Por que as escolas não educam?
Data do post: 1 de julho de 2010
Discurso de John Taylor Gatto ao receber o prêmio de professor do ano (1990) de Nova Iorque. Temos aqui a opinião de quem, por esforço e mérito próprios, conseguiu o impensável: formar excelentes alunos nas piores escolas. Mas o sistema acabou levando a melhor sobre ele, forçando-o, no fim das contas, a se aposentar do sistema público.
Neste discurso, Gatto nos dá o que os anos de experiência lhe ensinaram: o modelo da educação pública (que é, afinal, também o modelo da educação privada, seja por cópia ou imposição) é intrinsecamente falho, muitas vezes destruindo o potencial do aluno ao invés de estimulá-lo. Em matéria de despreparar e alienar os jovens da realidade do trabalho e da vida social, a escola só perde para um outro fator: a televisão. E adivinhe em que duas atividades os jovens americanos passavam a maior parte de seu tempo?
E o que será que ele teria a dizer sobre a internet?
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Problemas dos grandes livros
Data do post: 21 de maio de 2010
Ainda sobre o ensino superior, vejam este artigo de Patrick Deneen: Why the great books aren’t the answer. Uma possível alternativa ao modelo técnico, compartimentalizado e reducionista das faculdades é o currículo baseado nos “great books”: os grandes livros do cânone ocidental. O problema, segundo o autor, é que um cânone tão díspare (que inclui Platão, Tomás de Aquino, Marx e Nietzsche) apenas reforçaria o relativismo e o subjetivismo da cultura universitária, com cada jovem escolhendo arbitrariamente aquele “pensador” com que mais se identifica. A perspectiva de cada universidade escolher uma abordagem para apresentar as obras também não lhe agrada muito, pois isso preservaria o relativismo, só que agora no nível institucional e não mais individual.
A crítica tem seu sentido. Simplesmente jogar um monte de livros tão contrários entre si sobre um estudante pode sim produzir um relativismo ou ceticismo nele; especialmente se a leitura seguir a ordem cronológica, dada a premissa implícita de que o que vem depois é sempre superior. Ao contrário do que imagina Deneen, contudo, a mente do universitário não é matéria inerte, e muitos são capazes de pensar por si próprios e, portanto, tirar frutos da leitura mesmo sem a supervisão da titia na sala de aula. Fica parecendo que, para o autor, o único jeito de escapar do relativismo é impor, a nível nacional (ou mundial?), uma abordagem católica tradicional a todas as faculdades. O que, a bem da verdade, apenas substituiria o relativismo institucional por um voluntarismo autocrático do poder soberano.
Não lhe ocorre que diversidade de opiniões não significa relativismo, que, aliás, caracteriza-se antes pela uniformidade do “tudo vale”, e não pela divergência de opiniões reais. Ele também não atenta para o fato de que idéias contrárias têm muito a ganhar com a existência de pensamentos alternativos. A dialética é meio de se aproximar cada vez mais da verdade, que não se encontra totalmente nessa ou naquela escola.
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Universidade para todos?
Data do post: 20 de maio de 2010
Talvez não seja uma boa idéia. Vejamos o caso americano: o estudante normal, pressionado pelas convenções sociais e pela família a cursar uma universidade, paga caro pela decisão. Quem termina o ensino superior (40% cai fora antes) sai dele com uma dívida de dezenas de milhares de dólares; adiou sua entrada no mercado de trabalho e começa no vermelho. É bem plausível que, para a maioria, o investimento não seja rentável financeiramente.
Claro que isso desconsidera os muitos benefícios não-monetários do ensino superior: abrir a mente do estudante a novas idéias, ensiná-lo a aprender por conta própria, torná-lo mais independente e responsável. Mas nos cursos superiores cada vez mais padronizados, voltados ao ensino de técnicas específicas, esses benefícios tornam-se cada vez menores; e ainda assim demandam tempo e investimento muito maiores do que se fossem curtos, intensos e ostensivamente voltados ao treinamento de profissionais. Para o estudante, entrar na universidade, extensão do ensino médio, significa curtir a vida longe da vigilância paterna e da necessidade de se sustentar ou se dedicar seriamente a qualquer coisa que não o prazer. É impossível medir, mas o saldo humano (moral e intelectual) dos dois primeiros anos pode muito bem ser negativo. As Economíadas e tequiladas que o digam! É a entrada no mercado (que em geral se dá no estágio, da metade para o fim do curso; forma de abrandar os custos – em tempo e dinheiro – da graduação) que ensina as virtudes necessárias e inicia o estudante na vida adulta.
