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Compre o Livro

David Simon encontra Stanley Kubrick

Filed under: Literatura incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 29 de junho de 2010

Ou deveria ser o contrário? Nos tempos atuais, David Simon, o criador de The Wire (segundo nosso colaborador Freddy Bilyk, a melhor coisa já feita na história da televisão) e Treme, pode ficar lado a lado com o maníaco perfeccionista do Bronx?

Se depender de um único livro, a resposta é sim.

O livro é, no caso, nada mais nada menos que Paths of Glory, o pequeno romance de Humphrey Cobb, publicado em 1933, e que, nas mãos de Kubrick, tornou-se Glória Feita de Sangue (1957), um dos maiores clássicos anti-belicistas do cinema.

O romance de Cobb estava desaparecido das prateleiras há muito tempo. Mas, graças à Penguin Classics, ele será relançado – e justamente com uma introdução escrita por Simon.

Simon, ao que parece, é mais do que um mero admirador do livro – ele não hesita em dizer que o usou como inspiração para a quinta temporada de The Wire e para seu trabalho como repórter investigativo nos antigos tempos do Baltimore Sun.

Sem dúvida, Simon é um dos grandes na mídia áudio-visual, mas creio que ele jamais conseguirá realizar cenas como esta. Alguém duvida?


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Chesterton sobre Thomas More

Filed under: História,Literatura incluído por Joel Pinheiro
Data do post:

Dia 22 de junho foi dia de S. Thomas More, cuja cabeça rolou por não aceitar Henrique VIII como chefe supremo da Igreja na Inglaterra. Chesterton , quase 500 anos depois, escreveu este breve ensaio em homenagem àquele que Johnson considerava “A pessoa de maior virtude que essas ilhas já produziram”.


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Dicta&Contradicta No. 5 em Primeiro Lugar na Livraria Cultura

Filed under: Geral incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 28 de junho de 2010

Sim, senhores: Conseguimos o Primeiro Lugar na Livraria Cultura. Antes era o Segundo, o Terceiro, em algumas vezes o Sétimo, mas, agora, mais ousados, queríamos o topo do pódium – e estamos lá!

Obviamente, não conseguiríamos isso se não fossem pelos nossos leitores. Por isso, muito obrigado a todos vocês. O Primeiro Lugar numa das maiores redes de livrarias do país mostra que, afinal de contas, temos leitores – e, ao que parece, a qualidade caminha com a quantidade, algo raro no Brasil.

Novamente, somos gratos a vocês e esperamos que continuem conosco.


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Três anos depois…

Filed under: Literatura incluído por dicta
Data do post: 27 de junho de 2010


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Hail Hill!

Filed under: Literatura incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 22 de junho de 2010

Enquanto o mundo esquerdopata chorava a morte de José Saramago, a notícia mais importante do verdadeiro mundo literário passou em branco aqui no Bananão. É o fato de que Geoffrey Hill foi escolhido como o Professor de Poesia na Universidade de Oxford, uma cátedra que, para nós do FEBEAPÁ não significa muita coisa, mas para os ingleses significa simplesmente o topo no quesito ” clássico da língua”. Em outras palavras: Hill tornou-se oficialmente, e sem que tivesse puxado o saco de nenhuma patota ideológica, o maior poeta vivo da língua inglesa, e ficará lado a lado com Keats, Wordsworth e Coleridge quando obviamente se for desta para melhor.

Se vai ganhar ou não um Nobel no futuro, pouco importa. O que importa agora é ler, por exemplo, o pequeno texto de Erico Nogueira sobre as reflexões de Hill a respeito de Ezra Pound – e, claro, se puder, comprar imediatamente os Collected Critical Writings do atual bardo e lê-los sem se preocupar se a literatura pode ou não desafalecer graças aos Saramagos da vida.


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Lançamento – Como ler um livro, o clássico de Mortimer Adler

Filed under: Literatura incluído por Martim Vasques da Cunha
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Dalrymple e a pobreza

Filed under: Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 21 de junho de 2010

Um de nossos articulistas favoritos, Theodore Dalrymple (mais conhecido pelo seu nome verdadeiro Anthony Daniels nas páginas da Dicta impressa), escreve sobre os efeitos sociais desastrosos de boas intenções (nem sempre tão boas assim) aliadas à ignorância.

Baseando-se mais em sua rica experiência de vida do que em qualquer modelo econômico, ele mostra como a compaixão pelos menos afortunados pode ser a maior inimiga deles. Tanzânia e Inglaterra, redistribuição de renda e educação estatal, são vistos sob aspectos bem diferentes do convencional por esse escritor que não teme defender o que, para a opinião estabelecida, é indefensável.


