A neurociência é uma balela?
Data do post: 31 de agosto de 2009
A afirmação é minha , é claro
(afinal, alguém tem de ser provocador por aqui, neste recanto de bons moços)
mas é o que dá a entender depois de ler este artigo do
(único e inclassíficavel e guru dos jovens conservadores – o que não é o meu caso)
Roger Scruton.
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Men at work
Data do post: 30 de agosto de 2009
“Esse pessoal da Dicta não é sério mesmo! Eles falam que vão liberar o acesso aos textos da revista, começam seguindo um cronograma bonitinho só para enganar os leitores e depois vão embora sem nos dar satisfação. Assim fica difícil…”
Tenho tido pesadelos repetidos nos quais uma voz grave e misteriosa repete incessantemente o que vai acima. Mas não é verdade, não é verdade!
Há uma explicação: pessoal, temos uma revista para lançar em poucos meses e agora o trabalho começa a entrar num ritmo frenético.
Mesmo assim, aqui vão as nossas desculpas sinceras.E para tentar compensar o sumiço das duas últimas semanas, hoje liberamos não apenas um, mas cinco textos da Dicta 3.
Avareza aqui e agora, por Michael Pakaluk
A história esquecida da pós-modernidade, por Rein Staal
O Grande Gatsby, por Odorico Leal
Medos privados em lugares públicos, por Túlio Sousa Borges
Amigo da ciência, inimigo do cientificismo, por Joel Pinheiro da Fonseca
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Cavalos de Jockey
Data do post: 27 de agosto de 2009
Name of applicant: Flaubert, Gustave
A clear publications risk: his answers were rewritten into illegibility on the race and ethnicity questionnaire. When queried, said he took pains on the style of his first book – a novel! A good analytical intelligence shows a capacity to teach graduate seminars on middle-class life in 19th-century France. But how delayed his emails – how belaboured his lecture notes – and catastrophic to assessments of departmental productivity.
Isso é o que acontece quando a academia encontra algum daqueles gênios que transformam as artes e as letras. Fechada em seu mundinho particular, classifica seus entrevistados conforme os limites bem estreitos de sua vida nada interessante. Seus integrantes não passam de “barnabés do saber”. Acham que eu exagero? Então leiam estes relatórios
(satíricos, é claro, mas o riso é também uma forma de denunciar o choro travado)
que imaginam como Flaubert, Dostoievski, Dante, Kafka, entre outros, seriam recepcionados por um comitê de avaliação de uma universidade.
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Novamente, o cara
Data do post: 25 de agosto de 2009
(Que os leitores me desculpem pela obsessão a respeito do little Jew who wrote the Bible, mas não posso resistir aos meus ímpetos e deixar de copiar a seguinte entrevista que Leonard Cohen deu ao jornal The Guardian – e que tem uma frase que adoraria colocar em um bumper sticker ou como estampa de camiseta: I´m blessed with a certain amnesia)
What have you learned from being back on stage?
Leonard Cohen: I learned that it’s hard to teach an old dog new tricks. I’ve been grateful that it’s going well. You can’t ever guarantee that it’s going to continue doing well, because there’s a component that you really don’t command.
What component is that?
LC: Some sort of grace, some sort of luck. It’s hard to put your finger on it – you don’t really want to put your finger on it. But there is that mysterious component that makes for a memorable evening. You never really know whether you’re going to be able to be the person you want to be or that the audience is going to be hospitable to the person that they perceive. So there’s so many unknowns and so many mysteries connected – even when you’ve brought the show to a certain degree of excellence.
In 2001, you said to the Observer that you were at a stage of your life you refer to as the third act. You quoted Tennessee Williams saying: “Life is a fairly well-written play except for the third act.” You were 67 when you said that, you’re 74 now – does that ring more or less true for you still?
LC: Well, it’s well written, the beginning of the third act seems to be very well written. But the end of the third act, of course, is when the hero dies. My friend Irving Layton said about death: it’s not death that he’s worried about, it’s the preliminaries.