No Brasil, é claro, o ensino superior é para poucos, se comparado a EUA e Europa. Mas somos vítimas da mesma obsessão. É só notar como o aumento de vagas é invariavelmente celebrado; e como surgem novas universidades a cada dia, sejam privadas (que cobram caro por um pedaço de papel), ou públicas (que também cobram caro, mas de quem não cursa).
Resta um preconceito cultural e institucional a favor do diploma universitário (que para a empresa é um meio gratuito – caro para o governo e para os pais – de filtrar candidatos). Ainda assim, conforme a idéia de que o terceiro grau não seja necessário, e de que existem métodos mais eficazes de capacitar trabalhadores (ex.: experiência), difunda-se pela mídia, a pressão para universalizar o terceiro grau deve também diminuir. Quem sabe aí a universidade consiga recuperar (se é que algum dia alcançou) seu ideal de formação humana e intelectual universalizante.
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Educação apesar do sistema
Data do post: 6 de abril de 2010
Morreu no dia 30 de março Jaime Escalante, professor notório que conseguiu transformar alunos latinos de uma das piores escolas da Califórnia em campeões de matemática e cálculo. Existe um filme sobre a história que não menciona, infelizmente, o fim de sua carreira em 91. Ele não aguentou mais a pressão um sistema educacional feito para reprimir e eliminar a excelência e a motivação.
Gary North comenta a vida do professor e faz uma análise do sistema educacional público e sua estrutura nefasta de incentivos.
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Catulo no Banco dos Réus
Data do post: 27 de novembro de 2009
A essa altura, todos provavelmente já ficaram sabendo da história do milionário inglês processado por mandar a certa funcionária um verso de Catulo lá não muito casto. Perguntado por ela qual seria uma boa tradução para diligite inimicos vestros, ele respondeu de bate-pronto com o primeiro e também último verso do Poema 16: pedicabo ego vos et irrumabo.
Deixo a tradução de lado - não sei se há crianças na sala – para pensar em um aspecto secundário, mas que sei deixará ao menos o Júlio Lemos vingado, diante das tantas vezes em que teve de explicar sua opção por um doutorado em Direito Romano.
Aparentemente, a defesa do sujeito limitou-se a alegar que o verso de mais de 2.000 anos era apenas witty, sem maiores extensões. Este texto do Times mostra a verdadeira interpretação do Poema 16: a de que não se pode julgar a vida de um poeta por suas obras (para inverter um pouquinho as últimas polêmicas aqui no site). Catulo era acusado por seus inimigos de ser efeminado - por conta de alguns versos lá não muito másculos -, de maneira que fez o Poema 16 começar e terminar com uma obscenidade, justamente para demonstrar a irracionalidade de se tomar todo e qualquer verso como autobiográfico. Ou seja, levou às últimas consequências um argumento para demonstrar a sua impropriedade.
Se os advogados de Mike Lowe soubessem disso, talvez ele tivesse maiores chances no tribunal. De modo que até os pragmáticos de sempre terão de dar o braço a torcer: o motivo é incontestável para que os alunos do curso de Direito tenham uma formação clássica e, sim, leiam Catulo.
BTW, ótima oportunidade para ler de novo este texto do Érico Nogueira sobre o poeta.
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Duas idéias de universidade
Professores de Harvard estão processando alunos que repassaram, por meio de um website, anotações feitas em aula. A acusação? Violação de copyrights. Segundo os professores, suas aulas são propriedade intelectual; e os alunos têm o direito de fazer anotações apenas para uso pessoal e mais nada.
O MIT, por outro lado, tem adotado uma postura diferente: disponibilizou seu currículo completo online gratuitamente. Anotações, provas, vídeos. Tudo online, grátis. Não precisa nem se cadastrar.
Agora pensem: qual das duas universidades contribui mais para a educação e difusão de conhecimento?
Este artigo compara as duas universidades e as duas posições acerca da propriedade intelectual que elas manifestam. Afinal de contas, somos donos das nossas idéias?
