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Estaria a arte ficando bela?

Filed under: Artes plásticas incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 14 de dezembro de 2009

É o que acha o colunista Alastair Sooke, comentando Richard Wright, o vencedor do último prêmio Turner (que costuma premiar as obras mais chocantes e transgressoras) e a safra artística recente. Teria a beleza voltado à arte depois de décadas de culto à transgressão e ao choque pelo choque?

James Bowman tem suas dúvidas. Não seria esse suposto novo amor pela beleza apenas mais um estratagema de chocar a audiência, agora que perversões sexuais, lixo e destruição não são mais capazes de fazê-lo? Continuamos, diz Bowman, no mesmo jogo superficial de modas artísticas; nada de valor duradouro sairá daí. Como é, de fato, o caso de Wright, cuja obra é uma pintura de parede com data para ser apagada…


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De onde vêm as mulheres?

Filed under: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 13 de dezembro de 2009

Quem constrói as chamadas “identidades de gênero” – é difícil não detestar o termo. Na linguagem comum, que não foi construída para se adequar a alguma ideologia, de onde vêm as diferenças comportamentais entre homens e mulheres?

As ciências humanas, imbuídas em geral de uma tendência igualitária, enxergam a causa na sociedade. Já a biologia evolucionária enxerga-a na própria natureza, para horror das feministas radicais de plantão. Este artigo, do City Journal, comenta um pouco sobre esse combate no qual a biologia (neurociência e psicologia evolucionária) tem se saído melhor do que a antropologia e sociologia tradicionais.


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Lançamento – Uma Dicta por uma cerveja

Filed under: Geral incluído por dicta
Data do post: 8 de dezembro de 2009

Como já dissemos, desta vez decidimos comemorar o lançamento da Dicta 4. E nenhuma comemoração é completa sem uma boa cerveja. Por isso, já está tudo pronto para essa quarta-feira: COMPRE UMA DICTA E GANHE UMA CERVEJA.

É isso mesmo, o politicamente correto nunca teve vez por aqui! Então esperamos vocês mais tarde com muitas Dictas, muita cerveja e muita conversa. Até lá!


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Dicta 4 – Índice

Filed under: Geral incluído por dicta
Data do post: 6 de dezembro de 2009
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Caros leitores: para que já possam – em adição ao post anterior – ter uma idéia melhor de como está a Dicta&Contradicta em seu quarto número, publicamos, a três dias do lançamento, o seu índice. Stay tuned!, e sintam-se reiteradamente convidados para o lançamento (dia 09, em São Paulo).

Índice

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Dicta&Contradicta 4 – Ricercar

Filed under: Geral incluído por dicta
Data do post: 3 de dezembro de 2009

Hoje seria o dia em que normalmente publicaríamos o índice do próximo número da Dicta. Mas faremos diferente. Tudo porque um dos editores resolveu improvisar e saiu-se com um texto no qual consegue mencionar todos os textos da revista. O resultado é divertido e foi em partes utilizado em nosso editorial, que também será publicado aqui antes do lançamento. Divirtam-se!

***

O que o leitor tem nas mãos é uma revista de peso. Se intelectual ou não é coisa que lhe cabe decidir. Nada de metáforas: é peso físico mesmo. A quarta edição da Dicta, com suas 282 páginas, sai do prelo maior que a terceira, que saiu maior que a segunda, que saiu maior que a primeira. O que nos permite prever, com razoável grau de certeza, que lá pela décima publicação será entregue às livrarias em três tomos de 457 páginas cada, in-fólio e capa dura. Esperemos que não. Mas não é culpa nossa; a criança está crescendo sozinha e tem sido difícil conter o entusiasmo de nossos colaboradores por dar algum peso – agora sim – intelectual ao debate cultural brasileiro. Sem mais, vamos a eles.

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Até tu, Sibelius?

Filed under: Música incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post:

Para não dizerem que eu sou injusto com a posteridade dos mortos, lá vou procurar mais encrenca com esta história de “quem-foi-e-quem-não-foi-nazista-e-como-isso-interefere-na-sua-magnífica-obra-de-arte-ou-filosófica”.

Se antes era o tio Heidegger e a tia Arendt, agora vamos para o vovô Sibelius.

Para ser mais respeitoso, Jean Sibelius, provavelmente ao lado de Gustav Mahler o maior compositor sinfônico do século XX – na humilde opinião deste melômano amador.

O motivo disso tudo é a publicação de um artigo que revela dados assustadores de que vovô Sibelius poderia ser mais do que um mero observador do Nazismo.

Bem, eis mais um exemplo de moral luck que ronda por aí.

Leiam o artigo e reclamem na caixa de comentários, por favor.


