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Méritos bretões

Filed under: Arqueologia,História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 14 de março de 2011

Uma rápida curiosidade histórica. Sempre pensamos nos romanos como os grandes construtores de estradas no mundo antigo. Acontece que foi descoberto que parte das estradas originais da Inglaterra, outrora atribuídas aos romanos, eram na verdade anteriores à chegada do império.


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O Inferno de Galileu

Filed under: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 22 de janeiro de 2011

Galileu, em sua mocidade, deu uma série de palestras sobre o Inferno de Dante. O objetivo do futuro cientista recém-expulso da faculdade de medicina era mostrar como as descrições infernais do florentino eram fisicamente impossíveis. O trabalho era relevante pois diversos intelectuais consideravam o texto de Dante verdade literal e dedicavam-se a exprimi-lo geometricamente; havia até versões concorrentes.

Uma curiosa nota biográfica sem importância? O físico Mark Peterson argumenta, em seu livro Galileo’s Muse: Renaissance Mathematics and the Arts, que foi aí que a física moderna nasceu. Estava feita a primeira grande ruptura com o passado aristotélico-escolástico que engessara o desenvolvimento da ciência (muitas descobertas de Galileu e até de Newton já tinham precursores na escolástica – é só pensar em Robert Grosseteste, que, no século XIII, já defendia que o arco-íris era causado pela refração da luz em gotículas d’água suspensas no ar – mas estavam ainda por demais emaranhadas a uma concepção do universo largamente equivocada).

O assunto Galileu é sempre marcado por controvérsias e propaganda, e por isso não posso deixar de me pronunciar a respeito. Negar a genialidade do homem é tolice, assim como diminuir suas descobertas científicas (chegando, como fez provocativamente Paul Feyerabend, a dizer que Galileu estava errado e as autoridades eclesiásticas que o condenaram corretas). O homem foi um gênio, mas não foi a personificação da razão honesta contra a superstição violenta como muitos fazem crer. Rejeitou, por exemplo, a teoria (correta) das órbitas elípticas proposta por Kepler pelo simples motivo que o círculo é a figura perfeita e que portanto as órbitas tinham que ser circulares; um tipo de submissão da ciência à metafísica que era exatamente a fonte do erro de seus acusadores. Alguns de seus argumentos em favor do heliocentrismo foram notoriamente fracos (como o das marés, que via no movimento das ondas a prova de que a Terra se movia;  Beda o Venerável, no século VIII, estava mais próximo da realidade ao atribuir a causa das marés à lua). E as causas de seu processo na Inquisição têm tanto a ver com a intolerância de inovações intelectuais da época quanto com sua atitude arrogante e prepotente. Nada disso nega sua genialidade; apenas deixa evidente a tendenciosidade de uma história feita para confirmar preconceitos.


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Calígula desenterrado

Filed under: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 18 de janeiro de 2011

Finalmente a polícia fiscal se prestou a algo útil. Encontrado por acaso, na Itália, o local provável da tumba do imperador Calígula, famoso por sua insanidade. Um contrabandista tentava carregar uma estátua do imperador em seu caminhão quando foi capturado e obrigado a revelar onde a tinha encontrado.

Antes que você exulte de alegria com uma notícia tão bombástica, contudo, leia com calma as ponderações céticas da clacissista Mary Beard.

O governo italiano começou as escavações imediatamente; em breve saberemos.


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De Teclas e Tipos

Filed under: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 16 de janeiro de 2011

Até as coisas com as quais convivemos todo o dia e sobre as quais nunca pensamos têm uma história; às vezes longa. Olhe à direita do seu teclado. O que você vê aí, em cima da tecla Shift? Deve haver uma Caps Lock. Você provavelmente não usa o Caps Lock; ninguém mais, fora comentadores irados e gente com pouca familiaridade com o computador usa essa tecla. E você sabe como ela foi parar aí? Pois ela antecede o computador, tendo nascido junto com o Shift, no século XIX, para facilitar a vida dos datilógrafos; agora parece que vai se aposentar.