O maior problema dessa discussão toda é: sem propriedade intelectual, como é que os criadores seriam remunerados? O que as evidências (tanto históricas quanto atuais) têm mostrado, no entanto, é que essa remuneração se dá mesmo na ausência de leis de copyright. No século XIX, autores ingleses ganhavam boladas de dinheiro vendendo seus livros nos EUA, sendo que lá não havia copyright para autores estrangeiros. Hoje em dia, há firmas lucrando uma boa nota fazendo e comercializando programas open-source, que poderiam ser adquiridos gratuitamente.
O resto do artigo -na minha opinião menos interessante – é sobre como essa questão era mal resolvida no pensamento da Ayn Rand, que apesar de liberal convicta era uma defensora ferrenha da propriedade intelectual.
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Pobreza e ensino privado
Data do post: 21 de outubro de 2009
Volta e meia, ao pensar ou defender os méritos da educação privada, me punha a imaginar as possibilidades educacionais num mundo sem regulamentações, onde qualquer um pudesse dar aulas ou mesmo abrir uma escola. Assim, alguém que soubesse um pouco mais do que aqueles à sua volta (digamos, um senhor que leia e escreva razoavelmente bem e que mora numa favela de iletrados) poderia usar a sala de casa como sala de aula; os preços seriam baixíssimos, de forma que mesmo gente muito pobre poderia pagar. Esses devaneios cessaram depois que li “The Beautiful Tree”, de James Tooley, pois agora sei que se trata de uma realidade.
Continue a leitura no site do Instituto Millenium.
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Uma causa pela qual vale a pena lutar
Data do post: 14 de outubro de 2009
Gostaria muito de defender o filme do Tarantino, comentar a exposição em torno de Henri Matisse na Pinacoteca de São Paulo, descrever para o leitor a minha felicidade ao ver algumas fotos de Henri Cartier-Bresson que estão no SESC Pinheiros – mas isso fica para depois, muito depois.
O que importa agora é que você leia o texto abaixo, escrito e enviado por um dos leitores da Dicta, Felipe Ortiz (para quem não se lembra, saudoso autor do blog Alexandrinas, lá dos tempos do Wunderblogs). Ele explica direitinho uma das maiores notícias que a imprensa brasileira não divulgou – o fato de que há uma discussão parlamentar a respeito do homeschooling, conhecido também como ensino domiciliar, motivo de muito polêmica nos EUA e na Europa. O motivo do rebuliço é óbvio: a partir do momento em que os pais decidirem o que seus filhos devem aprender, o Estado perde completamente o poder sobre a consciência futura da nova geração.
(Da minha parte, como se pode notar, sou totalmente a favor do homeschooling. É a única forma de evitar que o seu filho não vire vítima de lavagem cerebral nas escolas públicas e privadas deste país)
Por que a mídia não falou nada sobre isso? Suspeito que estão mais preocupados com a eleição da reitoria da USP, para variar. Entretanto, leiam o relato pois mostra um estado de coisas que só um cidadão digno e cioso de suas liberdades tenta mudar – mesmo com a máquina estatal contra ele. Dizem que só é dessa forma que se começa aquilo que, na prática, era chamado de governo civil.
***
“Alguns de vocês provavelmente sabem que estão em tramitação na Câmara dos Deputados dois projetos de lei (PLs) propondo a legalização explícita do ensino domiciliar (ou homeschooling) no Brasil: o PL 3.518/2008, de autoria dos Deputados Henrique Afonso (PT/AC) e Miguel Martini (PHS/MG) e o PL 4.122/2008, de autoria do Deputado Walter Brito Neto (PRB/PB). Por tratarem do mesmo tema, os dois projetos estão passando por aquilo que se chama de “tramitação em apenso”, isto é, estão sendo discutidos e votados simultaneamente.
Detalhes sobre esses projetos podem ser conhecidos nesta página:
http://www2.camara.gov.br/proposicoes/loadFrame.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/sileg/prop_lista.asp?fMode=1&Ano=2008&Numero=3518&sigla=PL
A primeira etapa da tramitação dos projetos é o seu exame por um subgrupo específico da Câmara, a Comissão de Educação e Cultura (CEC), composta por 34 deputados. Nessa Comissão, a Deputada Bel Mesquita (PMDB/PA) foi escolhida para ser a relatora do projeto — isto é, coube a ela examinar os projetos e apresentar a seus colegas da Comissão uma exposição a respeito, manifestando ainda a sua opinião pessoal favorável ou contrária à aprovação dos projetos, devidamente fundamentada. Os pareceres dos relatores não são necessariamente acatados pelos membros das comissões, mas na maioria das vezes exercem uma considerável influência prática.
