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genes cooperativos

Filed under: Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 31 de maio de 2011

A sobrevivência do mais apto não significa que a vantagem seja sempre dos egoístas. Em ambientes nos quais a cooperação é vantajosa, o mais apto é exatamente aquele que sabe cooperar. David Brooks, do New York Times, analisa por alto a literatura recente sobre uma singularidade da espécie humana: o nível de cooperação e altruísmo que revelamos desde a mais tenra idade, mesmo quando comparados a outros primatas. Não concordo com a equação que Brooks faz entre a cooperatividade e moralidade, como se a moralidade se restringisse apenas às relações entre os homens e nada tivesse a dizer sobre o indivíduo considerado em si mesmo; mas é sempre bom aprender mais sobre nossa natureza de animal social.


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O inverno da nossa liberdade

Filed under: Literatura incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 30 de maio de 2011

It is required
you do awake your faith.

Conto de Inverno (V. III. 70-110)

Há algo de podre no reino da crítica literária quando o romance mais comentado do momento, comentado no sentido que todos, absolutamente todos, estão falando dele, do presidente dos Estados Unidos até o gari da esquina, é abordado pelos supostos resenhistas e analistas de tendências de moda como algo equivalente à “sociologia da literatura”, reduzindo-o a fragmentos de um discurso ideológico, indecisos se se trata de um romance – ou, pior, de um romancista – de direita, de esquerda, de centro, democrata, republicano, ambientalista, conservador, o escambau, ou então – o que é algo ainda mais sintomático – quando a única crítica que vale a pena ler – crítica no sentido exato do termo, i.e., análise do que faz a obra realmente funcionar e emocionar o leitor – é feita pelo editor do próprio livro ao relatar como foram os bastidores da confecção da edição nacional.

Por isso, peço-lhes que esqueçam do hype. Esqueçam até mesmo do Obama, a palavra mais citada quando nos referimos a este romance se alguém tiver a paciência de googlar por aí. Quando falarem de Liberdade (Freedom), o novo romance de Jonathan Franzen, um sujeito que cada vez mais parece um Stephen King bonachão, lembrem-se de William Shakespeare.

O que tem a ver o Bardo com o novo queridinho da weltliteratur americana? Não é uma alucinação deste infeliz escriba, mas a referência é dada pelo próprio Franzen, logo na epígrafe do seu catatau de quase setecentas páginas – e se há algo que aprendemos sobre as epígrafes de um livro, é que elas não estão lá por acaso. Há um sentido a ser decifrado – e é nossa função fazer isso. Leia mais…


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Como escrever uma frase

Filed under: Literatura incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 29 de maio de 2011

Preocupar-se mais com a forma do que com o conteúdo é sinal de frivolidade. Contudo, isso não quer dizer que a forma não importe – algo que eu, que passo tardes lendo S. Tomás (o qual não costuma figurar em antologias de citações), preciso relembrar constantemente e não sem alguma dor. Stanley Fish acaba de lançar o livro “How to Write a Sentence”, analisando o que torna uma frase memorável e outra, de mesmo conteúdo, banal. Resenha do filósofo Simon Blackburn.


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O sangue de Dylan

Filed under: Geral,Música incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 24 de maio de 2011
Tags:

“People see me all the time and they just can’t remember how to act
Their minds are filled with big ideas, images and distorted facts”.
Bob Dylan, “Idiot Wind”

Bob Dylan estava deitado na cama de um hotel em Amsterdam no ano de 1974 quando veio à sua mente a seguinte frase: “Idiot wind blowin´ through the letters that we wrote” (O vento idiota soprando nas cartas que escrevemos). O que era aquilo? Pela milésima vez em sua vida a maldita metáfora do vento voltava a assombrá-lo. Mas a frase continuava na sua cabeça, martelando, martelando. A única solução era escrever sobre aquele vento – de novo.

“O que eu queria quando fiz aquele álbum”, diria Dylan ao jornalista Bill Graham anos mais tarde, “era desafiar o conceito de tempo. Isto é, o narrador passa o álbum inteiro lembrando do passado durante o presente e, quando se chega na canção final, o presente e o futuro são uma coisa só. Na verdade, todas as letras são como um quadro: você pode ver um pequeno detalhe do quadro ao mesmo tempo que vê a sua totalidade. Era isso o que eu queria fazer: uma meditação sobre a simultaneadade do tempo, de como você pode pensar em uma pessoa querida que perdeu, e ela está lá, ao seu lado, e também não está”.