Outro legado das máquinas de escrever é o mau hábito de se usar dois espaços depois de um ponto. Como as máquinas até os anos 70 do século XX, por restrições tecnológicas, usavam apenas tipos mono-espaçados (nos quais cada caractere utilizava o exato mesmo espaço; ao contrário dos tipos proporcionais, nos quais, por exemplo, um “i” ocupa menos espaço que um “M”), era necessário dar um espaço duplo depois do ponto para marcar bem a separação dos períodos. Infelizmente o hábito pegou e muita gente continua a usá-lo, indo contra o consenso estabelecido por séculos de experiência tipográfica. Uma Times New Roman (criada nos anos 30 para o The Times de Londres), que é das fontes mais usadas, é proporcional.

A propósito, vocês sabem por que ela se chama Roman? A resposta remonta à Renascença. Os humanistas, horrorizados com as fontes góticas, descobriram o que eles acreditaram ser manuscritos escritos com os tipos dos antigos romanos, e batizaram as fontes daí criadas com o nome de romanas. O que eles não sabiam, contudo, era que os tipos nos quais se baseavam eram as minúsculas carolíngias, criadas muitos séculos antes, mas igualmente medievais. Até hoje prestamos homenagem ao orgulho renascentista e colhemos os frutos da inovação medieval.


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A chaga do Cristianismo

Filed under: História,Religião incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 20 de dezembro de 2010

(É Natal, como todos sabem. Toda vez que chega esta época penso igual a T.S. Eliot em seu poema Journey of the Magi: That this was all folly. Tudo isto aqui é uma tolice só. Seria verdade? O Natal coloca o mundo em sua verdadeira perspectiva – isto é, em absoluto ceticismo que paradoxalmente nos abre para algo maior. Abaixo, um texto antigo que tenta mostrar, talvez mais para mim mesmo do que para o leitor, como o Cristianismo consegue – e conseguirá – prevalecer, independentemente de todas as chagas que o consomem e que são produzidas justamente por seus membros mais devotos.

Ah, sim: entro em recesso a partir de agora. Volto só no dia 20 de janeiro de 2011. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo aos leitores e leitoras que me acompanharam neste blog e na revista. Obrigado pela leitura e pelo silencioso apoio.)

“O cristianismo, identificando verdade com fé, deve ensinar – e, adequadamente compreendido, de fato o faz – que qualquer interferência à verdade é imoral. Um cristão com fé nada tem a temer dos fatos; um historiador cristão que estabelece limites para o campo de investigação, em qualquer ponto que seja, está admitindo os limites de sua fé. E, naturalmente, também destruindo a natureza de sua religião, qual seja uma revelação progressiva da verdade. Por conseguinte, o cristão, a meu ver, não deve ser impedido, nem no mais leve grau, de seguir o fio da verdade; com efeito, é, positivamente, fadado a segui-la. De fato, ele deveria ser mais livre que o não-cristão, comprometido por princípio com sua própria rejeição. Em todas as circunstâncias, procurei apresentar os fatos da história cristã do modo mais verdadeiro e mais cru de que sou capaz, deixando o resto para o leitor”.

Paul Jonhson, no prefácio da sua “História do Cristianismo”.

O evangelho de João diz que, depois que Cristo morreu na cruz, soldados romanos quebraram as pernas do primeiro homem que estava ao lado dele, e depois as do segundo. Quando chegaram a Jesus, decidiram, repentinamente, não quebrar suas pernas. Conta o discípulo amado (João 19:34-37): “Em vez disso, um dos soldados perfurou o lado de Jesus com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que o viu, disso deu seu testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que está dizendo a verdade, e dela testemunha para que vocês também creiam. Estas coisas aconteceram para que se cumprisse a Escritura: ‘Nenhum de seus ossos será quebrado’ e, como diz a Escritura noutro lugar: ‘Olharão para aquele que trespassarem’ “.

