Sobre os urinóis
Data do post: 3 de novembro de 2008
Se qualquer coisa pode ser tida como arte – e é essa a provocação lançada por Duchamp no século passado -, então não há mais qualquer base para o julgamento estético. Esse argumento, diz Roger Scruton, costuma ser imediatamente aceito porque “parece emancipar as pessoas do fardo da cultura, dizendo-lhes que todas aquelas veneráveis obras primas podem ser ignoradas impunemente”.
Tente ler impunemente Art, Beauty, and Judgement…
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Arte Bizantina
Data do post: 23 de outubro de 2008
A maioria de nós não terá a oportunidade de ver, ao vivo, a exposição de arte bizantina na Royal Academy of Arts em Londres. Também não são muitos os que irão a Constantinopla.
Ainda bem que algumas imagens foram disponibilizadas online, bem como o texto de apresentação do curador da exposição, que corrige algumas percepções erradas sobre o período que estão conosco desde, pelo menos, os historiadores iluministas.
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Arte, espanto e admiração
Data do post: 8 de setembro de 2008
O sentido da arte passa por uma crise. Para que serve a arte, se é que tem finalidade? Aproximar-nos da Idéia Universal do Belo certamente não é o que move a maioria dos artistas. Tampouco é a crítica social e econômica de algumas gerações atrás.
Por um lado, a completa ausência de um acordo sobre o que é a arte e qual o seu significado tem produzido muitas obras (obra? Conceito ultrapassado, carrega ainda a velha idéia da unidade metafísica e permanência temporal – a produção atual é marcada antes pela intervenção!) de valor artístico, no mínimo, questionável.
Por outro, esse caos de opiniões tem o potencial de gerar novas idéias, e resgatar outras há muito esquecidas. Nesse caso, o que tem sido recuperado são o espanto e a admiração que os grandes monumentos da Antiguidade produzem em quem os vê, e que nos despertam para o inesperado e o maravilhoso de toda a realidade. Uma aranha gigante passeando por um prédio do centro da cidade pode não ser das criações mais sutis da imaginação humana; mas gera um interesse imediato.
Digam os críticos o que quiserem, o fato é que, quando nossa civilização tiver desaparecido e for estudada pelos arqueólogos do futuro, é por essas obras que eles começarão.
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Arte, tradições e costumes
Data do post: 10 de agosto de 2008
O que diferencia a obra de arte dos demais objetos? A cultura erudita da popular?
O engenho humano produz diversos objetos, alguns deles belos. O que não quer dizer que sejam arte. Contudo, o que parece frívolo atualmente pode, no futuro, transformar-se em tradição digna de ser preservada. Nossas próprias tradições têm origens muito mais prosaicas e recentes do que imaginamos.
Esta curta e agradável reportagem da BBC parte das galerias de arte contemporânea e nos leva a um passeio pelo mundo da cultura popular, levantando indagações pertinentes, bem como ilustrando-nos com fatos pouco conhecidos sobre alguns de nossos costumes e gostos.
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