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Dicta&Contradicta chega em Porto Alegre

Filed under: Geral incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 23 de julho de 2010

É isso aí, tchê! Depois de uma longa travessia, chegamos a Porto Alegre. Pedidos não faltaram: as gaúchas nos queriam, os gaúchos também (obviamente, vimos isso com ressalvas), até que um de seus embaixadores, Eduardo Wolf, nossa mais recente descoberta jornalística, nos veio com uma oferta que não poderíamos recusar: um lançamento do nosso número 5 com palestra de ninguém menos que Luiz Felipe Pondé, que abriu um tempo em sua agenda movimentadissíma para discorrer sobre o trágico e a desgraça ao tomar um chimarrão…

Brincadeiras à parte, esperamos você, caro leitor de Porto, para o lançamento, que ocorrerá no dia 29 de julho, quinta-feira, às 20hs, e o verdadeiro tema da palestra de monsieur Pondé será ” O pensamento no deserto – Pensar no Brasil de hoje”, um verdadeiro oxímoro se pensarmos com cuidado. O local será a Livraria Cultura Shopping Bourbon, que fica na Av. Túlio de Rose, 80.

Até lá!


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Dicta&Contradicta No. 5 – Editorial

Filed under: Geral incluído por Julio Lemos
Data do post: 15 de junho de 2010

Leitores diletos: como de costume, publicamos abaixo o editorial do novo número. Além de uma apresentação dos principais textos, vale a pena conferir pelo, digamos, conteúdo… que expressa o espírito da publicação. Boa leitura!

* * *

“Let mind be more precious than soul; it will not
Endure. Soul grasps its price, begs its own peace,
Settles with tears and sweat, is possibly
Indestructible. That I can believe” [1].

(Geoffrey Hill, King Log, “Funeral Music”).

Uma das vantagens de se publicar uma revista como a Dicta é que, quando estivermos velhos, também nós poderemos dizer que participamos de uma guerrilha. Afinal, não existe outra maneira de divulgar essa quintessência da contracultura senão partir para a luta armada, aproveitando todas as oportunidades, como por exemplo deixando-a estrategicamente entre o foie gras e o champanhe em todas as cocktail parties de que participamos. Ou, se não tiver jeito, entre a mortadela e a cerveja.

Em certo almoço, lá estava, pois, a Dicta, como uma espécie de ratoeira perto dos queijos. Até que, de repente, vinda de onde menos esperávamos, deu-se uma atração fatal. Uma grã-fina apanhou-a com os olhos brilhando: “Nossa! Me passa essa revista! Era disso que eu estava precisando!” Ficamos todos em suspense… “Dica de Contrabandista! Que legal! Deixa eu ver se tem aquela bolsa Chanel que eu estava procurando!”

Até certo ponto, é preciso dizer que nos sentimos reconhecidos; afinal, o que praticamos é, pouco mais ou menos, contrabando cultural. Claro que sem o retorno financeiro do ofício original, embora todos estejamos de acordo em que, “se não dá lucro, ao menos diverte”.

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Dicta&Contradicta No. 5 – Índice

Filed under: Geral incluído por Julio Lemos
Data do post: 13 de junho de 2010

Caros leitores: logo abaixo vai o índice da nova Dicta&Contradicta No. 5, para que possam ter uma idéia da revista antes do seu lançamento nesta semana, quarta-feira (dia 16), às 19:30 na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos — reiteramos, portanto, o convite!