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E agora, José?

Filed under: Literatura incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 18 de junho de 2010

Time that with this strange excuse

Pardoned Kipling and his views,

And will pardon Paul Claudel,

Pardons him for writing well.

W.H. Auden, In memory of W.B. Yeats.

Nada como voltar à programação normal com uma notícia dessas: morreu José Saramago. Dizem que não devemos falar mal dos mortos, que não pega bem, que você vai para o Inferno por causa disso, mas antes encontrar com Belzebu do que ser um hipócrita.

Contudo, temos de ser justos: Saramago escreveu três grandes livros – Memorial do Convento, O ano da morte de Ricardo Reis e História do Cerco de Lisboa. O resto é lixo adulado pela grande mídia. São nesses três grandes romances que o seu estilo de frases longas, enredos elaborados e ironias deliciosamente digressivas, marcou uma época e uma geração. Todos queriam escrever só com o ponto e só com a vírgula; todos queriam ter um sotaque castiço para emitir alguma obviedade como se fosse a maior pérola de sabedoria já dita.

Pois foi o que aconteceu com Saramago. Ele passou a acreditar muito mais em sua persona midiática do que propriamente em seu ofício de escritor. E a grande mídia aceitou isso de muito bom grado, inflando ainda mais o seu ego. Como se não bastasse, o Nobel resolveu premiá-lo como se fosse o nosso oráculo de Delfos quando, na língua portuguesa, quem ocupa esse lugar é seguramente Agustina Bessa Luís ou a já falecida Sophia de Mello Breyner Andersen.

Dessa forma, passou a dizer besteiras e, o pior, a escrever besteiras. Criticá-lo por ser ateu ou por ser comunista é fácil. Mas devemos criticá-lo pela influência nociva que provocou na própria língua portuguesa. Exceto os três livros mencionados, o estilo de Saramago tornou-se um cacoete que, na falta de uma comparação melhor, é muito parecido com o de um Boletim de Ocorrência Policial feito em algum DP da vida. E a consequência disso é que todos resolveram imitá-lo – e assim demoliram o que sobrou da língua portuguesa, este “túmulo do pensamento”, como diria Carpeaux.

Agora, que partiu para o Parnaso (gostaria de ver a cara dele quando encontrar a evidência empírica de que há uma vida além desta marmita…), é de se esperar o pó do esquecimento sobre o restante da sua obra. O que sobram são três livros magníficos; mas, oras bolas, como diria W.H. Auden, quem disse que escrever bons livros salva alguém de ser redimido?


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Lançamento Hoje dia 18/06: Viktor Frankl

Filed under: Filosofia incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 17 de junho de 2010


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Dicta&Contradicta No. 5 – Editorial

Filed under: Geral incluído por Julio Lemos
Data do post: 15 de junho de 2010

Leitores diletos: como de costume, publicamos abaixo o editorial do novo número. Além de uma apresentação dos principais textos, vale a pena conferir pelo, digamos, conteúdo… que expressa o espírito da publicação. Boa leitura!

* * *

“Let mind be more precious than soul; it will not
Endure. Soul grasps its price, begs its own peace,
Settles with tears and sweat, is possibly
Indestructible. That I can believe” [1].

(Geoffrey Hill, King Log, “Funeral Music”).

Uma das vantagens de se publicar uma revista como a Dicta é que, quando estivermos velhos, também nós poderemos dizer que participamos de uma guerrilha. Afinal, não existe outra maneira de divulgar essa quintessência da contracultura senão partir para a luta armada, aproveitando todas as oportunidades, como por exemplo deixando-a estrategicamente entre o foie gras e o champanhe em todas as cocktail parties de que participamos. Ou, se não tiver jeito, entre a mortadela e a cerveja.

Em certo almoço, lá estava, pois, a Dicta, como uma espécie de ratoeira perto dos queijos. Até que, de repente, vinda de onde menos esperávamos, deu-se uma atração fatal. Uma grã-fina apanhou-a com os olhos brilhando: “Nossa! Me passa essa revista! Era disso que eu estava precisando!” Ficamos todos em suspense… “Dica de Contrabandista! Que legal! Deixa eu ver se tem aquela bolsa Chanel que eu estava procurando!”

Até certo ponto, é preciso dizer que nos sentimos reconhecidos; afinal, o que praticamos é, pouco mais ou menos, contrabando cultural. Claro que sem o retorno financeiro do ofício original, embora todos estejamos de acordo em que, “se não dá lucro, ao menos diverte”.

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