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Nosso desejo de morte favorito

Arquivado em: Religião incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 31 de janeiro de 2010

Quer saber qual é a visão-de-mundo que está por trás da Jihad terrorista e do Aquecimento Global? Então leia esta entrevista com Richard Landes, o único scholar que tem coragem de fazer esta conexão, sempre com a lucidez assustadora que lhe é peculiar.


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Quer conhecer o mundo de hoje? Ou: como evitar o egocentrismo cognitivo

Arquivado em: Do lado de lá incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 10 de junho de 2009

Então leia os grandes livros de ontem. E quando falo em grandes, digo literalmente: aqueles livros enormes, impossíveis de carregar e de levar no metrô, no ônibus, na rua, que você só pode ler em casa, apoiado na mesa, sentado numa poltrona confortável. Pelo menos é o que Peter J. Dougherty, diretor da Princeton University Press, acredita em seu A Manifesto for Scholary Publishing.

Como todos sabem, o scholar é quase uma instituição que abunda nos EUA e na Europa, mas inexiste nestas plagas. Até sua tradução é equivocada: chamam-no de “erudito” ou “estudioso”. O scholar não é nada disso. A sua definição mais aproximada é a do spoudaios aristotélico, i.e: um homem (ok, também pode ser uma mulher…) que, ao estudar vários ramos do conhecimento, consegue dar-lhes uma unidade e transmiti-la de maneira compreensível para seus alunos, para que estes também possam ensiná-la sem qualquer prejuízo de comunicação. Para isso, o scholar precisa ter uma experiência concreta não só da sua própria vida, mas uma imaginação aguçada para entender outras experiências e assim compartilhá-las com o resto da sociedade.

A vantagem do scholar é que, apesar de não saber sobre tudo (ou melhor, seu conhecimento abarca uma aproximação de totalidade), ele pode sentir à distância certos erros que são dados como verdade pura e simples por uma mídia totalmente abobalhada por estímulos contraditórios – e que, com isso, causa a mesma reação a uma casta aparentemente lúcida da sociedade.

Talvez a maior prova disso seja a anatomia em praça pública que Richard Landes, scholar de renome sobre movimentos milienaristas, faz de Fareed Zakaria, jornalista que não passa de um pastel ambulante de idéias já expostas e mastigadas pelos seus companheiros de propaganda (sorry, de mídia). Recentemente Zakaria publicou O mundo pós-americano, uma bobagem sem tamanho que copia algumas idéias de Samuel Huntington (um scholar que tem os seus problemas, mas que, sem dúvida, fazia parte dessa seleta turma), mistura pitadas de wishful thinking e voilá – estamos nesta situação de “apaziguamento” que, na verdade, me faz lembrar o que Neville Chamberlain fez com Hitler: acalmar a fera até deixá-la atacá-lo de vez.

Landes mostra, usando somente as armas do scholarship, que Zakaria não passa de um garoto propaganda do “egocentrismo cognitivo liberal”* e que os fundamentos de seu raciocínio a respeito deste pacífico país chamado Irã estão todos errados.

Querem uma prova? Como diria um amigo meu: Quem viver, verá.

* O termo é, como o leitor perceberá, do próprio Richard Landes, mas deveria ser usado e abusado porque identifica perfeitamente a atitude e o pensamento de alguns jornalistas brasileiros (e internacionais, é claro).


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Para a vossa edificação…

Arquivado em: Do lado de lá incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 10 de março de 2009

… mais dicas do mundo maravilhoso da Internet para os caros leitores que desejam sair de suas pequenas vidas e perceber o enrosco em que se meteram – esse período peculiar que chamamos de “mundo contemporâneo”. Eis aqui algumas delas:

- Novamente, por indicação do poeta e tradutor Nelson Ascher, leio com afinco o blog de Richard Landes, The Augean Stables. Especialista em movimentos revolucionários e mileniaristas, Landes é um dos poucos scholars que resolvem aplicar o seu saber no confronto do debate público – e geralmente vence porque tem os bons argumentos (e, claro, a verdade, essa enjeitada) ao seu lado. Mas um dos exemplos mais bizarros de seu comportamento é o comentário que ele fez a um texto de Roger Scruton, Islam and the West: Lines and Demarcation. Ficamos na dúvida sobre quem está certo, se Landes ou Scruton, tamanha a imponência deste duelo de titãs. Raramente vemos dois sujeitos que pensam a mesma coisa sobre o mesmo problema (no caso, o Jihadismo que ataca o Ocidente), mas que discordam de maneira tão contundente. Da minha parte, há momentos em que Landes acerta e há momentos em que tendo a concordar com Scruton, por um único motivo - Landes não tem uma percepção correta do que foi o Cristianismo. Para ele, a religião surgida com a vinda de Cristo é um anúncio do Fim do Mundo, equivalente a outras seitas mileniaristas que ocorreram na época ou que surgiriam depois. Fazer essa equivalência é a mesma coisa que igualar Cristo a um dos inúmeros “falsos messias” que circulavam pela Judéia. Landes critica Scruton por ser uma espécie de “apologeta” cristão, enquanto o seu trabalho seria mais “científico”. Não sei de nada, mas minha simpatia – algo nada científico, sei bem - vai para Scruton. Em todo caso, leiam o texto e tirem suas próprias conclusões.

- Leiam também o depoimento que conta o que a imprensa jamais informará sobre o caso do aborto em Alagoinha (dêem graças ao Pedro Sette Câmara por esse serviço de utilidade geral).

- E vamos ver os doze passos que Tio Roger coligiu para aprendermos como destruir a economia dos Estados Unidos, uma cortesia do sr. Barack (HUSSEIN) Obama.


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