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Reflections on the revolution in Europe

Arquivado em: Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 24 de setembro de 2009
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O que acontece quando uma cultura que tem vergonha de si mesma e acha que o único valor é a diferença, o multiculturalismo, entra em contato com outra que tem bastante certeza de si mesma e que quer se universalizar? Um congresso sobre as maravilhas da diversidade? Valiosíssimas trocas de experiências e aceitação mútua? Mãos dadas em roda ao som de kumbaya?

Uma válida nova contribuição para um tema já bem discutido.


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Cartoon wars

Arquivado em: Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 4 de setembro de 2009

Advogados holandeses processam muçulmanos por… um cartum. Basicamente uma inversão da “querela do cartum” de alguns anos atrás. Dessa vez, não foram ofensas a Maomé, mas a negação do holocausto, que motivou a ação.

Sim, é verdade, nem os holantesdes e nem os judeus saíram as ruas e atacaram embaixadas; os grupos envolvidos na causa têm agido dentro da lei. Mas o princípio é o mesmo, e é uma pena que eles não percebam. Claro que negar o holocausto é um mal; mas bani-lo por meio da sanção legal apenas aumenta a ditadura do politicamente correto (isto é, do discurso aceitável) sobre nossas vidas, ao mesmo tempo em que dificulta as relações entre as diferentes culturas.

No caso dos cartuns anti-islâmicos, a resposta do Ocidente já foi ambígua. Alguns políticos defenderam o direito de se publicar as tirinhas (que nem eram tão ofensivas assim), mas as vozes mais públicas apenas pediram desculpas pela ofensa e aderiram moralmente à censura imposta pela turba enfurecida. Agora que alguns advogados adotam a mesma estratégia contra grupos muçulmanos, as perspectivas para a liberdade de expressão, ou seja, para o diálogo franco, tornam-se mais sombrias, que é exatamente o que querem os inimigos do Ocidente.

Certas armas são más independente de quem as esteja manejando.


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O Islã e o Ocidente

Arquivado em: Geral incluído por dicta
Data do post: 8 de agosto de 2009

Aí vai o texto da semana, a demora na publicação tem um motivo muito importante. Quando decidimos que iríamos abrir o acesso ao texto de Roger Scruton recebemos três emails do Iêmen escritos em árabe. Demorou alguns dias até conseguirmos um tradutor, mas no final das contas não era nenhuma ameaça terrorista: felizmente apenas uma fã pedindo o email de um dos nossos editores…

*****

O Islã e o Ocidente
por Roger Scruton

O Ocidente hoje está envolto num conflito violento e dilatado contra as forças do radicalismo islâmico. Esta luta é sumamente difícil, tanto pela dedicação do nosso inimigo à sua causa, como – talvez principalmente – pela enorme desconjunção culturalpor que passaram Europa e América desde o fim da guerra do Vietnã. Em termos simples, os cidadãos do Ocidente perderam o seu apetite por guerras estrangeiras; perderam a esperança de conquistar qualquer vitória que não fosse temporária; perderam a confiança no seu modo de vida. De fato, não têm mais certeza sobre as exigências que esse modo de vida lhes faz.

Ao mesmo tempo, viram-se diante de um novo oponente, um oponente que crê que o modo de vida ocidental é profundamente defeituoso e que talvez seja mesmo uma ofensa a Deus. Num “acesso de desatenção”, as sociedades ocidentais permitiram que esse oponente ganhasse espaço no seu próprio seio; nalguns casos – como a França, o Reino Unido e a Holanda -, em guetos que apenas mantêm relações tênues e hostis com a ordem política que os circunda. E tanto na Europa como na América há um crescente desejo de apaziguamento: uma contrição pública habitual; uma aceitação, ainda que pesarosa, dos editos censuradores dos mulás; e um conseqüente passo em direção ao repúdio do nosso patrimônio religioso e cultural. Há vinte anos, seria inconcebível que o arcebispo de Canterbury pronunciasse um discurso em favor da incorporação da lei religiosa islâmica (a shariá) ao sistema legal inglês. Hoje, contudo, muitas pessoas julgam essa uma proposta razoável, talvez um avanço rumo a uma contemporização pacífica.

continua aqui…


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