Are you worried about the preliminaries? Leia mais…
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Nemesis
Data do post: 24 de agosto de 2009
Precisamos desesperadamente de alguém que bote um fim à hubris tarantinesca! E James Bowman é um bom candidato à posição…
Não deixa pedra sobre pedra do “Inglorious Bastards”. Uma crítica que vem bem a calhar nesses tempos em que, como ele bem nota, o cinema tem sido consistentemente rebaixado à seriedade e profundidade dos quadrinhos.
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A Estranha Magnanimidade dos Inquisidores
Data do post: 21 de agosto de 2009
Não é estranho pensar que 99% dos críticos culturais que agora elogiam o humor politicamente incorreto de Brüno e de Sacha Baron Cohen chamariam de nazi-fascistóide qualquer filme ou série brasileira que fizesse o mesmo gênero de piada sobre tudo e sobre todos?
Ou alguém imagina, a sério, que se pudesse fazer no Brasil – sem patrulha – algo como Borat ou até mesmo Seinfeld e Family Guy? Seria um massacre.
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A evolução explica a natureza humana?
Data do post: 20 de agosto de 2009
Admiro muito o trabalho feito pela Templeton Foundation. Além de dar prêmios e bolsas para estudiosos sérios de questões acerca da relação entre ciência, espiritualidade e ética, ela sempre promove debates inteligentes.
Nesses debates, autores são chamados a escrever artigos com suas respostas a alguma pergunta, que são publicados no site da Fundação. O objetivo é sempre trazer pontos de vista diversos e intelectualmente respeitáveis. Claro, sempre vai faltar esta ou aquela resposta específica, mas o resultado geral é sempre positivo e convida à reflexão sobre questões importantes.
O tema da discussão atual: a evolução explica a natureza humana?
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O declínio econômico e o crash do Império Romano
Data do post: 19 de agosto de 2009
Uma boa palestra sobre história transcrita para nosso benefício. O autor analisa os fatores econômicos, entre eles principalmente a inflação (ou seja, a emissão de mais moeda, que na época era feita diminuindo a proporção de metal precioso em cada moeda), que contribuíram para o declínio do Império Romano. Interessante também notar as conseqüências sociais, políticas e culturais das medidas desastrosas dos imperadores.
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Punir, com Amor
Data do post: 18 de agosto de 2009
Compare essas duas posições: “Lugar de bandido é na cadeia! Roubou? Matou? Então tem mais é que pagar pelo que fez!”; “Eu acho que a função da prisão tem que ser sempre recuperar o presidiário. Punir por punir não faz sentido; é até cruel. O importante é a reinserção social do preso.”. Agora responda: qual dessas duas posições procede de um espírito mais humanitário, mais preocupado com o bem do ser humano? Talvez você pense que é a segunda, mas engana-se. A primeira posição é de longe a mais humana, e vou mostrar o porquê.
Continue a leitura no Terra à Vista.
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Furos na muralha
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A revolução que a Internet significa para a cultura ainda não foi devidamente mensurada. Antes, consultar um livro ou artigo raro era caríssimo. Poucas bibliotecas o tinham, e quem quisesse lê-lo deveria viajar até uma delas. Mais e mais livros e artigos têm sido digitalizados, disponibilizados de graça na Internet; quando não de graça, é fácil burlar os sistemas de proteção a seu conteúdo. Isso significa que a barreira monetária ao conhecimento está sendo derrubada.
Ao mesmo tempo, as ferramentas de tradução automática têm melhorado. Há alguns anos, o Google translate e o Babel Fish penavam para traduzir (mal) frases simples do francês para o inglês. O recurso era usado principalmente com finalidade humorística. Agora já escolho entre dezenas de línguas. Quer passar um texto do croata para o galego? Sem problemas! A qualidade das traduções também tem aumentado. O resultado ainda deixa muito a desejar, mas se eu quiser saber o que um site japonês diz, em linhas gerais, basta um clique.
Enfim, as coisas estão mudando. Vale a pena ler esta análise de Gary North.
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