Dicta&Contradicta 8 – Índice
Data do post: 6 de dezembro de 2011

ÍNDICE
O QUE HÁ DE NOVO NA IDADE MÉDIA?
Olivier Boulnois
DROGAS: A SÍNDROME DA MENTIRA
Anthony Daniels
ESPECULAÇÕES SOBRE ALEGORIA E SÍMBOLO
Henrique Elfes
PERFIL
KIERKEGAARD, O PENSADOR INCÔMODO
Álvaro L.M. Valls
FELIZ NOVA DIETA
Julio Lemos
FILOSOFIA
OS MECANISMOS DA MELANCOLIA
Martim Vasques da Cunha
LITERATURA, FICÇÃO E REALIDADE
Nicolau Rocha Cavalcanti
SOCIEDADE
SÍRIA EM TRANSE
Plínio Gomes
TEOLOGIA
VIAGEM RUMO AO MUNDO
Marcelo Consentino
LITERATURA
IMAGINAÇÃO, TEMOR E TREMORES
Rodrigo Duarte Garcia
AS FACES DO ATEÍSMO
EM OS IRMÃOS KARAMÁZOV
Renato José de Moraes
DAVID FOSTER WALLACE E THE PALE KING
Julio Lemos
TEATRO
TOM STOPPARD: TEATRO ACESSÍVEL
A VENDEDORAS COM CURSO SUPERIOR
Pedro Sette-Câmara
POEMAS
TRÊS POEMAS
Silvério Duque
POEMA TRADUZIDO
ALGUMA POESIA DE DURS GRÜNBEIN
Tradução de Érico Nogueira
GENESIS
PÓS-ESCRITO CONCLUSIVO NÃO CIENTÍFICO ÀS MIGALHAS FILOSÓFICAS
S. Kierkegaard
CONTO
EVOLUÇÕES
MoemaVilela
CONTO TRADUZIDO
2 B R O 2 B
Kurt Vonnegut, Jr.
MÚSICA
APRÈS UNE LECTURE DU DANTE
(FANTASIA QUASI SONATA): UMA VISÃO
MUSICAL DA MORTE
Alvaro Siviero
CINEMA
OS DÓLARES DE LEONE
Joel Pinheiroda Fonseca
ANATOMIA DO POEMA
Jessé de Almeida Primo
RESENHAS
OBRAS DE EMIL CIORAN
Rodrigo Gurgel
C., TOM MCCARTHY. LA CARTE ET LE TERRITOIRE
MICHEL HOUELLEBECQ
Vinícius Castro
BOURGEOIS DIGNITY, DEIRDRE MCCLOSKEY
Renato Lima
A CASA DA SABEDORIA, JONATHAN LYONS
Joel Pinheiro da Fonseca
THE CONSPIRATOR
Ricardo Gross
SONS OF ANARCHY
Lucas Mafaldo
DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA, B FACHADA
Nuno Costa Santos
O LANÇAMENTO QUE NÃO HOUVE
SHAME AND NECESSITY, BERNARD WILLIAMS
Eduardo Pohlmann
HUMOR
NOVO TOLICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA
RuyGoiaba
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Lançamentos de final de ano – Platão e Russell Kirk
Data do post: 5 de dezembro de 2011
Não é sempre que ocorrem dois lançamentos de peso na mesma semana no Brasil.
O primeiro é a reedição das obras completas de Platão, publicadas pela Editora da Universidade Federal do Pará e traduzidas por Carlos Alberto Nunes. Para quem ainda não sabe, esta é a tradução sobre a qual todos deveriam começar a estudar Platão, se quiserem aprender Filosofia a sério. Agora as novas edições vêm com o texto original em grego para a alegria do leitor.
O outro é o início do lançamento das obras de Russell Kirk pela Editora É. A coleção começa com uma jóia rara: “A Era de Eliot”, um fascinante estudo crítico sobre a obra do maior poeta americano do século XX e que andava sumido há muito tempo até mesmo das estantes internacionais.

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Dicta&Contradicta 8
Data do post: 3 de dezembro de 2011
Caros leitores, chegou aquela época do ano… a época da nossa vingança. É com um prazer dos mais sádicos que lançamos sobre nosso público leitor mais algumas centenas de páginas de densa leitura. Tudo bem, daremos uma semana de colher de chá.
Por enquanto, deixemo-los com a nossa nova capa, com a temperante ilustração de Poti, que serve de inspiração para nosso lançamento. Palestra? Debate? Bate-papo descontraído com algum medalhão da cultura nacional? Nada disso! Apenas uma confraternização na Mercearia São Pedro (R. Rodésia, 34, Vila Madalena, São Paulo) a ser realizada na noite de segunda-feira 12/12, das 19:30 até a saída do último arroz de festa.
Depois de termos invadido a Civilização Brasileira, a editora de ninguém menos que Antonio Gramsci, agora invadiremos o tradicional ponto de encontro da intelligensia paulistana descolada e cult, a Mercearia, que além de cerveja em copo americano e bife frito, também oferece discos e histórias em quadrinhos, contará agora também com nossa maçaroca de ensaios, e com a presença da patota menos descolada deste planeta. Quem vier, verá.
(Em verdade vos digo: não há nenhum motivo extraordinário na escolha do lugar, exceto o fato de que fica ao lado da nova sede do IFE, justamente a residência do novo presidente do Instituto, para quem ainda não sabe, o sr. Marcelo Consentino, teólogo consagrado e amante de uma boa chopada.)
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Tintin se tornou um ectoplasma
Data do post: 1 de dezembro de 2011

Make no mistake: the Tintin albums are great art. We could argue until the cows come home about what type of art they represent (narrative? Visual? Sub-cinematic?), but their greatness brooks no querying. Their characters, from melancholic and explosive Captain Haddock to proud and fiery General Alcazar to the vain and affected opera diva Bianca Castafiore, rival any dreamt up by Flaubert or Dickens for sheer strength and depth of personality. Their recurrent themes and symbols — the downfall of noble houses, host-guest encounters gone drastically wrong, tombs and their secrets, water, forgery, the Sun (to name but a few) — are entirely classical, the same found in Aeschylus or Shakespeare or Faulkner. They are eminently political, depicting, first from a rightwing perspective, then, increasingly, a leftist one, a 20th century characterised, just like the present era, by conflict over Middle Eastern oil, the perpetually unsettled Balkans, galloping technological progress, profiteering multinationals and arms traders who have one foot in the president’s office. Best of all, they yield to a casual reader of seven the same amount of joy and wonder as they do to the most diligent adult scholar.
Tom McCarthy, o autor de C. (romance a ser resenhado por Vinicius Castro na Dicta&Contradicta 8, breve em uma livraria perto de você), elogia os quadrinhos politicamente incorretos de Hergé e enxovalha a versão cinematogáfica de Steven Spielberg e Peter Jackson.
Ah, sim, “O Desabamento”, um conto de minha autoria, foi publicado no jornal literário Rascunho, de Curitiba.
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