Índice

Principal

Na vertigem da poesia, uma conversa com Ferreira Gullar
Shakespeare e a política no Brasil, por Gustavo H. B. Franco
A amante do exílio, por Martim Vasques da Cunha

Do lado de lá
Katyn: o longo segredo, por Dariusz Tolczyk
Um novo tipo de liberalismo: as Memórias de Tocqueville, por Harvey Mansfield

Perfil
A volta de Dom Quixote, por Henrique Elfes

Feliz Nova Dieta
por Julio Lemos

Filosofia
Em busca da forma substancial, por Joel Pinheiro da Fonseca
L
iberdade de qualidade, por Renato José de Moraes
O paradoxo de Berlin, por Bruno Garschagen
Goethe em ruínas (1807-1808), por Julio Lemos

Literatura
Uma pequena experiência na arte do romance: Tolstoi, Guerra e paz, por Rodrigo Duarte Garcia
Na direção oposta: uma obsessão, por Jonas Lopes
Wilde & Whitman, por Odorico Leal

Poema
Três poemas de Em alguma parte alguma, por Ferreira Gullar

Poema traduzido
Antologia alemã, por Nelson Ascher

Conto
Cartas Etíopes, por Marcelo Ferlin Assami

Conto traduzido
O fim da sabedoria, por G.K. Chesterton

Música
O papel de Mahler na música de nosso tempo, por Leandro Oliveira

Artes plásticas
Estética da confusão, por Anthony Daniels

Cinema
Woody Allen: crimes sem castigos?, por João Pereira Coutinho

Anatomia do poema
por Pedro Sette Câmara

“Uma faca só lâmina”, C , João Cabral de Melo Neto
Escultor de Tiana, Constantino Cavafy
Sob o peso das pálpebras, Octavio Mora
Sonetilho de verão, Paulo Henriques Britto
Altivez, Érico Nogueira

Sátira
Na batida moderna, por H.G. Wells

Livros
Heresias rasas, por Jonas Lopes (Modernismo, Peter Gay)
O rubor da pólvora, por José Nivaldo Cordeiro (Meridiano de sangue ou O rubor crepuscular no Oeste, Cormac McCarthy)
Mr. Tambourine Man acabou de deixar Lajeado, por Marcelo Ferlin Assami (Os famosos e os duendes da morte, Ismael Caneppele)
A medida de nós mesmos, por Dionisius Valença (O diário da felicidade, Nicolae Steinhardt)
Em defesa da Filosofia ‘perene’, por Eduardo Wolf (Questoes Disputadas de Metafísica e de Crítica do Conhecimento, Raul Landim)
“É a ciência, estúpido!”, por Marcio Antonio Campos (Unscientific America – How Scientific Illiteracy Threatens our Future, Chris Mooney e Sheril Kirshenbaum)
Entre Adão e Prometeu, por Gabriel Ferreira da Silva (The theological origins of modernity, Michael Allen Gillespie)
Hanoi Cain: O caráter de um combatente, por Alfred Bilyk (Faith of my fathers, John McCain)
Karoo Rosebud, por Túlio Sousa Borges (Summertime: Scenes from Provincial Life, J.M. Coetzee),
As ilusões perdidas, por Felipe Ortiz (Guia politicamente incorreto da história do Brasil, Leandro Narloch)
Da química ao sujeito, por Felipe Cherubin (O mundo, a carne e o sujeito, Paul Gilbert e Kathleen Lennon)

O lançamento que não houve
Poesia, poema, poeta, por Érico Nogueira

Gênesis
A verdade do relacionamento, por Robert Louis Stevenson

Humor
História da filosofia acidental, por Ruy Goiaba


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Dicta&Contradicta No. 5 – O furo da revista Veja

Filed under: Deu na Mídia incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 12 de junho de 2010
Revista Veja - 16 de junho de 2010.
Revista Veja - 16 de junho de 2010.

A revista Veja dessa semana saiu com um furo e tanto: antecipou alguns trechos de nossa entrevista com Ferreira Gullar!

A reportagem, que segue logo abaixo, tem uma página e meia. Imaginem o que os espera nas 15 páginas da entrevista para Dicta!

Pois é, o lançamento está chegando: dia 16, próxima quarta-feira, às 19hs30 na Livraria Cultura do Shopping Villa-lobos — com uma palestra do Gustavo Franco sobre “Shakespeare e a política no Brasil”.