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Lançamento Dicta 4

Filed under: Geral incluído por dicta
Data do post: 2 de dezembro de 2009

É isso aí, pessoal: todos que estiverem em São Paulo estão convidadíssimos para o lançamento da Dicta 4. Dessa vez resolvemos fazer uma coisa diferente e de fato comemorar o lançamento. Esperamos vocês na próxima quarta com muitas Dictas e muitas Guinness. Nos vemos lá…


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Dicta&Contradicta No. 4

Filed under: Geral incluído por dicta
Data do post: 1 de dezembro de 2009

Eis aí a Dicta 4. Por hoje só a capa, mas os mais ansiosos já podem clicar aí em cima e comprar na pré-venda da Livraria Cultura.  Há rumores de que essa é a melhor das quatro, mas isso vocês que dirão. Todos os dias dessa semana publicaremos novidades…


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O Vício da Guerra

Filed under: Cinema incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post:

File:HLposterUSA2.jpg

O que mais impressiona em The Hurt Locker (no Brasil foi traduzido como Guerra ao Terror, um título para espantar qualquer um) é o modo como a diretora Kathryn Bigelow escolhe apenas mostrar uma situação extremamente perigosa, e evita qualquer comentário ideológico. No caso, a situação é a seguinte: o filme acompanha os últimos 38 dias de uma unidade de desarmamento de bombas que tem de atuar no Iraque. Todo dia esses sujeitos têm de matar um leão – e ninguém sabe se vão escapar ilesos.

Bigelow é uma mulher, mas poderia ser considerada um Howard Hawks de saias. Os integrantes da unidade têm conflitos entre si e são liderados por um capitão – uma interpretação soberba de Jeremy Dennmer – que certamente tem um parafuso a menos na cabeça. Contudo, o espectador descobre que o que falta de razão sobra em sentido para esses soldados. Para eles, a guerra não é apenas um vício – é a força que dá sentido às suas vidas.

Outro detalhe que The Hurt Locker mostra com precisão é a inventividade do terror. Os soldados americanos são impotentes perante as mais diferentes formas com as quais os terroristas conseguem cumprir os seus propósitos – do uso de bombas até a manipulação de inocentes. Bigelow deixa claro que esta é uma guerra que já está perdida, já que o Exército não consegue impedir a malícia mutante da maldade. O climáx do filme, durante o qual tentam salvar um iraquiano que desistiu na última hora de ser um homem-bomba, é desalentador e me fez lembrar os momentos finais de Full Metal Jacket, de Stanley Kubrick, cujo comentário sobre a guerra do Vietnã era igualmente pessimista.

Assim, quando o espectador vê os dez minutos finais, que se passam fora do local do combate e apresentam uma possibilidade de vida normal que será descartada dentro de instantes, podemos achar que se trata de uma loucura. Mas Kathryn Bigelow mostra justamente o contrário: ao vermos o soldado indo de encontro ao seu provável fim, sabemos ao mesmo tempo que ele alcança, naquele momento, a vida justa que Rilke sempre pediu em um de seus versos – a vida justa que se consegue somente com uma morte justa.


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Catulo no Banco dos Réus

Filed under: Educação,Literatura incluído por Rodrigo Duarte Garcia
Data do post: 27 de novembro de 2009
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A essa altura, todos provavelmente já ficaram sabendo da história do milionário inglês processado por mandar a certa funcionária um verso de Catulo lá não muito casto.  Perguntado por ela qual seria uma boa tradução para diligite inimicos vestros, ele respondeu de bate-pronto com o primeiro e também último verso do Poema 16: pedicabo ego vos et irrumabo.

Deixo a tradução de lado - não sei se há crianças na sala – para pensar em um aspecto secundário, mas que sei deixará ao menos o Júlio Lemos vingado, diante das tantas vezes em que teve de explicar sua opção por um doutorado em Direito Romano.

Aparentemente, a defesa do sujeito limitou-se a alegar que o verso de mais de 2.000 anos era apenas witty, sem maiores extensões. Este texto do Times mostra a verdadeira interpretação do Poema 16: a de que não se pode julgar a vida de um poeta por suas obras (para inverter um pouquinho as últimas polêmicas aqui no site). Catulo era acusado por seus inimigos de ser efeminado - por conta de alguns versos lá não muito másculos -, de maneira que fez o Poema 16 começar e terminar com uma obscenidade, justamente para demonstrar a irracionalidade de se tomar todo e qualquer verso como autobiográfico. Ou seja, levou às últimas consequências um argumento para demonstrar a sua impropriedade.

Se os advogados de Mike Lowe soubessem disso, talvez ele tivesse maiores chances no tribunal. De modo que até os pragmáticos de sempre terão de dar o braço a torcer: o motivo é incontestável para que os alunos do curso de Direito tenham uma formação clássica e, sim, leiam Catulo.

BTW, ótima oportunidade para ler de novo este texto do Érico Nogueira sobre o poeta.


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