O fenômeno Avatar
Data do post: 5 de março de 2010
Ainda não vi Avatar, embora tenha lido tanto a respeito que sinto já conhecê-lo a fundo. Sei da história absolutamente convencional de civilizados malvados contra nativos bonzinhos, da filosofia/religião panteísta que permeia a vida mais nobre e pura dos N’avi, das caras na minha opinião muito feias, mesclas azuis de gato e homem, e que o grande atrativo são os efeitos especiais em 3D. Sei também que só conhece mesmo o filme quem o experimentou, pois Avatar é antes de tudo uma experiência sensorial, e não algo para se pensar a respeito. Os casos de “blues pós-Avatar”, espectadores que entram numa leve depressão depois de ver o filme pois o mundo real supostamente não chega aos pés da beleza de Pandora deixam-me intrigado.
Até chegar o dia fatídico, fico com a análise de James Bowman sobre o filme e o fenômeno por ele gerado.
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Novamente Eric Rohmer
Data do post: 13 de janeiro de 2010
Não posso deixar de indicar este artigo de James Bowman sobre o recém-falecido Eric Rohmer, que conta com análises de seus principais filmes.
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Tragicômico
Data do post: 3 de janeiro de 2010
Excelente artigo de James Bowman. Já notaram como as platéias hoje em dia sentem-se forçadas a rir efusivamente de tudo, mesmo das piadas mais sem graça, e mesmo do que nem era para ser engraçado? Ao mesmo tempo, não há humor nenhum quando o assunto são as sensibilidades políticas e sociais contemporâneas.
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A vingança de Thomas More
Data do post: 3 de novembro de 2009
Bem, novamente, alguns leitores caíram na minha “pegadinha” filosófica: recebi comentários e e-mails querendo a minha cabeça só porque falei mal de Heidegger e Hannah Arendt.
Agora, continuando o meu método de querer ficar cada vez mais impopular, vou fazer algo realmente chocante: elogiarei a Igreja Católica.
Não sei se todos sabem, mas há cerca de duas semanas, o papa Bento XVI fez algo realmente revolucionário, muito mais revolucionário do que todas as ações em conjunto da Teologia da Libertação.
Ele chamou os sacerdotes anglicanos ditos “conservadores” para a Igreja Católica e disse que eles poderiam usufruir dos sacramentos e dos rituais católicos à vontade, além de manterem seus votos matrimoniais com suas respectivas esposas.
Os tais sacerdotes anglicanos estariam insatisfeitos com a Igreja Anglicana porque, nos últimos tempos, ela estaria sendo um tanto “liberal” sobre assuntos como os casamentos homossexuais, políticas sociais e questões culturais, como, por exemplo, a invasão do islamismo radical e o exagero de celebridades que tocam suas canções em funerais e celebrações religiosas, em troca dos tradicionais hinos.
(E talvez o grande mistério dessa situação é descobrir como um sujeito tão inteligente como Rowan Williams, o atual Arcebispo de Canterbury e autor de um dos melhores livros que já li sobre teologia – The Wound of Knowledge, indicado a mim por Bruno Tolentino -, pode ter se transformado em um imbecil completo, vendido às causas politicamente corretas mais infames do nosso tempo)
É claro que os epígonos da teologia – como Hans Küng, por exemplo – já começaram a reclamar. Viram nessa atitude uma forma de “totalitarismo religioso tradicionalista conservador”, seja lá o que for isso.
Obviamente, isso é uma besteira. O que Bento XVI fez foi resolver um problema que já existe há cerca de mais de quinhentos anos – chamado de A Revolução Protestante – que causou, pelo menos, milhares de mártires, tanto no lado dos católicos como dos protestantes, como também dois santos reconhecidos: S. John Fisher e S. Thomas More.
Se o problema foi devidamente resolvido, isso já é outra história. Afinal, uma crise que perpassa e que, de certa forma, criou todo o eixo religioso da modernidade e da pós-modernidade, não terminará da noite para o dia. Mas o fato é que, com a abertura dada por Bento XVI – um papa que se equilibra como pode, às vezes dando uma no ferro, outra na ferradura (veja a polêmica encíclica Caritas in Veritate) – , a comunhão entre os cristãos se fortalece e, lógico, isso só poderia ser feito por alguém que tem a certeza de que é o pai de todos.
Se você quiser saber mais sobre o assunto e seu impacto cultural – um impacto que, certamente, terá conseqüências duradouras (e, esperamos, para melhor) no curso da História simplesmente porque a Igreja olha sob o aspecto da eternidade – leia este fantástico texto de James Bowman.
E que venham as pedras!
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Nemesis
Data do post: 24 de agosto de 2009
Precisamos desesperadamente de alguém que bote um fim à hubris tarantinesca! E James Bowman é um bom candidato à posição…
Não deixa pedra sobre pedra do “Inglorious Bastards”. Uma crítica que vem bem a calhar nesses tempos em que, como ele bem nota, o cinema tem sido consistentemente rebaixado à seriedade e profundidade dos quadrinhos.
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Análise cultural de qualidade
Data do post: 21 de abril de 2009
James Bowman é articulista da The New Atlantis. Li seus ensaios hoje pela primeira vez, e fiquei muito bem impressionado. Os dois que aqui linko tratam da cultura moderna. O primeiro, “Reality and the Postmodern Wink” descreve a infantilização dos adultos, manifestada na produção cinematográfica recente (o autor foi crítico de cinema por 18 anos, e conhece-a de perto). O segundo, “Is Stupid Making Us Google?”, é sobre os efeitos da computação e da internet no aprendizagem de crianças e jovens. Essas ferramentas têm potencializado, afirma Bowman, as tendências educacionais e progressistas (marcadas pela rejeição de toda e qualquer tradição), e seus resultados são preocupantes.
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