Como tudo na história de Cristo, cada detalhe tem um sentido simbólico intenso, que ecoa através dos tempos. João é o único dos evangelistas que afirma ter visto o cadáver de Jesus ser ferido após suas morte porque, segundo os estudiosos, dos doze apóstolos, ele teria sido o que presenciou a crucificação (é o que também afirma o seu evangelho). Portanto, esta chaga post mortem possui um significado que se traduz no movimento da História, assim como a súbita decisão de não quebrarem suas pernas. Ferem o corpo de Cristo, mas o mantêm intacto. O que isso quer dizer? Compete a nós, que estamos neste presente sombrio (como todos os presentes), avaliar o que aconteceu no passado para entender melhor este fato inusitado – e o que isso tem a ver com nossa vida cotidiana e futura. Leia mais…


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Retroceder nunca, render-se jamais

Filed under: História incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 24 de novembro de 2010

Enquanto o Rio de Janeiro se deixa seqüestrar pelo medo provocado pelos traficantes e São Paulo espera a sua vez, é edificante saber da história que Richard Fernandez nos revela sobre Don Alejo Garza.

No último dia 13 de novembro, Don Alejo decidiu enfrentar uma gangue de terroristas narcotraficantes que queriam invadir o seu rancho, batizado de San José, próximo da cidade de Vitória, Tamaulipas, no México, este país que ainda vamos nos aproximar muito em termos de guerra civil.

Ele ficou sozinho com armas e granadas. A gangue ficou surpreendida pelo ataque e achou que estava lutando contra um exército, mas descobriu que se tratava de um único homem. Estava morto, completamente metralhado. Contudo, morreu como um homem.

Parece história de faroeste moderno – mas é assustadoramente real. Em um Brasil em que o cidadão está refém do crime, permite que o Estado seja o delinqüente oficial e que as vítimas não tenham o direito de ter armas para deixarem de ser meros sitting ducks, o exemplo de Don Alejo deveria ser ensinado e repetido como um mantra, um exemplo que nos mostra o que é recuperar a dignidade devida.

Porque se há algo que o terror provocado pelo narcotráfico faz à pessoa comum – e não só o tráfico, mas também os islamofascistas e os esquerdistas radicais que se tornaram agora o estabilishment - é sufocar a capacidade de resistência do indivíduo até ele sequer poder gritar “chega!”. Afinal, quem vigia os vigilantes? Somente aqueles que decidiram ser guerreiros, os únicos capazes de transformar a violência em algo positivo para a sociedade. O resto é conversa fiada de quem usa a paz para criar ainda mais guerra e impor a destruição para quem quer continuar a escolher o momento de sua própria morte.


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Meu presente de Natal…

Filed under: História incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 11 de novembro de 2010

Em uma época em que se discute se o livro como objeto físico irá permanecer ou não, eis que a Cosac Naify resolve provar que “yes, we can!”, com nada mais nada menos O outono da idade média, a obra-prima de Johan Huizinga.

Huizinga não brincava em serviço. Era um historiador que sabia pesquisar os documentos, sabia escrever e, sobretudo, sabia pensar. Não se intimidava por moldes ideológicos que deformavam a visão real do que foi um determinado período na História. Podia ser acusado de esteticismo em alguns momentos, mas era um esteta de excelente gosto – e, de certa forma, isso é um pecado menor.

A edição da Cosac Naify vem com imagens fabulosas de quadros e desenhos da época retratada, além de uma entrevista com o historiador Jacques Le Goff, um ensaio correto de Peter Burke e uma qualidade gráfica que faz qualquer editor brasileiro pensar duas vezes antes de lançar o seu próximo livro.

