de um pouco de esforço, podemos conversar, dialogar e chegar em finais muito surpreendentes. E este Alguém também pede muito pouco – na verdade, segundo o Salmo 51, pede apenas um coração verdadeiramente contrito. Por “contrito” entenda-se o verdadeiro exame de consciência que só você e Deus podem saber o que se passa dentro do seu coração. Mas se perdermos a noção deste Alguém, como poderemos conversar, dialogar? Perdemos isso e tudo está perdido – nada mais, nada menos.

O Natal serve para mergulharmos nas suas “sombras”, no seu “peso” e relembrarmos constantemente que o nosso nascimento não acontece em um único dia, mas em todos os dias. O mesmo ocorre com a Ressurreição – que é um Natal redobrado, por assim dizer. Esta é a verdadeira alegria deste evento – uma alegria agridoce, sem dúvida, pois, como nos lembra São João de Ávila, a madeira da manjedoura é o prenúncio da madeira da Cruz. Mas entre uma e outra há todo um percurso e é nele que esse Alguém está do nosso lado, sem hesitar, sem nunca recusar seu conforto, mesmo que seja no mais perturbador de todos os silêncios.

Um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para todos os leitores que fizeram da Dicta&Contradicta uma realidade!

24 de dezembro de 2008.


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Entrevista exclusiva com João Pereira Coutinho – Parte 2

Arquivado em: Especial incluído por dicta
Data do post: 17 de dezembro de 2008

E novamente cá estamos com o lusitano mais querido do país: João Pereira Coutinho. Ou, como o próprio assina em seu sítio (sorry, não agüentei): JP Coutinho. Ou, como resolvem chamá-lo, talvez para acrescentarem uma aura de intimidade: JPC.

Muitos nomes para apenas uma atitude. Por que reforçamos o fato de João ser um lusitano? Ora, pois, todos sabem que o povo português, sabe-se lá cargas d´água o porquê, é considerado um secto de proporções intelectuais diminutas. João Pereira Coutinho é a prova de que isso não passa de uma calúnia. Que ele é inteligente, isso ninguém duvida. Que ele se expressa corretamente, também. Que justamente é um português o melhor colunista do jornalismo mainstream – e também de uma fina ironia -, acho que nem sequer há uma sombra de suspeita.

Então, o que a Dicta&Contradicta pode oferecer de novo aos leitores de João Pereira Coutinho? Apenas a comprovação de uma atitude que anda em falta no Brasil: a honestidade intelectual. Nesta parte da conversação, ocorrida no Instituto Internacional de Ciências Sociais de São Paulo, ele concorda sem hesitar com que há um norte e um questionamento moral por trás de toda a ciência política que se preze. A partir daí, o espectador talvez conheça a faceta “não-escrita” das crônicas que animam nossas sonolentas terças-feiras na Folha de S. Paulo.

P.S. aos navegantes: O Especial Dicta entrará em recesso de Final de Ano. O blog continuará na ativa, mas vocês só terão novamente o lusitano mais amado do país no dia 07 de janeiro de 2009.


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A volta do Homem Internacional do Mistério

Arquivado em: Literatura incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post:

2009 pode ser o ano da crise, do advento de Obama, do pouco dinheiro no meu bolso, mas você sabe que há esperança quando Thomas Pynchon volta com um romance noir de “meras” quatrocentas páginas.

Porque, afinal, em um mundo de ateus, só um paranóico acredita em Deus.


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Antonio Gramsci, quem diria…

Arquivado em: Religião incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 16 de dezembro de 2008

Alguém sabia dessa?


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Entrevista exclusiva com João Pereira Coutinho – Parte 1

Arquivado em: Especial incluído por dicta
Data do post: 9 de dezembro de 2008

Pois bem, pois bem! Como diriam os patrícios da terra lusitana, a Dicta&Contradicta, em seu Especial para o no. 2, resolveu dar aos seus leitores um presente de final de ano, algo que nem a Folha de São Paulo imaginou fazer: uma longa e cuidadosa conversa com João Pereira Coutinho, dividida em seis partes.

Quem é o gajo?, perguntará. Bem, além de ser colunista da Folha (diga-se de passagem, o melhor colunista do jornal), João Pereira é “uma alma pura” (palavras do próprio na abertura infame desta entrevista), um conversador de primeira, um performer artist, um excelente professor, um humorista impagável, um grande conferencista, um escritor de primeiro time (querem provas? Leiam seu Avenida Paulista, a ser publicado no ano que vem no Brasil, além do seu blog, onde encontra-se a maioria de seus textos) e um variado etecétera que prova que o homem (ou o gajo, como quiserem) é realmente polivalente. E, sobretudo, valente.

O leitor-espectador perceberá exatamente essa qualidade na conversa abaixo. João Pereira Coutinho não tem medo de dizer o que pensa. Eis sua valentia. Você pode discordar do que ele fala ou escreve, mas não pode negar que escutou algo idiossincrático, que ninguém mais poderia dizer exceto aquele sujeito.

Na primeira parte da conversação – feita durante a sua estadia em São Paulo devido ao curso que ele ministrou no Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS) -, veremos um João que não hesita em tirar sarro de si mesmo e do próximo. Esta capacidade de não se levar a sério, mas levar a sério o que faz é um dos choques que o leitor deve ter ao ler uma de suas crônicas na Folha. E também causa reações inesperadas – como, por exemplo, a risada histérica do entrevistador que fez as perguntas mais débeis para alguém com a humilde paciência de respondê-las como se fossem as mais sábias.


 


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O quatrocentão John Milton

Arquivado em: Do lado de lá, Geral, Literatura incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post:

John Milton, que não é o personagem de Al Pacino em O Advogado do Diabo e sim um dos maiores poetas ingleses de todos os tempos, faz hoje quatrocentos anos. Como os ingleses sabem fazer esse tipo de comemoração de forma decente (não como nós, tupiniquins, que mal sabemos homenagear Machado de Assis), o Christ’s College de Cambridge (onde Milton estudou quando jovem) fez um ciclo de eventos que inclui nada mais nada menos que um site fantástico, palestras por Quentin Skinner e Geoffrey Hill (sublime como sempre) e leituras de 24 horas de trechos de Paradise Lost, aquele épico em que a linguagem é tão bonita que até Satã vira herói.


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Dicta&Contradicta No. 2 – Índice

Arquivado em: Geral incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 2 de dezembro de 2008

Vocês já puderam ver um pequena amostra do conteúdo do No. 2 da Dicta pela capa que publicamos na semana passada. Mas hoje, a menos de uma semana do lançamento, não custa dar mais um gostinho do que será lançado no dia 8 de dezembro, a partir das 19hs, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em São Paulo. Publicamos abaixo o nosso índice!

Os mais atentos certamente notarão que além de todas as seções do no. 1, acrescentamos mais três. Espero que vocês se animem em ler também um poema, um conto e uma sátira inéditos traduzidos pela primeira vez em português…

Leia mais…


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O Fim do Advento?

Arquivado em: Religião incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 1 de dezembro de 2008

Começou oficialmente o Advento, aquele tempo de expectativa e preparação para o Natal. Mas será que nossa sociedade, querendo valorizar e exaltar o Natal (ou certos aspectos dele), vem perdendo a noção do Advento, que é condição necessária para dar-lhe significado? Estaria o Advento, que mal começou, já próximo do fim? O texto é de Joseph Bottum, conhecido nosso do número 1.


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