Querem mais? Amanhã publicamos o índice!

Convocado pela poesia

Em entrevista à revista cultural Dicta&Contradicta, o poeta Ferreira Gullar, prêmio Camões deste ano, fala de seu processo de criação e de seus anos de engajamento – e desilusão – na política

Este é um grande ano para o poeta Ferreira Gullar, 79 anos. O autor de A Luta Corporal acaba de ganhar o Prêmio Camões, a mais importante distinção literária da língua portuguesa. Será também um grande ano para seus leitores: no segundo semestre, ele publica Em Alguma Parte Alguma, primeiro livro de poemas em mais de dez anos. “Só escrevo quando sou convocado pela poesia”, diz ele. A edição da revista cultural Dicta&Contradicta que será lançada nesta semana traz uma longa entrevista com o autor. VEJA antecipa, a seguir, alguns trechos:

Criação poética
O poema não tem plano. Escrevo meio cego. É uma descoberta passo a passo, algo que vai sendo revelado a mim mesmo a cada momento. Eu nunca presto atenção no modo como construo um poema. O poema, para mim, é a grande aventura de como fazer. Costumo dizer em palestras para estudantes que, quando vou escrever um poema, a página está em branco, e isso significa que todas as possibilidades estão abertas, são infinitas. No momento em que sorteio uma palavra, reduzo as possibilidades, o acaso é menor. Mas não sei o que vai acontecer.

A alegria da escrita
O poema é cura, não doença. Escrevo para ser feliz, para me libertar do sofrimento, não para sofrer. É a alquimia da dor em alegria estética. Mesmo quando a coisa é doída, amarga, naquele momento a transformo no ouro que é o poema.

Engajamento
Quando escrevi romances de cordel na época da ditadura, queria fazer mais subversão do que arte. Estava usando a minha poesia para fazer política. A preocupação principal era levar as pessoas a ter consciência dos problemas sociais, como a reforma agrária, as favelas, a desigualdade. Não havia uma preocupação estética. (…) Lembro-me de quando fomos, com o Centro Popular de Cultura, à favela da Praia do Pinto, para fazer um espetáculo, um auto antiamericano, anti-imperialista. Quando chegamos lá, todos os adultos foram embora, ficaram só as crianças ouvindo o Vianinha (o dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho) berrar contra o imperialismo. Olhava aquilo e ficava pensando: “O que é isso? Pregando o anti-imperialismo para menino de 5 anos na favela da Praia do Pinto?”. Isso foi a um mês do golpe de 1964. Comecei a perceber que a ideia de fazer arte com baixa qualidade só para atingir o povo era falsa.

Enganos da esquerda
Vivi a experiência da União Soviética, em Moscou, e depois vivi o drama e a derrota do (presidente) Allende no Chile – eu estava lá quando ele foi derrubado. Tudo isso me levou a ter uma visão crítica em relação à revolução, em relação às coisas em que nós acreditávamos, aos procedimentos que adotávamos. Aprendi que a coisa era muito mais complexa do que imaginávamos. Sonhávamos em chegar ao poder – e então chegamos ao poder no Chile, com Salvador Allende. E aí? O que aconteceu? Houve uma grande confusão: as esquerdas não se entendiam. Os radicais queriam obrigar Allende a fazer o que não podia ser feito – o que ele sabia que não podia fazer, porque seria derrubado. No fim, foi a própria esquerda que causou a queda de Allende. Aquilo me deixou arrasado. Sacrifiquei minha vida, meus filhos, para me meter numa confusão dessas.