Pois bem: no dia 9 de junho, a Deputada Bel Mesquita apresentou um relatório contrário aos projetos, propondo à Comissão que sejam rejeitados. A Comissão ainda não deliberou sobre o relatório da Deputada; mas, caso o acate, os projetos de lei serão definitivamente rejeitados e a sua tramitação não terá mais seguimento no Congresso. É importantíssimo, pois, para todos aqueles que querem ver o ensino domiciliar legalizado no Brasil, que os membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados votem contrariamente ao relatório da Deputada Bel Mesquita e favoravelmente aos projetos aos quais ela se opõe, para que eles possam seguir em frente e continuar sua tramitação no Congresso.
No dia 2 de julho, o Segundo Vice-Presidente da Comissão, o Deputado Lobbe Neto (PSDB/SP), apresentou à Comissão um requerimento solicitando que, antes de tomar uma decisão, os membros da Comissão promovam uma audiência pública, para a qual seriam convidados representantes da sociedade e especialistas em educação. Nessa audiência pública eles poderiam expor aos membros da Comissão, oralmente e em pessoa, seus argumentos e experiências com o assunto, debater entre si e responder às dúvidas dos Deputados. Os cidadãos em geral também poderiam comparecer à audiência pública. O Deputado Lobbe Neto sugeriu que fossem convidadas cinco pessoas para palestrar nessa audiência:
(a) um representante do Ministério da Educação, a ser indicado pelo Ministro Fernando Haddad;
(b) o Prof. Peri Mesquida, pós-doutor em educação pela Universidade de Genebra (Suíça) e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba;
(c) o Sr. Cláudio Ferraz Oliver, escritor, mestre em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, e residente nessa cidade;
(d) o Sr. Cléber de Andrade Nunes, designer, residente em Timóteo (MG), pai de dois adolescentes que estão sendo educados em casa por ele próprio e por sua mulher, e atualmente enfrentando ações judiciais que estão sendo divulgadas na imprensa de todo o país; e
(e) o Prof. Luiz Carlos Faria da Silva, doutor em educação pela Universidade Estadual de Campinas e professor da Universidade Estadual de Maringá (PR).
Dentre os cinco possíveis convidados cogitados pelo Deputado Lobbe Neto, espera-se que quatro deles defendam a legalização do ensino domiciliar, enquanto é quase certo que um outro (o representante do Ministério da Educação) critique a proposta. O Sr. Cléber Nunes é notoriamente favorável ao ensino domiciliar e vem suportando uma dura mas heroica luta judicial pelos seus ideais. Quanto aos três professores mencionados, escrevi para eles perguntando sua posição, tendo obtido resposta de dois deles, os Srs. Cláudio Oliver e Luiz Carlos da Silva, que disseram-me ser favoráveis à legalização do ensino domiciliar. Fui informado ainda, por alguém que conhece o Prof. Peri Mesquida, que este também é favorável à legalização.
Quanto ao representante do Ministério da Educação, até o momento as informações de que disponho sugerem que será o Ministro em pessoa, Sr. Fernando Haddad. Ao que tudo indica, é provável que, dentre os cinco oradores, ele seja o único contrário à proposta.
Dessa forma, tudo indica que os adeptos do ensino domiciliar terão nessa audiência pública uma oportunidade muito rara de ver suas propostas defendidas com tempo suficiente e com competência técnica perante os deputados que decidirão a questão.
Acabou de chegar ao meu conhecimento a data e horário em que essa audiência será realizada. Será dia 15 de outubro, quinta-feira, às 10h00 da manhã, na Câmara dos Deputados (a sala exata ainda está por ser definida), em Brasília-DF:
http://www.camara.gov.br/internet/ordemdodia/integras/700646.htm
Como diz o próprio nome, essas audiências são públicas e, portanto, qualquer cidadão tem o direito de comparecer para assisti-las. É muito importante que todos aqueles que têm condições de estar presentes a essa audiência pública compareçam, a fim de prestar seu apoio aos oradores que virão defender o ensino domiciliar e demonstrar aos deputados que há interesse popular no assunto. Esse é um grande momento para a reivindicação do direito ao ensino domiciliar.