Como se não bastasse, o livro em si é uma delícia de leitura. Talvez os únicos que podem ser comparados a Huizinga na escrita da história sejam Jacob Burckhardt, Edward Gibbon e, mais recentemente, Jacques Barzun. O leitor não lê apenas sobre a Idade Média; ele vive a Idade Média. Os capítulos sobre a importância da morte e da vida religiosa no período calam a boca de qualquer idéologo que acusa os medievais de viverem em uma Idade das Trevas. De fato, não era uma época bonita de se viver – era extremamente violenta sob certos aspectos e tinha uma certa morbidez rondando o ar que perturba os mais incautos -, mas havia um espaço para a liberdade interior do indivíduo que, atualmente, foi relegada ao esquecimento.

Além disso tudo, ter um Huizinga na estante, no começo deste século XXI, é um privilégio para poucos. O historiador holandês quase nunca aparecia nas prateleiras de língua portuguesa – havia uma tradução do livro com o título O declínio da Idade Média, que era para fazer-me rir. Quais os motivos desta lacuna? Não se sabe: talvez Huizinga seja um autor muito sofisticado para a patuléia de intelectuais que aplaudem o poder estatal como se estivessem na Idade Média imaginada por eles próprios. O que importa é que a Cosac Naify rompeu esta barreira e esperamos que não tenha sido um lapso e sim o início de um bom e constante caminho editorial.


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Dostoiévski: um gigante em uma biografia gigantesca

Filed under: História,Literatura incluído por Renato Moraes
Data do post: 14 de outubro de 2010

Um livro de tirar o chapéu!

Para minha satisfação, e em parte tristeza, terminei o último dos cinco volumes da biografia de Dostoiévski, escrita por Joseph Frank, que foi professor de Literatura nas universidades de Princeton e Stanford. A tristeza é aquela de quando terminamos um livro excelente, em cuja companhia permanecemos meses: começa a bater a saudade, e sabemos que nunca mais leremos aquela obra pela primeira vez.

Todos os volumes da biografia, editada no Brasil pela Edusp, somam mais de 3.000 páginas. Nem acredito que os enfrentei! No entanto, posso assegurar, sem medo de exagerar, que foi uma das melhores coisas que li na vida. Cada volume apresenta trechos antológicos, e não consigo destacar um em relação aos outros: tudo é muito interessante.

A biografia transita por três níveis: a vida propriamente dita de Dostoiévski, que é o fio que unifica tudo; a análise da sua obra literária; e o ambiente cultural e político daqueles anos na Rússia. Joseph Frank é habilidoso ao entretecer os assuntos, mantendo sempre o ritmo e chamando a atenção do leitor; parece até um romance do biografado.

Por sinal, a vida de Dostoiévski é impressionante. Sua formação intelectual, os flertes revolucionários da juventude, o tempo de prisão, os anos no exército, o retorno à vida cultural e a confecção das suas obras-primas, as disputas ideológicas nas quais se envolveu, a profunda humanidade da sua vida familiar, sua consagração pública nos últimos anos… Os vários eventos são contados com profundidade e agilidade, e o biógrafo chega às motivações religiosas e morais do biografado, que dão o sentido último de sua existência.

A grandeza do escritor russo chega a esmagar. Ao mesmo tempo, tomamos conhecimento das suas limitações – sua exagerada xenofobia, os laivos de antissemitismo, suas previsões exageradas a respeito da civilização européia, o temperamento irritadiço e difícil –, que não obscurecem a admiração que sentimos por ele. Afinal, como não nos sentirmos gratos com alguém que nos legou Crime e castigo, O idiota, Os demônios e Os irmãos Karamázov? Olhe que apenas falei de seus grandes livros, sem citar uma série de outros escritos de valor.

