IFE - Instituto de Formação e Educação
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O fim do humor nos tempos da cólera

Filed under: Deu na Mídia,Geral,Literatura incluído por Leandro Oliveira
Data do post: 28 de março de 2012

Pensei que estávamos quites, ao menos por algum tempo: era uma carga já bastante grande a perda de um ator realmente extraordinário e dedicado ao humor como foi Chico Anysio. E eis que me chega a notícia da morte de Millôr.

Com a saída de Chico Anysio e Millôr Fernandes do cenário nacional não perdemos o humor: perdemos pessoas com a mais sofisticada das inteligências. Marcelo Consentino realizou uma virtuosística reflexão a respeito do assunto na Dicta 4, e ali desdobra seus elementos, com as devidas aberturas metafísicas.

Pouco tenho a acrescentar; meu depoimento é indecorosamente pessoal. Conheci Millôr na casa de Cesarina Riso, e tive o prazer de sua convivência por diversas vezes, nas festas extraordinárias que tínhamos todos à reunião de Chico Caruso, Geraldo Carneiro, Wagner Tiso, Marcinho Montarroyos, Marcos Portinari e uma patota eclética – eu, caçula tímido e calado, qual Forrest Gump entre figuras extraordinárias. É um fato sabido, o gênio carioca: irreverente, jamais deixa a seriedade do trabalho se transmutar no ar casmurrão de quem se leva muito a sério.

Millôr trazia consigo essa espécie de leveza insustentável, e talvez por isso tenha sido a única pessoa que tive o prazer de conhecer que jamais tenha envelhecido – sua obra evitou sempre a tentação do auto-plágio, a tentação do cacoete. Quando o conheci, Millôr já era eterno, e todos ali sabíamos disso.

Difícil perder um gigante. A partir de hoje, o Brasil terá, pela primeira vez em 87 anos, que viver sem o gajo. Não tenho a menor dúvida: jamais seremos os mesmos.


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Dicta Entrevistada

Filed under: Deu na Mídia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 16 de janeiro de 2012

Augusto Nunes, que assina um dos blogs de maior sucesso da Revista Veja, publicou a entrevista feita, algumas semanas antes, com o atual presidente do IFE (que é o instituto que publica a Dicta), Marcelo Consentino, e Eduardo Wolf, um dos integrantes do corpo editorial da revista. É uma ótima oportunidade para quem não conhece a revista vir a conhecê-la, e para dar uma ideia aos leitores dos desafios envolvidos em se publicar uma revista cultural de peso no Brasil. Desafios que, longe de nos desestimular, só aumentam nosso empenho! Assistam à entrevista em três partes no site do Augusto Nunes.


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Dicta&Contradicta chega em Porto Alegre

Filed under: Geral incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 23 de julho de 2010

É isso aí, tchê! Depois de uma longa travessia, chegamos a Porto Alegre. Pedidos não faltaram: as gaúchas nos queriam, os gaúchos também (obviamente, vimos isso com ressalvas), até que um de seus embaixadores, Eduardo Wolf, nossa mais recente descoberta jornalística, nos veio com uma oferta que não poderíamos recusar: um lançamento do nosso número 5 com palestra de ninguém menos que Luiz Felipe Pondé, que abriu um tempo em sua agenda movimentadissíma para discorrer sobre o trágico e a desgraça ao tomar um chimarrão…

Brincadeiras à parte, esperamos você, caro leitor de Porto, para o lançamento, que ocorrerá no dia 29 de julho, quinta-feira, às 20hs, e o verdadeiro tema da palestra de monsieur Pondé será ” O pensamento no deserto – Pensar no Brasil de hoje”, um verdadeiro oxímoro se pensarmos com cuidado. O local será a Livraria Cultura Shopping Bourbon, que fica na Av. Túlio de Rose, 80.

Até lá!


