O elogio da mãe chinesa
Data do post: 7 de fevereiro de 2011
Nosso modo ocidental, moderno, de educar a criança é fazer com que ela se sinta amada e querida, fomentando assim sua auto-estima. Papai e mamãe vão ficar felizes mesmo se você não ganhar; é só dar o seu melhor!
Com a mãe chinesa é diferente. Ela não hesita em humilhar seus filhos e rebaixá-los moralmente; chega a delicadezas como chamá-los de “lixo”. Obriga-os a treinar e estudar até que superem, na marra, suas dificuldades. Se não ganhar, apanha. O ponto é que, depois de muito sofrimento, os filhos alcançam, em geral, as primeiras colocações no que quer que estivessem praticando. Os ocidentais, por outro lado, cheios de auto-estima mas com poucos troféus.
Esse é o ponto de vista chinês que está ganhando espaço na mídia de língua inglesa.
O sucesso, digamos, técnico dos chineses é inquestionável. Pergunto-me, contudo, se essa mesma pedagogia que produz pianistas e engenheiros impecáveis produzirá também compositores, filósofos e empreendedores capazes de não apenas obedecer, e sim liderar com perfeição. Imagino também qual o destino daqueles que, depois de toda a pressão, fracassam? Não que a saída “deixe a criança fazer o que lhe der na telha” pareça superior; deve haver um equilíbrio desejável por aí.
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