Por falar me gratidão, também me sinto em dívida com Joseph Frank, por ter feito algo tão bom! O livro é rigoroso, exato, maneja fontes primárias e há um enorme trabalho por trás dele. Poderia ser árido, mas é exatamente o contrário: uma leitura deliciosa. A tradução é bastante satisfatória: apesar de alguns erros, o português é de qualidade e fluido, o que se agradece. A Edusp merece uma salva de palmas por ter se metido nessa empreitada.

Haveria muito o que falar de Dostoiévski. Acredito que entendi melhor suas motivações e o ambiente no qual elaborou seus livros e artigos. Fico curioso para saber o que ele escreveria se estivesse no Brasil de hoje. Pois a Rússia trilhou o caminho contra o qual ele alertou durante décadas, e nesse sentido foi um derrotado na batalha ideológica que travou. No entanto, o comunismo soviético acabou por cair, enquanto Dostoiévski seguirá sendo lido, servindo de aviso contra a ideologia e o abandono da fé cristã pelos intelectuais.

Como pequena amostra, cito um trecho da biografia, que trata dos últimos momentos do autor com seus filhos, já no leito de morte, e que serve como um resumo de toda a obra:

“Pediu que seu exemplar do Novo Testamento [que ele recebeu trinta anos antes, quando estava na prisão] fosse dado ao filho Fédia e que se lesse aos filhos a parábola do Filho Pródigo. Liubov [filha de Dostoiévski] lembrou-se mais tarde de que ele disse: se algum dia cometessem um crime (prestupliénie, palavra que tem um sentido mais amplo do que um simples delito penal), confiassem em Deus seu Pai, pedissem-Lhe perdão e estivessem certos de que Ele se regozijaria com seu arrependimento, assim como fez o pai com a volta do Filho Pródigo. Era essa parábola de transgressão, arrependimento e perdão que queria deixar como última herança aos filhos; e podemos considerar que isso constitui seu próprio entendimento definitivo do sentido de sua vida e da mensagem de sua obra” (v. 5, p. 923).

Soube que, em inglês, foi lançada uma versão condensada dessa biografia em um único volume, com aproximadamente 1.000 páginas. Imagino que também será de qualidade, porque foi o próprio Joseph Frank quem a realizou. De qualquer modo, duvido que a trocaria pela versão completa.


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Chesterton sobre Thomas More

Filed under: História,Literatura incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 29 de junho de 2010

Dia 22 de junho foi dia de S. Thomas More, cuja cabeça rolou por não aceitar Henrique VIII como chefe supremo da Igreja na Inglaterra. Chesterton , quase 500 anos depois, escreveu este breve ensaio em homenagem àquele que Johnson considerava “A pessoa de maior virtude que essas ilhas já produziram”.


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Dicta&Contradicta No. 5 – Katyn

Filed under: História incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 9 de junho de 2010
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A nova Dicta traz uma reportagem bastante profunda sobre uma das histórias mais impressionantes do século XX: o massacre de Katyn. Vocês provavelmente souberam da queda do avião que há uns meses matou praticamente toda a cúpula do governo polonês. Eles voltavam de uma cerimônia na floresta de Katyn.

Alguns sortudos também podem ter visto o excelente filme do Andrzej Wajda. Ou lido sobre a recente abertura dos arquivos mais secretos da União Soviética. Pois bem, na Dicta 5 fomos atrás dos nossos amigos da The New Criterion e traduzimos o excelente Katyn: o longo segredo, de Dariusz Tolczyk (isso sim é um nome de respeito!).

Na pesquisa sobre o assunto encontramos alguns vídeos interessante que agora compartilho com vocês. O primeiro, logo aqui embaixo, é uma introdução ao assunto que impressiona sobretudo pelas imagens; o segundo, impagável, fui buscar na Stalin Society do Reino Unido e além de servir como piada mostra como o assunto ainda é mal resolvido: em 2009 um grupo de pessoas ainda se reunia para afirmar que o massacre de Katyn foi uma armação alemã; e por último o trailer do filme do Wajda: quem não viu, veja!

Leia mais…


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