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	<title>Comentários sobre: Análise cultural de qualidade</title>
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	<description>Leituras interessantes e bases para a formação cultural</description>
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		<title>Por: Ricardo Leal</title>
		<link>http://www.dicta.com.br/analise-cultural-de-qualidade/comment-page-1/#comment-1161</link>
		<dc:creator>Ricardo Leal</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 00:09:56 +0000</pubDate>
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		<description>Uma das atrações deste site: boas dicas. 2) Por seu intermédio, também li pela primeira vez um texto do Bowman, esse que contrasta a realidade e a piscadela cúmplice do pós-moderno. Excelente. Grato ainda ao Borges por linkar o site do JB.  3) Descrita de maneira mais crua que a do JB, essa infantilização perversa  dos gostos e hábitos, associada a um distanciamento da realidade, sugeriria a muitos autores antigos (da Roma e da Grécia clássicas) um ambiente inadequado a homens livres. Para os antigos e para gente mais próxima de nós, como Josef Pieper (http://www.newjerusalem.com/pieper.htm) ,  homens verdadeiramente livres não empregariam tão grande parte do seu tempo de lazer escolhendo entre 50 canais de imagem que oferecem trivialidades de apelo imediato. 4) Sob o risco de barbarizar-se, o homem livre, nessa perspectiva que parece estar rapidamente perdendo o foco, demanda um tipo de lazer contemplativo; uma &quot;skolé&quot;, como diziam os gregos, algo que os romanos transformariam em &quot;schola&quot;. Engraçado que a palavra &quot;schola&quot; podia ter para eles também um sentido, digamos assim, de disciplina horizontal, que conotava um corpo militar ou político (ao menos era assim no Império). 5) Nem por isto o sentido &quot;horizontal&quot; apagava o outro, &quot;vertical&quot;, de certo modo vivo em português ainda: escola como algo que remete a aprendizagem/lazer; à busca da sabedoria associada à famosa expressão &quot;ócio [ie, skolé] com dignidade&quot;. 6) Algo que, por sua vez, contrapunha-se e de certo modo complementava o neg-ócio, o tempo dedicado ao que não era contemplação e busca de proximidade com o real e sua ordem em sentido mais forte (e isto é basicão, bem distante de qualquer etimologice). 7) Em tempos de lazer pré-dirigido e programado, heterônomo no fundo, calcado numa estética reduzida ao mais primário sentir/perceber, desvalorizam-se, perdem força tanto a noção de real quanto a genuína capacidade de entrega à fantasia. 8. Sobra um cinismo generalizado, que pode ser terreno fértil para quem não tem compromisso com a liberdade na esfera pública, porque interiormente já perdeu a noção do que ela significa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das atrações deste site: boas dicas. 2) Por seu intermédio, também li pela primeira vez um texto do Bowman, esse que contrasta a realidade e a piscadela cúmplice do pós-moderno. Excelente. Grato ainda ao Borges por linkar o site do JB.  3) Descrita de maneira mais crua que a do JB, essa infantilização perversa  dos gostos e hábitos, associada a um distanciamento da realidade, sugeriria a muitos autores antigos (da Roma e da Grécia clássicas) um ambiente inadequado a homens livres. Para os antigos e para gente mais próxima de nós, como Josef Pieper (<a href="http://www.newjerusalem.com/pieper.htm" rel="nofollow">http://www.newjerusalem.com/pieper.htm</a>) ,  homens verdadeiramente livres não empregariam tão grande parte do seu tempo de lazer escolhendo entre 50 canais de imagem que oferecem trivialidades de apelo imediato. 4) Sob o risco de barbarizar-se, o homem livre, nessa perspectiva que parece estar rapidamente perdendo o foco, demanda um tipo de lazer contemplativo; uma &#8220;skolé&#8221;, como diziam os gregos, algo que os romanos transformariam em &#8220;schola&#8221;. Engraçado que a palavra &#8220;schola&#8221; podia ter para eles também um sentido, digamos assim, de disciplina horizontal, que conotava um corpo militar ou político (ao menos era assim no Império). 5) Nem por isto o sentido &#8220;horizontal&#8221; apagava o outro, &#8220;vertical&#8221;, de certo modo vivo em português ainda: escola como algo que remete a aprendizagem/lazer; à busca da sabedoria associada à famosa expressão &#8220;ócio [ie, skolé] com dignidade&#8221;. 6) Algo que, por sua vez, contrapunha-se e de certo modo complementava o neg-ócio, o tempo dedicado ao que não era contemplação e busca de proximidade com o real e sua ordem em sentido mais forte (e isto é basicão, bem distante de qualquer etimologice). 7) Em tempos de lazer pré-dirigido e programado, heterônomo no fundo, calcado numa estética reduzida ao mais primário sentir/perceber, desvalorizam-se, perdem força tanto a noção de real quanto a genuína capacidade de entrega à fantasia. 8. Sobra um cinismo generalizado, que pode ser terreno fértil para quem não tem compromisso com a liberdade na esfera pública, porque interiormente já perdeu a noção do que ela significa.</p>
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		<title>Por: Túlio Borges</title>
		<link>http://www.dicta.com.br/analise-cultural-de-qualidade/comment-page-1/#comment-1135</link>
		<dc:creator>Túlio Borges</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 21:38:35 +0000</pubDate>
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		<description>Bowman, que também é crítico de mídia do &quot;New Criterion&quot;, tem um site próprio - com instigantes críticas de cinema: 
www.jamesbowman.net</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bowman, que também é crítico de mídia do &#8220;New Criterion&#8221;, tem um site próprio &#8211; com instigantes críticas de cinema:<br />
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