Comunismo
Um professor meu de economia política marxista lá em Moscou me disse o seguinte: “Você sabe quanto tempo levou para que em Paris houvesse, todo dia, às 8 da manhã, croissant para todo mundo, leite para todo mundo, pão para todo mundo, café para todo mundo, e tudo saindo na hora? Alguns séculos”. A revolução desmonta uma coisa que os séculos criaram. Agora, o Partido resolve, e não vai ter café, não vai ter pão, leite, nada. Resultado? Trinta anos de fome na União Soviética. Você desmonta a vida! E havia outra porção de erros: afirmavam que quem faz a riqueza é o trabalhador. Mentira! O trabalhador também faz isso, mas, se não existe um Henry Ford, não existe a fábrica de automóvel e não vai ter emprego para você. Nem todo mundo pode ser Bill Gates, nem todo mundo pode inventar uma coisa. Marx está correto quando critica o capitalismo selvagem do século XIX. Quando propõe a sociedade futura, está completamente errado.

Invenção da realidade
Discordo quando dizem que a arte revela a realidade. Na verdade, a arte inventa a realidade. Afirmam que Shakespeare revelou a complexidade da alma humana; não, ele inventou a complexidade da alma humana. Nós vivemos no mundo da cultura. Quem vive na natureza é macaco e maçã. O índio já tem os mitos e já está dentro do mundo cultural dele, que foi inventado. A poesia é uma dessas criações, no terreno da fantasia, que existe porque a vida não basta. Eu escrevo para ser feliz, escrevo porque estou me inventando, para ser melhor do que sou.

Incoerência
Eu sou incoerente, e a minha obra é incoerente. A Luta Corporal é muito diferente da minha fase de poesia concreta. O livro seguinte a essa fase, Dentro da Noite Veloz, é diferente do próximo, e assim por diante. Não tenho a preocupação da coerência. Se há alguma, está na busca, que muda sempre, porque, enquanto vivo, critico, penso, repenso e invento as coisas que experimentei. Se você quer ser poeta, se quer fazer poesia, se sente dentro de si essa necessidade, deve se entregar a ela sempre com paixão, pois não se inventa a realidade de graça.


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Dicta&Contradicta No. 5 – Katyn

Filed under: História incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 9 de junho de 2010
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A nova Dicta traz uma reportagem bastante profunda sobre uma das histórias mais impressionantes do século XX: o massacre de Katyn. Vocês provavelmente souberam da queda do avião que há uns meses matou praticamente toda a cúpula do governo polonês. Eles voltavam de uma cerimônia na floresta de Katyn.

Alguns sortudos também podem ter visto o excelente filme do Andrzej Wajda. Ou lido sobre a recente abertura dos arquivos mais secretos da União Soviética. Pois bem, na Dicta 5 fomos atrás dos nossos amigos da The New Criterion e traduzimos o excelente Katyn: o longo segredo, de Dariusz Tolczyk (isso sim é um nome de respeito!).

Na pesquisa sobre o assunto encontramos alguns vídeos interessante que agora compartilho com vocês. O primeiro, logo aqui embaixo, é uma introdução ao assunto que impressiona sobretudo pelas imagens; o segundo, impagável, fui buscar na Stalin Society do Reino Unido e além de servir como piada mostra como o assunto ainda é mal resolvido: em 2009 um grupo de pessoas ainda se reunia para afirmar que o massacre de Katyn foi uma armação alemã; e por último o trailer do filme do Wajda: quem não viu, veja!

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Dicta&Contradicta No. 5 – Lançamento

Filed under: Geral incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 8 de junho de 2010

É isso aí, meus caros leitores: Dicta&Contradicta chega ao seu quinto número com um lançamento digno de quem já tem uma história para contar. E como sempre queremos encontrar outras pessoas que contem as suas histórias de como tentaram salvar o Brasil, desta vez convidamos ninguém menos que Gustavo Franco para dar uma palestra que faz uma relação inusitada entre William Shakespeare e …(espera um pouco – é isso mesmo o que ouvi que vem aí pela frente?) a política brasileira?!