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Lançamento Dicta 4

Filed under: Geral incluído por dicta
Data do post: 2 de dezembro de 2009

É isso aí, pessoal: todos que estiverem em São Paulo estão convidadíssimos para o lançamento da Dicta 4. Dessa vez resolvemos fazer uma coisa diferente e de fato comemorar o lançamento. Esperamos vocês na próxima quarta com muitas Dictas e muitas Guinness. Nos vemos lá…


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Dicta&Contradicta No. 4

Filed under: Geral incluído por dicta
Data do post: 1 de dezembro de 2009

Eis aí a Dicta 4. Por hoje só a capa, mas os mais ansiosos já podem clicar aí em cima e comprar na pré-venda da Livraria Cultura.  Há rumores de que essa é a melhor das quatro, mas isso vocês que dirão. Todos os dias dessa semana publicaremos novidades…


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Mil anos atrás desabou na Terra o planeta de Rinceau

Filed under: Literatura incluído por dicta
Data do post: 14 de agosto de 2009

por Alexandre Soares Silva

 I. Prólogo (com galinhas)

Mil anos atrás desabou na Terra o planeta de Rinceau, feito de vitrais, se espatifando durante a noite na cidade de Lyon. As pessoas acordaram com o barulho de um planeta inteiro de vidro caindo nos seus telhados e, saindo para a rua, descobriram que pisavam em milhares de cacos de vidro, que só quando o sol nasceu foi possível ver que eram de cores variadas: algumas ruas estando cobertas de cacos vermelhos, outras de amarelos, verdes, azuis, e grisaille. Vacas e cabras, e alguns bêbados, e coitado um mendigo com bócio, que dormiram aquela noite ao relento, amanheceram mortos com pedaços de vidro enfiados nos pescoços, nas costas, no mencionado bócio, nos couros cabeludos, nas nucas, debaixo das pálpebras. O maior pedaço encontrado tinha o tamanho de uma bola de basquete e representava o focinho de um cavalo, marrom contra folhagem verde clara. Estava fincado no peito de um ferreiro que havia, infelizmente, dormido debaixo do telhado inacabado da sua casa na Croix Rousse. E se estamos relembrando compungidos as vítimas históricas dessa tragédia, me deixe mencionar as doze galinhas que morreram de susto com o barulho todo, seus coraçõezinhos explodindo quietamente dois ou três segundos depois da grande explosão de vidro: Paulina, Frangina, Paola, Piolina, Piccolina, Fantine, Martine, Berthe La Poule, Brigida I e Brigida II, a pequena Tommasina e a inesquecível Lola Pamplemousse, com seu famoso requebradinho e seu cocoricó sensual de cigana.

II. Geografia

Continua aqui…


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Elogio de quem?

Filed under: Deu na Mídia incluído por dicta
Data do post: 17 de julho de 2009
Valor Econômico - 17/07/2009 - Eu&FimdeSemana
Valor Econômico - 17/07/2009 - Eu&FimdeSemana
 

O elogio do ensaio

 

“Dicta & Contradicta” e “serrote”, duas revistas culturais em formato de livro, exploram novo nicho do mercado editorial brasileiro.
Por João Villaverde, de São Paulo

 

Quando Guilherme, Martim, Rodrigo, Renato e Henrique decidiram formar um grupo de estudos para pesquisar a filosofia de Platão, com reuniões aos sábados na casa de um deles, os planos não iam muito além da conclusão de seus cursos de graduação e de mestrado. A preocupação imediata era arranjar um emprego, cada um no seu setor, e os estudos da filosofia clássica não passavam de uma curiosidade motivada pelo interesse em novos conhecimentos, distintos daqueles essenciais às carreiras de cada um.

 Três anos depois, quando os sábados filosóficos já reuniam o triplo de participantes, o mais recente integrante do grupo, Rodolfo, sugeriu que eles formassem um instituto, para formalizar as pesquisas e não perder o ímpeto dos estudos. A ideia não agradou. Guilherme, que se formava em engenharia naval, julgava que era preciso “ao menos dez anos” para que obtivessem massa crítica suficiente para “bancar um instituto de estudos acadêmicos”. Como saída, concordaram com a ideia de começar com a publicação de uma revista cultural.

