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Sigam-me , colegas irresponsáveis…

Arquivado em: Geral incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 13 de outubro de 2008

Assim começava W.H.Auden em seus cursos dados no Swarthmore College. Graças a um leitor da Dicta, descobrimos este site fantástico que, entre outras coisas, descreve o idiossincrático processo de avaliação feito por Auden, que costumava perguntar o seguinte aos seus alunos: Explique-me porque o diabo é (a) triste e (b) honesto?

Perguntinha impertinente, não acham?


Comentários (3)

3 Comentários »

  1. I) Tristemente honesto diante de Deus, austera e irredutivelmente claro em sua escolha existencial, refratário ao gozo da Verdade (Claudel: “Hors de la joie il n’y a que le néant, et croire au néant, c’est se détruire soi-même, s’installer dans l’inversion spirituelle et vouloir vivre contre le secret de la vie !”). II) Pai da mentira e portanto chato de galocha diante dos homens. São Tomás Morus famosamente explica porque: “The devill . . the prowde spirite . . cannot endure to be mocked”. Coisa insuportável também para capetas-funcionários, peritos em fechos de correspondência e na micro-política do poder. III) Riobaldo, que não leu Foucault mas esteve bem perto do Hermógenes: “…todo-o-mundo é louco. O senhor, eu, nós, as pessoas todas. Por isso é que se carece principalmente de religião: para se desendoidecer, desdoidar. Reza é que sara de loucura.” Semelhante ao triste Coringa do último Batman, o Tendeiro honestamente prefere a *sua* lucidez.

    Comentário por Ricardo Leal — 15 de outubro de 2008 @ 2:45 am

  2. “Nós tínhamos aqui um grupo de estudantes chineses que estavam indo para o MIT e queriam treinar seu inglês. Eles eram terrivelmente difíceis, porque se você pergunta a um chinês ‘você entendeu?’, ele tem que dizer ’sim’, já que é considerado grosseiro dizer ‘não’. Então como você descobre se eles entenderam é complicado.”

    Imaginem só! E a entrevista é cheia de pérolas como “Eu acho que as duas invenções mais perversas são o motor de combustão interna e a câmera.” Ele responde muito bem uma pergunta sobre a suposta “função da poesia para as massas”.

    Vale a pena ler e reler tudo o que está ali.

    Saudações,

    Rodrigo

    Comentário por Rodrigo V. Pinheiro — 16 de outubro de 2008 @ 4:34 pm

  3. Excerto a meu ver to the point de um dos sonetos chineses do WH, que infelizmente não conheço por falta de tempo:

    “History opposes its grief to our buoyant song,
    To our hope its warning. One star has warmed to birth
    One puzzled species that has yet to prove its worth:

    The quick new West is false, and prodigious but wrong
    The flower-like Hundred Families who for so long
    In the Eighteen Provinces have modified the earth.”

    Mais em
    http://www.lehigh.edu/~amsp/2006/02/auden-and-china.html, inclusive sobre as cem famílias e as 18 províncias. Mas que entrevista é essa?

    Comentário por Ricardo Leal — 16 de outubro de 2008 @ 9:02 pm

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