Sim, você leu corretamente. O que o bardo tem a ver com o nosso (sub)mundo político, cheio de revolucionários e fisiologistas? Podem falar o que for de Ricardo III e Macbeth, mas nenhum deles chegou aos pés de Dirceu e companhia limitada (ou chegou e não sabemos?). Bem, é isso que Gustavo Franco, o homem que, junto com Pedro Malan, Edmar Bacha, Persio Arida e um tal de Fernando Henrique Cardoso (já ouviram falar nele? Além de ter sido presidente do Brasil, deu uma entrevista muito boa para a Dicta 3…), simplesmente domaram a inflação, esse bicho que hoje em dia ninguém sente saudade, e criaram a moeda que faz você, amigo leitor, comprar a Dicta nossa de cada dia.

(Epa, divaguei demais, hem, será a minha emoção em não ficar em cima do muro?)

Bem, repetindo, decifrar o Brasil através de Shakespeare é o que Gustavo Franco fará com quem estiver no lançamento, que será no dia 16 de junho, uma quarta-feira*, às 19h30, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos.

*Para quem não sabe, dia 16 de junho é também Bloomsday, o dia de Leopold Bloom, personagem principal do romance Ulysses, de James Joyce. Quem quiser beber uma Guinness conosco, fumar charutos, imitar o sujeito maluco de Breaking Bad, dar uma de Don Draper (só os solteiros, please, pois os comprometidos querem imitar Stanley Kubrick), discutir The Sopranos, o final babaca de Lost, o cancelamento injusto de Deadwood, a metafísica de Aristóteles e os conselhos de auto-ajuda de Keith Richards depois do lançamento em qualquer pub que aceite a tradição, a família e a propriedade e ouvir nossos planos de dominação mundial, considere-se convidado!


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Dicta&Contradicta No. 5

Filed under: Geral incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 6 de junho de 2010
Tags: ,

Eis a capa da próxima Dicta! Os mais apressados já podem clicar aqui (ou na imagem acima) para comprá-la na pré-venda da Livraria Cultura. O lançamento está marcado – com uma palestra exclusivíssima! – para o dia 16 de junho, quarta-feira, às 19hs30 na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos. Mais detalhes virão em breve. Aliás, vocês já podem se preparar: a partir de hoje, todos os dias haverá um novo post sobre a nova Dicta.


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Pé Quente – Dicta&Contradicta No. 5

Filed under: Geral,Literatura incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 1 de junho de 2010

Ontem foi anunciado o vencedor do Prêmio Camões. Hoje será anunciado o novo número da Dicta&Contradicta.

O que uma coisa tem a ver com a outra? É simples: Ferreira Gullar.

Ele ganhou o prêmio mais importante da língua portuguesa pelo conjunto da obra. Ele deu uma entrevista de 15 páginas à Dicta na qual falamos sobre toda sua obra poética. Mas há uma diferença: a Dicta vem também com alguns poemas inéditos. Vocês estão lendo em todo lugar que será lançado no segundo semestre o livro Em alguma parte alguma. Nossos leitores, porém, não vão esperar dois meses para saber do que se trata: daqui a duas semanas a Dicta estará nas livrarias.

Até lá o mais difícil vai ser segurar o pessoal por aqui, já tem gente dizendo que somos a revista mais pé quente da praça, que é dar a entrevista e correr pro abraço! Parece até que tem gente na Suécia aprendendo português…

Brincadeiras à parte, montamos um time de três pessoas, chefiadas pelo Martim Vasques da Cunha, para mergulhar na produção poética do Ferrira Gullar e o resultado foi surpreendente para nós. Encontramos uma pessoa que tem várias qualidades indiscutíveis, mas uma delas impressiona especialmente: a honestidade. Honestidade com que ele trata sua obra e sua vida, as duas cheias de reviravoltas. E ainda saímos de Copacabana com uns poemas no bolso!

Fiquem atentos ao site já reservem o dia 16 junho. Porque podem estar certos de que ainda tem muito poeta pela frente…


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