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Internet e jornais

Arquivado em: Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 18 de setembro de 2009

Você confia mais na informação lida num jornal físico ou na Internet? Os americanos, e isso não deve ser restrito apenas a eles, têm preferido saber das novas via computador.

Devo dizer que eu também. Não tanto por algum motivo ideológico (afinal, os sites de notícia que eu leio são quase todos parte da “liberal media”), mas por pura praticidade: a Internet é mais facilmente navegável, não suja minhas mãos, não tem um sistema estranho de páginas que nunca abrem na direção esperada, e, de quebra, economiza papel e dinheiro.


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Furos na muralha

Arquivado em: Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 18 de agosto de 2009

A revolução que a Internet significa para a cultura ainda não foi devidamente mensurada. Antes, consultar um livro ou artigo raro era caríssimo. Poucas bibliotecas o tinham, e quem quisesse lê-lo deveria viajar até uma delas. Mais e mais livros e artigos têm sido digitalizados, disponibilizados de graça na Internet; quando não de graça, é fácil burlar os sistemas de proteção a seu conteúdo. Isso significa que a barreira monetária ao conhecimento está sendo derrubada.

Ao mesmo tempo, as ferramentas de tradução automática têm melhorado. Há alguns anos, o Google translate e o Babel Fish penavam para traduzir (mal) frases simples do francês para o inglês. O recurso era usado principalmente com finalidade humorística. Agora já escolho entre dezenas de línguas. Quer passar um texto do croata para o galego? Sem problemas! A qualidade das traduções também tem aumentado. O resultado ainda deixa muito a desejar, mas se eu quiser saber o que um site japonês diz, em linhas gerais, basta um clique.

Enfim, as coisas estão mudando. Vale a pena ler esta análise de Gary North.


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A Dicta, os leitores e a Internet

Arquivado em: Geral incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 6 de maio de 2009

Uma das propostas editoriais da Dicta é ser uma publicação, embora independente da Internet (não deixaríamos de existir se a rede mundial viesse a baixo), em contato permanente com ela. A começar por alguns dos próprios autores - penso especialmente em Pedro Sette Câmara e Júlio Lemos -, que mantêm blogues de sucesso.

Outra manifestação do nosso interesse em manter portas abertas com o mundo online é este site, no qual linkamos a artigos de interesse e fazemos breves comentários, sempre abertos à opinião dos leitores que aqui vierem.

Contudo, é preciso admitir, a interatividade que esperávamos entre nós e os leitores (e a internet é valiosa especialmente por permitir isso) ainda não tem sido devidamente estabelecida. Recebemos muitos emails e cartas de congratulações, elogio e apoio. Cada uma delas, podem ter certeza, é lida e nos causa muito prazer.

Mas uma carta não precisa ser necessariamente elogiosa. Contribuem muito, enormemente, para a Dicta cartas que contenham críticas. Pode ser acerca de um artigo específico com o qual o leitor não tenha concordado, ou acerca da revista como um todo. Desde que a crítica vá além da mera expressão de gosto – “A revista é uma droga. Odiei!” – e dê as razões objetivas para a avaliação negativa, é de uma ajuda inestimável para a nossa melhora, ainda que não cause o mesmo prazer e alegria dos elogios.

Outra forma de contribuição, essa a mais rara de todas, é o envio de um artigo. A preocupação da Dicta é sempre mais com o “o que se diz” do que com o “quem diz”. Claro que sempre procuramos figuras de peso da cultura e da sociedade para contribuir com a revista, seguros da qualidade e do reconhecimento que acompanham suas produções. Mas ao lado de um grande nome há outros inúmeros desconhecidos (como este que vos escreve), tornando públicos seus pensamentos e opiniões para que o mundo os avalie.

Assim, este post é um pedido aos leitores para que intensifiquemos a interação, com comentários, críticas, argumentos e até submissão de artigos e resenhas, que serão todos lidos (mas, devo dizer, não necessariamente publicados) e contribuirão para uma revista cada vez melhor.


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Scorn not the Internet

Arquivado em: Literatura incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 13 de agosto de 2008

Só o futuro poderá julgar o efeito da Internet sobre a cultura. As mudanças que ela trouxe para nossos hábitos de ler e escrever são muitas, e atuam, não raro, em sentidos contrários.

Um grande e inegável benefício, contudo, é a disponibilização gratuita da obra de grandes autores do passado. Não é mais preciso comprar caros volumes para se ler a poesia completa de Wordsworth (o que não significa que a compra dos volumes não traga inúmeras vantagens!). Há muito material online, em bons sites, à espera de quem o acesse.

Neste soneto, cuja finalidade é defender o valor do soneto, Wordsworth nos lembra de alguns grandes nomes da literatura ocidental, cuja obra, com a Internet, está à nossa disposição.

Scorn not the Sonnet

          Scorn not the Sonnet; Critic, you have frowned,
          Mindless of its just honours; with this key
          Shakespeare unlocked his heart; the melody
          Of this small lute gave ease to Petrarch’s wound;
          A thousand times this pipe did Tasso sound;
          With it Camoens soothed an exile’s grief;
          The Sonnet glittered a gay myrtle leaf
          Amid the cypress with which Dante crowned
          His visionary brow: a glow-worm lamp,
          It cheered mild Spenser, called from Faeryland              
          To struggle through dark ways; and, when a damp
          Fell round the path of Milton, in his hand
          The Thing became a trumpet; whence he blew
          Soul-animating strains–alas, too few!


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