Solicito ainda, por gentileza, que divulguem a realização dessa audiência pública entre todos os possíveis interessados.
Atenciosamente,
Felipe Ortiz”
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Acreditem se quiser…
Data do post: 9 de outubro de 2009
Olhem só o que a mania de ser trendy faz com a educação de seus filhos…
(Do editorial da New Criterion)
Cushing Academy, in Ashburnham, Massachusetts, looks like a traditional New England prep school. It boasts the ivied halls, the well-kempt playing fields, a venerable pedigree dating back to 1865. Like the unhappy scarecrow in The Wizard of Oz, however, this bastion of respectable secondary education evidently lacks a brain.
That, as any rate, is what we surmise from the academy’s decision to do away with its library and all of its books.
Yes, you read that aright. Thomas Parkman Cushing, who originally endowed the school, was careful to stipulate that it be provided, in addition to other accoutrements befitting an educational establishment, with a “suitable library.” James Tracy, the current headmaster, finds the whole idea of a library, and the objects they traditionally contain, positively quaint. Speaking to The Boston Globe, he actually said, apparently without embarrassment, “When I look at books, I see an outdated technology, like scrolls before books.” (Did someone whisper, “Barbarian!”? Where is Cushing’s Board of Trustees? Don’t they realize what a disaster this shortsighted capitulation to trendiness is for the school?)
According to the Globe, Cushing is “one of the first schools in the country to abandon its books.” Can we hope that it will also be one of the last? In pursuit of a “bookless campus,” Cushing is disburdening itself of its library’s 20,000 books and spending $500,000 to establish a “learning center”—the name, the Globe reports, is tentative, but whatever they settle on you can be sure the scare quotes will be appropriate. Of course, once you dump a library’s books, you have a lot of extra space to fill, so Cushing (tuition, room, and board $42,850, plus a $1,500 “technology fee”) will be spending $42,000 for some large flat-screen monitors to display data from the Internet as well as $20,000 for “laptop-friendly” study carrels. In place of the reference desk, the Globe reports, Cushing is building “a $50,000 coffee shop that will include a $12,000 cappuccino machine.” So, at a moment when American students are positively inundated with various forms of electronic media competing for, and eroding, their attention, an institution entrusted with (in Thomas Cushing’s words) “strengthening and enlarging the minds of the rising and future generations” decides to jettison one of civilization’s most potent aids in furthering that project. Fifty grand per annum for a school without books. Good work!
Headmaster Tracy, dazzled by all those colored lights and promises of painless instant enlightenment, has betrayed his responsibility as an educator. He has thrown his lot in with the party of “Now,” heedless of the fact that education must embrace the past if it is to prepare for the future. We are reminded of the fellow who, years ago when computers were first becoming a force in schools and universities, put about a rumor of a new device of unimagined sophistication. It promised to put the world’s knowledge at your finger tips. It was small enough to fit in your hands, light enough to be carried anywhere. It required no power apart from human curiosity. It was called the Built-in Orderly Organized Knowledge, or BOOK for short. It is unfortunate that headmaster Tracy didn’t think to acquire some to put next to his new cappuccino machine.
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The Beautiful Tree
Data do post: 8 de setembro de 2009
“Educação, educação, educação!” -Ok, ok, educação é um problema brasileiro e é muito importante. Mas como resolver esse problema? A resposta tradicional de aumentar investimentos no ensino público, para quem não pode pagar, ainda não obteve os resultados que esperávamos. Não haveria algum meio mais eficaz?
Que tal educação privada, gerada e gerida pela própria comunidade? Com todas as suas imperfeições, é essa solução que tem apresentado melhores resultados nas regiões mais pobres do mundo; sem falar que é ela que esteve por trás da educação de nações hoje em dia ricas, antes da universalização e massificação do ensino básico.
Bom, o livro de James Tooley visa mostrar que sim, as pessoas mais pobres podem pagar pela sua própria educação, e o fazem quando têm a oportunidade. E quem dá as aulas? Professores que levam a sério sua vocação, muitas vezes reunindo pequenos grupos na sala de casa; verdadeiros empreendedores da educação. Está aí um livro que deve ser, não apenas inspirador, mas também útil.
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