Você sabe que seu país tem história…
Data do post: 17 de setembro de 2010
…quando, andando pelos campos com um detector de metais, encontra isto.
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Dalrymple e a pobreza
Data do post: 21 de junho de 2010
Um de nossos articulistas favoritos, Theodore Dalrymple (mais conhecido pelo seu nome verdadeiro Anthony Daniels nas páginas da Dicta impressa), escreve sobre os efeitos sociais desastrosos de boas intenções (nem sempre tão boas assim) aliadas à ignorância.
Baseando-se mais em sua rica experiência de vida do que em qualquer modelo econômico, ele mostra como a compaixão pelos menos afortunados pode ser a maior inimiga deles. Tanzânia e Inglaterra, redistribuição de renda e educação estatal, são vistos sob aspectos bem diferentes do convencional por esse escritor que não teme defender o que, para a opinião estabelecida, é indefensável.
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A política e os bispos
Data do post: 3 de março de 2010
Os bispos católicos da Inglaterra e de Gales lançarão um documento com seus pensamentos acerca da campanha política pelo poder no país. Tudo indica que os conservadores se elegerão, depois de uma longa hegemonia trabalhista, então a hora é boa para pronunciamentos desse tipo. Muito já era esperado: crítica às políticas que negam a vida humana, à aceitação civil do homossexualismo e à intolerância religiosa por parte do governo (que quer obrigar escolas católicas, por exemplo, a ensinar seus alunos onde fazer um aborto). E no meio dessas declarações, um insight novo, e que considero na mosca: os bispos alertam para o dano de se tentar substituir a virtude pessoal e cívica por regulamentações burocráticas.
Quanto da civilização ocidental não padece disso? Serviços e leis desenhados para resolver os problemas da vida dos cidadãos, mas cujo efeito acaba sendo destruir pouco a pouco suas vidas. Criação de direitos infinitos (direito à educação, ao lazer, à cultura, ao trabalho – ou seja, direito de ficar de braços cruzados enquanto outros provêm os serviços). Leis que prescrevem integralmente como deve se dar a conduta humana. Vigilância 24 horas por dia para se certificar que ninguém quebra as regras. Nem preciso dizer que a educação, o lazer, a cultura e o trabalho vão todos por água abaixo.
Infelizmente, os bispos ainda não enxergaram que seu ranço anti-mercado tem sua parte nesse sistema de incentivos torpes, e que o governo socialmente solidário que propõem é idêntico ao governo burocrático e viciador que condenam.
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Crianças infelizes
Data do post: 26 de fevereiro de 2010
Se há uma manobra retórica que me irrita muito, e cria em mim profunda antipatia pelo texto e seu autor, é apelar para a segurança e bem-estar “das crianças”. É uma demagogia barata, que visa gerar, como resposta emocional automática e socialmente obrigatória, a indignação moral mais vulgar nos leitores.
Contudo, há também a preocupação legítima com as crianças. E, em nossos dias, é bastante evidente que algo de fato não vai bem com a molecada. Uma recente pesquisa revela que as crianças inglesas estão crescentemente infelizes com a vida. Se feita em outros países, arrisco, os resultados não seriam muito diferentes; embora admita que a Inglaterra atual esteja sempre um passo a frente do resto do mundo quando o assunto é decadência social. Outra novidade é que 1 em cada 20 alunos do ensino secundário (11 aos 18 anos) ficou bêbado de duas a três vezes no último mês. Não acho que é preciso ser um reacionário de direita para achar ruim uma juventude cada vez mais alcoólatra, obesa, consumista, imediatista, ignorante, violenta, baderneira e mal-educada.
O governo inglês, sempre prestativo, concorda com o diagnóstico e, tomando a dianteira, já tem planos para corrigir essa tendência preocupante. Implementará, no currículo das escolas de todo o país, “aulas de felicidade”, cursos de saúde, economia pessoal e educação social. Será que vai funcionar?
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Henrique V
Data do post: 30 de janeiro de 2010
Uma nova biografia – bem, na verdade centrada em um ano capital da vida – de Henrique V, rei inglês do início do século XV que conquistou, contra inúmeras circunstâncias contrárias, um grande pedaço do norte da França. Um retrato vivo de um rei único no seu tempo, que combinava extrema devoção, fé e desprezo pelos prazeres mais frívolos de sua época com uma enorme ambição de poder e uma vontade implacável, capaz até de cometer atrocidades.
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Justiça Social VS. Elitismo Linguístico
Data do post: 11 de novembro de 2008
Vivemos num mundo desigual. Uns têm tudo, outros nada. Uns sabem muito, outros muito pouco.
Se valorizamos a justiça social, precisamos corrigir tais desigualdades. No caso do dinheiro, é fácil: basta tirar de quem tem e dar a quem não tem. Se isso fosse feito até igualar as rendas, chegaríamos à utopia.
Com o conhecimento, o problema é mais difícil, pois não é algo que possa ser tirado dos cultos e dado aos ignorantes. Além disso, é muito difícil, até impossível, dar a todos uma educação excelente (e cabe perguntar: “excelente” segundo os valores de quem? Por acaso existem verdades superiores e inferiores?). Por isso, a melhor saída é, obviamente, obrigar os mais eruditos a falar e escrever (e portanto pensar) como se fossem semi-analfabetos.
É com o bem-estar social e a cura das desigualdades em mente que autoridades locais inglesas vêm proibindo o uso de diversas expressões latinas elitistas, de difícil compreensão, como vice-versa, via e et cetera, por seus funcionários.
Alguns professores de línguas clássicas, decerto infectados pelo elitismo esnobe vitoriano e preconceitos medievais, protestaram contra a medida. Mas os que a defendem contam com bons argumentos: muitos habitantes da Inglaterra têm o inglês como segunda língua; outros, apesar de ingleses, mal sabem ler, e não dominam as nuances afetadas da língua latina. É muito provável que confundam a expressão latina eg (“por exemplo”), com o termo inglês egg (“ovo”), ainda mais dada a semelhança de sentido entre os dois.
Leia mais sobre essa importante vitória do povo inglês contra a opressão lingüística aqui.
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Homes away from home
Data do post: 31 de julho de 2008
Esqueçam os romances de Sterne, as peças de Shakespeare, os versos de Auden ou os discursos de Churchill. Há uma verdadeira contribuição britânica para o ocidente, uma que não depende dos gostos literários de quem a usufrui: o pub.
O diário de correspondente da semana na Economist é justamente sobre essa instituição britânica, ensinando-nos sobre suas qualidades e desvantagens, histórias e tendências.
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