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Read not the Times. Read the Eternities.

Filed under: Geral incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 5 de julho de 2010

Que 2012 que nada. O fim do mundo ocorreu sexta-feira, 02 de julho de 2010, com a humilhação final do Brasil na Copa. Vale a pena continuar depois disso? Não seria preferível a aniquilação, ou melhor, o nunca ter existido?

Aos poucos vamos nos recompondo. Como primeiro passo de um auto-tratamento improvisado, recomendo Dalrymple esnobando, com razão, o futebol. Especialmente perspicaz é a correlação feita entre o nível cultural dos países europeus ao longo das últimas décadas e o aspecto e comportamento dos jogadores de suas seleções. Ânimo! É só um jogo de brutamontes bestificados empacotado, propagandeado e vendido às massas mais grosseiras do mundo. Já me sinto um pouco melhor.

Em seguida, cumpre distanciar a mente das realidades mundanas das quais o futebol é a expressão máxima. Contemplem o universo visto pela mais recente tecnologia. A astronomia, a contemplação do cosmos, era, para Aristóteles, o cume da atividade racional humana.

Agora só falta transcender a matéria; elevarmo-nos da ciência de Aristóteles às doutrinas místicas não-escritas de Platão, que estão, contudo, inscritas em regularidades simbólicas ao longo de toda sua obra. A euforia pop (com direito a um apanhado de citações de efeito no fim do artigo) que engloba a descoberta me faz duvidar um pouco de sua importância; mas o achado de um código platônico secreto é sempre empolgante.

Alguém ainda pensa em futebol? O efeito deve durar, pelo menos, até a final Alemanha x Uruguai, na qual nossos ex-conterrâneos cisplatinos reafirmarão sua superioridade futebolística.


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Para quê serve a literatura?

Filed under: Literatura incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 27 de abril de 2010

Segundo Myron Magnet, do City Journal, praticamente tudo. A literatura nos dá um conhecimento mais profundo e útil do que a história, a filosofia, a psicologia e as ciências naturais.


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Grandes homens numa hora dessas?

Filed under: Filosofia incluído por Julio Lemos
Data do post: 22 de junho de 2008

As sociedades modernas – pensemos por exemplo na canadense –, altamente diferenciadas e complexas, estão divididas em inúmeros compartimentos: de corporações e instituições públicas a pubs irlandeses e casas de strip-tease, passando pelos cada vez mais raros “lares” nos quais habitam as… famílias, ou o que quer que seja.

Se essa rápida descrição é insuficiente para dar uma idéia da complexidade moderna, ao menos basta para nos levar à conclusão de que nela não há espaço para os “grandes homens”. As razões para isso? Bem, talvez possamos dizer simplesmente que as pessoas não têm idéia do que é um “grande homem” e portanto não sabem por onde começar.

Para Aristóteles – e então voltamos para a Atenas do séc. V a.C. –, um homem que conseguisse unir na prática um ideal de excelência pessoal a uma ação marcante na sociedade civil, mesmo que isso se limitasse a uma influência quase imperceptível sobre os demais homens do seu tempo e espaço – esse homem seria grande.

A pergunta então seria: podemos imaginar um homem magnânimo vivendo no século XXI? Leia mais…


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