No seu quarto em Amsterdam, Dylan passou uma semana inteira sem falar com ninguém. Aliás, era exatamente isso o que queria. Depois das discussões com sua esposa, Sara Lowands, um pouco de solidão não faria mal a ninguém. Mas ele também sabia que ela iria embora de sua vida – para sempre. Armado com um violão, uma caneta e um maço de papéis, escreveu e reescreveu incessantemente cada um dos versos que pousavam em sua mente. Eles seriam o resultado de um sobrevivente, o sangue que escoa nos trilhos da vida e que deixa as suas marcas mais profundas. Leia mais…


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Curso – A Cultura como Negócio

Filed under: Geral incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 23 de maio de 2011
Cultura sem limites. Cursos na Livraria Cultura.
A cultura como negócio: como transformar a sua ideia em realidade. Ministrado por: Profa. Nancy Silva, Viviane Cristina Pinto, Viviana Pereira e Tatiana Pugliesi
Programa: ver site www.culturasemlimites.com.br
www.culturasemlimites.com.br
Informações: 11 6900-8151 ou fabio@culturasemlimites.com.br
Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional Livraria Cultura - ler para ser.

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Os espelhos secretos

Filed under: Literatura incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 12 de maio de 2011

“Mas o tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode abordar nada. Nada em cima de invisível é a mais sutil obra deste mundo, e acaso do outro”.

Machado de Assis, “Esaú e Jacó”

Todas as tentativas de querer compreender o enigma Machado de Assis resultam em becos-sem-saída, porque sempre partem de princípios limitadores, seja para o lado da religião como para o lado da mesquinha análise social. Como todo bom enigma, Machado não admite interpretações limitadoras. Há cerca de dez anos, por exemplo, tivemos Michael Wood, professor na Universidade de Princeton, que escreveu sobre o Bruxo de Cosme Velho no prestigiado New York Review of Books com um ensaio chamado “A master among ruins” (Um mestre entre as ruínas). A intelligentsia brasileira logo se apressou, toda animada, em dizer que o ensaio de Wood seria uma porta aberta para que o mundo – no caso, os EUA – pudesse começar a ler Machado de Assis. Se a América tiver que ler Machado, que não seja pelas mãos do professor Wood – na verdade, um repositório de análises estruturalistas e marxistóides de Roberto Schwartz et caterva. Seu ensaio sequer toca na questão principal da obra machadiana – a análise aguda dos meandros da alma humana – para ficar na superfície da sociedade escravocrata, na qual os esquerdosos querem a todo custo que Machado se torne o primeiro denunciador de um “sistema tão cruel e impiedoso”.

Este ensaio será também uma interpretação e, como já se disse, ela também estará sujeita ao erro e ao beco-sem-saída. Contudo, seu método parte de um princípio muito simples: o de que Machado de Assis foi o primeiro escritor em nossa literatura a compreender a linguagem do mundo e do ser humano como uma linguagem simbólica, na qual se reflete na alma do brasileiro como a experiência concreta de uma determinada ordem histórica que terá sérias conseqüências para o futuro do país. Se estamos dizendo que Machado foi o primeiro, isso também significa que ele foi o primeiro de uma tradição que percorre como um segredo muito bem guardado na história da literatura brasileira, mas que não deixa nada a dever à literatura mundial, e que tem como característica principal a progressiva abertura da alma brasileira aos mistérios cristãos, mesmo que esta abertura seja impedida por sucessivos obstáculos, em sua maioria de origem ideológica. Os sucessores de Machado de Assis seriam, assim, Guimarães Rosa (pelo fato de que seus personagens se aproximam na fronteira de um cristianismo primitivo), Osman Lins (no qual a eternidade amparada pela encarnação do Verbo é procurada com um intenso desespero) e, por último, Bruno Tolentino, em que suas obras “O Mundo Como Idéia” e “A Imitação do Amanhecer” fazem uma síntese ímpar da poesia de Cecília Meirelles, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Jorge de Lima, além de, claro, o próprio Machado, em especial, o poeta de “Ocidentais”. Leia mais…


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Curso – As Trajetórias do Ocidente

Filed under: Educação incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 10 de maio de 2011
Cultura sem limites. Cursos na Livraria Cultura.
As trajetórias do ocidente: uma história da cultura ocidental. Programa: ver site www.culturasemlimites.com.br
Prof. Leandro Oliveira - Doutorando em comunicação pela USP, é anfitrião do programa "Falando de Música", da OSESP.
www.culturasemlimites.com.br
Informações: 11 6900-8151 ou fabio@culturasemlimites.com.br
Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional Livraria Cultura - ler para ser.

