Fuga de cérebros
Data do post: 21 de julho de 2008
Post recente no blog Free Exchange, da Economist, atenta para o fato de que as universidades que mais conseguem ter alunos ingressando nos concorridos programas de doutorado dos EUA são chinesas.
Fato mais interessante, contudo, é a natureza desses alunos e, conseqüentemente, dos programas de doutorado. Majoritariamente, tais estudos se concentram nas ciências naturais e em áreas intensivas em métodos quantitativos (engenharia, economia, negócios, etc). Por quais motivos não existe uma fuga de cérebros, ou, equivalentemente, uma competição internacional, nas humanidades?
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Milton Friedman
Data do post:
Milton Friedman foi um dos maiores economistas do século XX, se não o maior. Suas contribuições abarcam teorias sobre consumo agregado, teoria e história monetária, incluindo uma leitura particular dos motivos que causaram a Crise de 1929 e um trabalho seminal e largamente influente sobre a metodologia das ciências econômicas. Não é à toa que foi laureado com o Prêmio Nobel de economia de 1976. Friedman faleceu no final de 2006 e esses fatos o tornam digno de ter um centro de pesquisas com o seu nome na Universidade de Chicago, onde lecionou a maior parte da sua vida.
Contudo, Friedman também foi um grande defensor do livre-mercado, das liberdades individuais e da economia descentralizada. Seus livros Capitalism and freedom e Free to choose: A personal statement são clássicos da literatura “pró-capitalismo”. E, por isso, um grupo de professores da Universidade de Chicago luta para bloquear a criação do centro de pesquisas em seu nome, alegando que as visões de Friedman eram ideológicas demais.
Dado o tamanho da contribuição de Friedman à economia, a sua influência e a força de suas teorias, faz sentido lutar contra a criação desse centro de pesquisas? Roger Kimball escreve sobre isso aqui e aqui.
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Saber tudo sobre o nada
Data do post: 17 de julho de 2008
Newton afirmou que via mais longe porque se apoiava em ombros de gigantes. A ciência moderna utiliza muito bem esse princípio, mas vê mais longe apenas ao custo de focar a visão em áreas cada vez menores.
A evidência é de artigo da Economist que divulga uma pesquisa de James Evans, da Universidade de Chicago. Segundo ele, a disponibilização de artigos científicos online, ao invés de estimular um aumento no número médio de trabalhos citados por acadêmicos, provocou uma diminuição. A explicação plausível é que cada vez menos os pesquisadores “batem os olhos” em artigos de áreas fora de sua especialidade.
A vítima óbvia desse fenômeno é a interdisciplinaridade. A questão que se levanta é: vale a pena saber tudo sobre a menor das partículas se o número de pessoas com esse conhecimento será sempre contado com os dedos da mão?
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Platão ou Confúcio?
Data do post: 27 de junho de 2008
“Intellectual elitism, as much as an appreciation of Aristophanes’s bawdy humour, is the glue that binds Hellenists together—stoked, in some schools, by a feeling of official neglect or hostility from peers.”
Trecho tirado de um artigo na Economist sobre o estudo do grego clássico atualmente. Ponto interessante: como fica o estudo de uma língua morta (mas clássica) no mundo globalizado? Afinal, nos dias de hoje, a história gloriosa da Europa antiga parece apenas mais uma. É mesmo?
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Esquerda e direita e a crítica à Universidade
Data do post: 23 de junho de 2008
Uma coisa que me tem chamado a atenção é como as críticas feitas ao estado atual do ensino superior são fundamentalmente as mesmas ao longo de todo o espectro político-ideológico.
Compartimentalização do saber; especialização extremada que não permite mais uma visão do todo; ensino voltado exclusivamente para o mercado de trabalho. Sai-se, não formado, mas formatado.
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