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Vocação na obscuridade

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 11 de março de 2010

Interessante artigo de Gary North, sobre músicos e intelectuais que trabalharam anos – ou décadas – a fio na mais completa obscuridade para serem fiéis a sua vocação, isto é, a um projeto cuja importância eles perceberam claramente e que ninguém mais no mundo se disporia a fazer. Após décadas de trabalho árduo, solitário e frequentemente não-remunerado, tendo criado uma obra respeitável ou completado um projeto visionário, morreram antes de alcançar qualquer fama (ex: o tradutor do código de Justiniano para o inglês). Mas o mundo lhes é imensamente grato pelos frutos de seus esforços. Graças à internet ou outras novas tecnologias, uma multidão pode agora se beneficiar deles.


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Poland Springs

Arquivado em: História incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 20 de fevereiro de 2010
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Esta matéria séria, porém hilária, de David P. Goldman, a.k.a. Spengler, sobre o empresário de estratégias George Friedman mostra que a profecia pode ser um jogo arriscado quando se antecipa de que, dentro de cinquenta anos, a Polônia será uma potência mundial, de que teremos uma guerra entre os EUA e o eixo japonês-turco e de que o México pode ser importante na geopolítica mundial porque possuirá nove engenheiros de computação tão cruéis quanto um exército.

É ver para crer.


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Pio XII e os judeus

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 19 de fevereiro de 2010

Está prestes a ser digitalizada a série de documentos das ações do Vaticano e do papa Pio XII durante a Segunda Guerra. Ela havia sido publicada em vários volumes há décadas, mas recebeu muito pouca atenção. Sua publicação online deve aumentar o alcance das informações lá contidas. Segundo Gary Krupp, organizador da atual empreitada (e, ele próprio, judeu), a história que emerge dos documentos é muito diferente daquela consagrada na mídia, segundo a qual o papa teria ficado em silêncio e não teria feito nada para ajudar os judeus perseguidos.


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Matteo Ricci, um jesuíta entre a Europa e a China

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 1 de fevereiro de 2010

Está exposto em Washington o mapa mundi que o jesuíta Matteo Ricci, no século XVII, fez para o imperador Wanli da China, no qual o Reino Médio ocupa a posição central. Ao mesmo tempo, o missionário fazia questão de ressaltar, em seus comentários ao longo do mapa, tudo o que a cultura européia e o Cristianismo tinham a oferecer ao grandioso e orgulhoso império chinês.

Uma obra significativa não apenas por seu tamanho e detalhamento, mas também como evidência do encontro de culturas e civilizações até então praticamente isoladas.


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Henrique V

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 30 de janeiro de 2010

Uma nova biografia – bem, na verdade centrada em um ano capital da vida – de Henrique V, rei inglês do início do século XV que conquistou, contra inúmeras circunstâncias contrárias, um grande pedaço do norte da França. Um retrato vivo de um rei único no seu tempo, que combinava extrema devoção, fé e desprezo pelos prazeres mais frívolos de sua época com uma enorme ambição de poder e uma vontade implacável, capaz até de cometer atrocidades.


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O álcool como fonte da civilização

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 19 de janeiro de 2010

Bem, é uma tese.

De fácil preparação, o fermentado de álcool pode ter sido descoberto por acaso. E uma vez descoberto, constituiu um forte motivo para o cultivo de grãos. Não vou dizer que me convence, mas plausível é, e tem algum embasamento empírico. O álcool esteve sempre junto da civilização humana, e de fato é mais simples de se fazer do que o pão, seu eterno complemento/concorrente.


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Gastronomia Medieval

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 15 de dezembro de 2009

Para os aficcionados em Idade Média, mais um presente da Biblioteca Nacional da França: exposição virtual sobre a alimentação na Idade Média. Os hábitos, os pratos, as cozinhas de ricos e pobres, nobres e servos, camponeses e vilões. Das choupanas camponesas, onde as mulheres labutavam atrás das panelas, até as complexas hierarquias de homens nas cozinhas dos mais abastados, está tudo lá, em imagens e textos abundantes.

A maioria das informações e imagens é tirada do livro Tacuinum Sanitatis, ou Mesa da Saúde, que catalogava e descrevia todos os alimentos propícios ao homem, animais e vegetais, com seus efeitos sobre a saúde humana e contra-indicações.