 Nascia ali o Instituto de Formação e Educação (IFE), projeto que, em junho de 2008, desembocaria na “Dicta & Contradicta”, revista de ensaios sobre a cultura clássica ocidental. O IFE foi criado pelo núcleo dos rapazes que tocava o grupo de estudos – Guilherme Malzoni Rabello, Henrique Elfes, Joel Pinheiro da Fonseca, Júlio Lemos, Luiz Felipe Estanislau do Amaral, Marcelo Consentino, Marcello Nébias Pilar, Martim Vasques da Cunha, Renato José de Moraes, Rodolfo Britto e Rodrigo Duarte Garcia. São jovens de áreas profissionais distintas – direito, engenharia naval, economia e jornalismo – e com idades que variam entre 23 e 33 anos. A exceção é o editor Henrique Elfes, com 50 anos.

 ”Foram oito meses discutindo as bases que forjariam nosso instituto e, claro, nossa revista”, diz Cunha, jornalista responsável e coeditor da revista ao lado de Fonseca e Garcia. Os planos eram diretos: a “Dicta & Contradicta” foi criada para pensar e disseminar conhecimento nos campos das humanidades, artes e filosofia em longo prazo, algo que, para os criadores do IFE, não ocorre no Brasil. “Não se pensa cultura no longo prazo e não se pensa em termos econômicos e administrativos. O debate cultural no Brasil é muito preso à agenda, não foge disso”, diz Rabello, presidente do IFE.

Leia mais…


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Rebeldes com causa?

Filed under: Deu na Mídia incluído por dicta
Data do post: 16 de julho de 2009

Folha de S. Paulo - 16/07/2009 - Ilustrada E3
Folha de S. Paulo - 16/07/2009 - Ilustrada E3

Jovens criam controvérsia com revista

“Dicta&Contradicta” chega ao terceiro número, repele rótulo de direitista e ironiza “Serrote” por “certo grau de imitação”

O jornalista Flávio Pinheiro, do Instituto Moreira Salles, que publica a “Serrote”, diz que “nessa área ninguém vai inventar a roda”

MARCOS AUGUSTO GONÇALVES
DA REPORTAGEM LOCAL

Tudo começou com um grupo de estudos de filosofia, no início de 2004, formado por amigos que não eram exatamente do ramo -basta dizer que Guilherme Malzoni Rabello, 25, um dos idealizadores dos encontros, estudava engenharia naval. Aos poucos, o núcleo se expandiu e surgiu a ideia da criação de um instituto cultural, que daria seus primeiros passos apoiado numa revista semestral de ensaios.

No mês passado, a “Dicta&Contradicta” chegou a seu terceiro número reunindo um elenco de jovens desconhecidos, autores estrangeiros pouco divulgados no país, medalhões da direita, como Olavo de Carvalho, e expoentes da recente safra conservadora, caso de João Pereira Coutinho, colunista da Ilustrada.

Por ora, o Instituto de Formação e Educação, que Guilherme preside, não é mais do que um telefone com prefixo paulistano e caixa postal -mas se depender da ambição dos rapazes será muito mais.

“Estamos apenas começando um projeto que pretendemos consolidar no futuro, um projeto de vida”, diz Guilherme, já satisfeito com os primeiros resultados da publicação, que tem um site no endereço www.dicta.com.br.

Para uma revista que chegou às livrarias como uma espécie de objeto não identificado, vender 1.000 exemplares seria ótimo, mas 500, segundo Guilherme, ainda daria para começar. Surpreendentemente, o primeiro número, lançado em junho do ano passado, já chegou à casa dos 2.000.

O êxito parece ter estufado a autoestima do grupo. Na edição mais recente, a “Dicta” endereçou uma irônica mensagem de boas vindas à revista “Serrote”, do Instituto Moreira Salles, chamando-a de “irmã mais nova”: “É uma alegria ver que atingimos o nosso ideal de estimular o debate de ideias no país… ainda que seja à custa de um certo grau de imitação”.