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Ritos Finais

Filed under: Religião incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 6 de maio de 2011

Talvez seja a proximidade da morte; não sei. Mas o New York Times tem estado surpreendentemente teológico, como bem ilustra este artigo de Ross Douthat, nada mais nada menos que uma defesa do Inferno. “Você realmente acredita que Gandhi esteja no Inferno?” objetam muitos, e com uma boa dose de justiça.  Douthat replica: e por acaso dá para aceitar que Tony Soprano esteja no Céu?


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O seqüestro da crítica

Filed under: Debates incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 4 de maio de 2011

Por Rodrigo de Lemos

Quando Roger Kimball lançou The Rape of the Masters, pus-me a imaginar o que ele não diria sobre a crítica no Brasil. Bem antes dos anos 80 (década em que os resentniks pós-estruturalistas invadiram as universidades americanas), uma parte da crítica brasileira já entendia sua atividade como a violência aos mestres locais justificada pelas “boas causas”. E eis que aparece agora o Eduardo Wolf com esse artigo sobre “O seqüestro de Machado de Assis” na última Dicta&Contradicta. Claro, a reflexão do Eduardo não me parece dever alguma coisa à do Kimball; mesmo assim, não deixo de esperar que ela seja para nós um pouco do que The Rape of the Masters foi para os americanos: um alerta para os estragos decorrentes da politização da crítica e um sinal para os discordantes de que eles não estão sozinhos.

Nesse breve comentário, quero me deter em dois pontos: primeiro, por que interpretações como as de Roberto Schwarz sobre Memórias póstumas tornaram-se por aqui não apenas mais uma leitura, legítima entre outras tantas, sujeita a contestações e a ataques, mas a interpretação dominante, combatida de quando em quando por tímidos balbucios; em seguida, vou levantar os problemas e as contradições que a centralidade reclamada por críticos como Schwarz para suas leituras sociológicas trazem para suas próprias teorias. Quem acompanha os meios literários nacionais (nos quais sempre houve quem torcesse o nariz para um Murilo Mendes, por exemplo, por ele não ter feito poesia engagée nem ter sido um obcecado pela identidade nacional) sabe que o pensamento de Schwarz está longe de ser um caso isolado. Não faz muito, soube de um crítico que, comentando dois “O navio negreiro”, um de Heinrich Heine, outro o de Castro Alves, tentava mostrar como o poema do alemão era em muito superior ao do brasileiro: em lugar da preocupação meramente moral deste (e deixo o “meramente” por conta do crítico), o tratamento de Heine teria sido mais feliz ao tomar em conta as ligações do tráfico negreiro com o capitalismo internacional. Nenhuma palavra sobre a diferença de arte poética entre os dois: uso das imagens, das figuras de linguagem, dos procedimentos rítmicos; para ele, o poema de Heine era superior porque Heine era melhor sociólogo. Observações sociológicas desse tipo tornaram-se a tal ponto preferência nacional que passaram a ser tomadas por critério de julgamento estético.

Cabe perguntar o motivo desse furor sociologizante. Primeiro, a sociologia é o único horizonte para uma boa parte do público e dos próprios escritores. Diferentemente da França, por exemplo, que dispõe de uma verdadeira educação para a forma desde, no mínimo, o século XVI, para certas correntes críticas prestigiosas no Brasil, a análise imanente é vista com maus olhos. A retórica saiu de moda há tempos; poucos se interessam em voltar a Cícero e a Quintiliano para neles aprender a identificar e a empregar técnicas lingüísticas. O estudo da versificação é por aqui uma raridade, e a maioria do público de poesia, quando não dos próprios poetas, ignora os princípios básicos da métrica e da prosódia, isso sem falar em outros procedimentos fônicos mais sofisticados (modulações ou harmonias, por exemplo). Ao mesmo tempo, tudo em que o legado estruturalista foi positivo, tudo o que nele foi além de pretensão cientificista e que realmente podia contribuir para o estudo da literatura, é hoje preterido em favor de investigações temáticas que confirmem os derniers cris do politicamente correto e do multiculturalismo. Diante dessa planície analítica, não surpreende que as leituras sociológicas avancem terra adentro sem encontrar obstáculos de relevo.