A carne de vaca ou de camelo [o Tacuinum foi originalmente traduzido do árabe], por exemplo, tem o inconveniente de favorecer as afecções melancólicas, e a carne seca e salgada é aconselhável às pessoas ativas e aos fleumáticos. Já os olhos de animais têm a propriedade de aumentar a quantidade de esperma. Comia-se com as mãos (curioso, pois sei também que, a partir de pelo menos o século X, o garfo já era usado), que eram lavadas antes e depois das refeições, e as regras de etiqueta prescreviam que só se utilizasse os três primeiros dedos da mão direita.

Navegue pelas três seções principais exposição (alimentação, cozinha, refeições), clicando nas imagens para ampliá-las. Na página inicial também há outros links para textos e curiosidades (receitas, manual de etiqueta, etc.). A seção principal está disponível também em inglês, mas os textos extras só em francês mesmo.

Por fim, há uma apresentação em flash “Un festin” sobre o banquet de noces, o banquete central do elaborado ritual de casamento, uma série de refeições e eventos que durava até uma semana; ela consiste na análise detalhada de uma imagem, ressaltando e explicando todos os elementos da pintura.

Enfim… Bon appétit!


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Na origem dos EUA… o socialismo?

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 26 de novembro de 2009

Pois é. Muitas das colônias de peregrinos que fugiram da Inglaterra chegaram ao novo mundo com idéias socialistas de organização social, rejeitando toda a concepção européia de hierarquias e propriedade privada como corrompida.

Os colonos de Plymouth colocavam toda a sua produção à disposição dos demais. Todos consumiam do mesmo estoque comum. Por esse motivo, conta-nos o governador da colônia, William Bradford, os homens, especialmente os mais aptos, não queriam trabalhar; preferiam roubar ou passar o tempo no ócio. Todos passavam fome e muitos morreram.

Foi depois de alguns anos que William Bradford mudou o sistema da colônia, dando a cada família sua terra e permitindo-lhes manter os frutos do próprio trabalho. Daí sim a prosperidade começou.

Nessa época de Thanksgiving os americanos lembram-se dos primeiros colonos, e de seu suposto banquete de ação de graças depois de uma colheita farta depois de anos de penúria. O que não sabem é que esse banquete original teve lugar ainda nos anos de socialismo, e que, longe de fartura, os peregrinos estavam morrendo rapidamente de fome e frio.


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Natal Nazista

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 18 de novembro de 2009

Curiosa exposição na Alemanha: como era o Natal nazista. As autoridades queriam tirar dessa festa, que era para elas a celebração do solstício de inverno, a pagã “Julfest”, todas as referências a Jesus Cristo, o bebê judeu na manjedoura. Além de infestar as bolinhas da árvore com suásticas e trocar a estrela por um sol, os líderes do governo alteraram as letras das cantigas natalinas para eliminar todas as referências a Jesus.

Aqui tem mais algumas fotinhos. Só não me perguntem o que fala o texto!


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Vinte anos depois

Arquivado em: História incluído por dicta
Data do post: 9 de novembro de 2009

por Nelson Ascher

Há várias maneiras de abordar os eventos de 1989, que entraram para a história como a queda do Muro de Berlim. Para começar, junto com o desmantelamento, dois anos depois, da União Soviética, eles representam o fim da Guerra Fria, o conflito que, depois da Segunda Guerra Mundial e por quase meio século, dividiu o planeta em dois blocos antagônicos. Eles apresentaram também, para quem tivesse a mente e os olhos abertos, os resultados do maior experimento de engenharia social realizado não com ratinhos de laboratório, mas com gente de verdade. Quando acompanhados de perto, eles pertencem ademais à história de cada nação, de cada uma das sociedades envolvidas. Abordados sob esses variados ângulos, os fatos nos oferecem lições diversas e complementares, um autêntico leque de narrativas que têm em comum, todas elas, a ausência de um final feliz.

A Guerra Fria, como se sabe, foi mais do que um simples embate entre dois blocos em busca da hegemonia. Desde o começo, talvez com mais cinismo entre as lideranças e com mais sinceridade e empenho entre os militantes, ela representou o conflito não só de duas visões de mundo ou de duas formas de organização sócio-política. Ela contrapôs, isto sim, duas concepções da própria natureza humana. Embora –graças a uma espécie consensual de amnésia– elas continuem existindo e se digladiando quase como se todas aquelas décadas não tivessem existido nem produzido resultados concretos, a vantagem de sua competição aberta foi justamente a de propiciar uma comparação visível e mensurável de ambas. Isto se deu porque, desde sua imposição na Rússia e, em seguida, nos países vizinhos, os partidários da engenharia social, isto é, os comunistas, fizeram previsões e promessas verificáveis a olho nu. Leia mais…


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