Para o jornalista Flávio Pinheiro, superintendente executivo do IMS e um dos responsáveis pela “Serrote”, não é possível “nem remotamente” falar em imitação.

“Alimento a ideia de uma revista de ensaios como a “Serrote” há anos. Nessa área ninguém vai inventar a roda. Revistas de ensaio já existiram aqui há décadas e há inúmeros exemplos em diversos países.”

Pinheiro vê na “Dicta” uma representante do “pensamento conservador, liberal, que é preciso existir”. Mas não contrapõe a “Serrote” -que já atingiu cerca de 4.000 exemplares desde o início de abril- a esta linha. “A Serrote quer ser inteligente, quer contribuir para a divulgação do ensaio fora da tradição acadêmica, como um gênero que mistura erudição, clareza e audácia de opinião.”

Para Guilherme e o coeditor editor Martim Vasques da Cunha, as duas revistas são concorrentes e isso é estimulante. “Sabemos que a “Serrote” pode trazer coisas interessantes, o que aumenta nossa exigência.”

Pinheiro preferiu ao comentar a revista evitar a classificação de “direita” -termo que Guilherme repele: “O que significa isso exatamente? Eu, com toda sinceridade, não sei. O nosso objetivo com a “Dicta” é justamente questionar esses critérios”.

Mesmo a qualificação de “conservadora” não é bem vista, embora a preferência por temas e angulações dessa orientação seja evidente na revista, que publica, por exemplo, ensaio atacando o modernismo e demonstra simpatia por autores como Edmund Burke e Ortega e Gasset.

“A cultura deveria ser o que julga as ideologias. Tratá-la a partir de conceitos como “conservadorismo” ou “progressismo” leva à consequência de se criar um esquema reducionista, ou seja, falso”, argumenta Guilherme.

A publicação, segundo ele tem “interesses e valores comuns”. Cita entre eles “a convicção de que qualquer resultado intelectual de peso só se consegue atingir pelo estudo e pelo trabalho sério e a primazia da pessoa diante do Estado ou grupos ideológicos”.

Mas esses valores, diz ele, “não são uma causa, e sim uma diretriz.”

Frases

“O que nos interessa é provocar o debate, não fazer a polêmica pela polêmica. Talvez a defesa de ideias seja mais incisiva, mas o autêntico debate nunca foi composto por regras de etiqueta e sim por um único norte: o da honestidade intelectual”
GUILHERME MALZONI RABELLO , um dos idealizadores da D&C

“Uma revista cultural ideológica é uma contradição em termos: a cultura deveria julgar as ideologias. Tratá-la a partir de “progressismo” ou “conservadorismo” leva a um esquema reducionista, falso”
IDEM


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Extra! Extra! Dicta no. 3 na internet!

Filed under: Geral incluído por dicta
Data do post: 9 de julho de 2009
Pieter Bruegel, the Elder - The Ass at School
Pieter Bruegel, the Elder - The Ass at School

Esse site tem sido cada vez mais motivo de alegria para nós da Dicta e para tentar retribuir um pouco a atenção que vocês têm nos dado, decidimos que a partir de hoje vamos começar a liberar o acesso a todos os textos da Dicta 3. Podem vir que a casa é de vocês e toda semana haverá pelo menos mais um texto da última revista na íntegra.

Começamos com o Saki e seus Brinquedos da paz.

Aproveitem e obrigado!


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Autopromoção?

Filed under: Geral incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 9 de junho de 2009

Não, dessa vez não é propaganda em causa própria. É gratidão mesmo: graças a vocês estamos mais uma vez em segundo lugar entre os mais vendidos da Livraria Cultura. MUITO OBRIGADO!

 

(Só mais um recadinho lá pra Oxford: “Richard, fica esperto por aí. Tamo na tua cola, malandro!”)


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