Mas, para explicar essa tendência, há algo além dos recursos críticos limitados característicos do pensamento literário atual. A transformação de conceitos sociológicos em categorias de julgamento é o corolário de uma idéia aparentemente inocente e que, à força de repetição, entrou de tal forma no pensamento sobre literatura que se transformou no seu maior, e senão único, consenso: a de que a chave para a compreensão de uma obra literária está em sua relação com o contexto histórico; dito de outro modo, de que a significação mais profunda de uma obra explica-se pelo tipo de representação que ela traz de uma sociedade em um dado momento da história ou do tipo de relação que estabelece com essa sociedade. Daí decorreria, para os defensores dessa tese, que a qualidade da obra mede-se pela maneira mais ou menos penetrante com que ela revela as contradições do meio em que foi escrita, culminando frequentemente na instrução de um processo contra as classes dirigentes, contra o racismo, contra o falocentrismo, contra o perseguidor do momento.

Na verdade, a tensão atual entre críticos sociológicos (sobretudo marxistas) e críticos pós-something reside menos em uma oposição radical de visões sobre a sua própria atividade intelectual do que em uma diferença entre as causas a que eles a submetem, a luta de classe no caso dos primeiros, a defesa de minorias entre os segundos. Em ambos os grupos, desconsidera-se da análise literária não somente a dimensão formal, mas também qualquer outro aspecto relativo à vida interior (psicológica, moral ou religiosa) e que transcenda o jogo de forças sociais.

Claro, para muitos dos críticos de filiação sociológica, este último é um falso problema, pois o que são todas essas dimensões da natureza humana senão, a exemplo da própria obra literária, fenômenos de superfície que, por sua vez, encontram sua razão de ser na vida social e econômica? Mas, ao sustentá-lo, o crítico sociológico cria uma armadilha para sua própria leitura, pois ou bem lhe atribui uma objetividade que ele mesmo nega a qualquer outra forma de conhecimento, e então seria de esperar que justificasse essa superioridade apolínea auto-atribuída, ou bem dissolve a verdade do seu discurso na pura historicidade em que ele já dissolvera a verdade da obra literária. Rompe, no último caso, qualquer compromisso com a objetividade, com a busca de uma verdade transcendente à sua própria situação histórica, a seus interesses ideológicos e partidários – quando é o conhecimento da verdade que deveria determinar a estes últimos. A partir desse ponto, qualquer violência – estupro ou seqüestro – fica permitida, e só nos resta repetir a ritournelle do Eduardo ao fim do artigo “O que pensar, leitor, o que pensar?”.

Rodrigo de Lemos é mestre e doutorando em Literatura Francesa na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde atualmente é também professor na mesma área.


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Teologia South Park

Filed under: Religião incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 3 de maio de 2011

Matt Stone e Trey Parker, criadores do South Park, acabam de lançar um musical na Broadway; e o alvo de seus ataques – sim, você acertou – é a religião. Mais especificamente a religião Mórmon (convenhamos, um alvo fácil), que representa para eles a religião doutrinária e institucional por excelência. Dois missionários mórmons vão para Uganda, onde têm que lidar com a epidemia de AIDS, senhores da guerra sanguinários, mutilação feminina e mais um monte de atrocidades. A moral da história, que os dois caracterizaram como “uma carta de amor de dois ateus à religião”, não podia ser mais previsível ou menos profunda. Kevin Smith a resumiu aptamente, falando de seu filme Dogma (o qual assisti quando era ateu e nem por isso vi graça alguma), que partilha da mesma mensagem: “Faith good; religion not so good.” Ou seja, a espiritualidade é positiva quando não passa de sentimentos adocicados e um desejo vago de fraternidade universal; quando vira uma religião com crenças específicas, daí é ridícula ou, pior ainda, má.

Muito bonitinho no papel; mas, como bem aponta David Brooks em sua resenha do musical para o New York Times, falso no mundo real. Na prática, os grandes feitos e os atos que fazem a diferença vêm de pessoas com religiões de verdade (doutrinas, dogmas, pecado, inferno; a coisa toda) e não nobres sentimentos filantrópicos.


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