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Chesterton sobre Thomas More

Arquivado em: História, Literatura incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 29 de junho de 2010

Dia 22 de junho foi dia de S. Thomas More, cuja cabeça rolou por não aceitar Henrique VIII como chefe supremo da Igreja na Inglaterra. Chesterton , quase 500 anos depois, escreveu este breve ensaio em homenagem àquele que Johnson considerava “A pessoa de maior virtude que essas ilhas já produziram”.


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Dicta&Contradicta No. 5 – Katyn

Arquivado em: História incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 9 de junho de 2010
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A nova Dicta traz uma reportagem bastante profunda sobre uma das histórias mais impressionantes do século XX: o massacre de Katyn. Vocês provavelmente souberam da queda do avião que há uns meses matou praticamente toda a cúpula do governo polonês. Eles voltavam de uma cerimônia na floresta de Katyn.

Alguns sortudos também podem ter visto o excelente filme do Andrzej Wajda. Ou lido sobre a recente abertura dos arquivos mais secretos da União Soviética. Pois bem, na Dicta 5 fomos atrás dos nossos amigos da The New Criterion e traduzimos o excelente Katyn: o longo segredo, de Dariusz Tolczyk (isso sim é um nome de respeito!).

Na pesquisa sobre o assunto encontramos alguns vídeos interessante que agora compartilho com vocês. O primeiro, logo aqui embaixo, é uma introdução ao assunto que impressiona sobretudo pelas imagens; o segundo, impagável, fui buscar na Stalin Society do Reino Unido e além de servir como piada mostra como o assunto ainda é mal resolvido: em 2009 um grupo de pessoas ainda se reunia para afirmar que o massacre de Katyn foi uma armação alemã; e por último o trailer do filme do Wajda: quem não viu, veja!

Leia mais…


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90 anos da lei seca

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 3 de maio de 2010
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Em 1920, nos EUA, teve início a lei seca, um dos maiores desastres legislativos da história. Leia, na Smithsonian, a história do lobby anti-álcool e seu líder, Wayne B. Wheeler, o inaugurador dos “grupos de pressão”, essa forma odiosa de se fazer política que continua até hoje.

Fato curioso: a Proibição americana foi muito facilitada por outras duas inovações legais independentes: o imposto de renda (os últimos dias de abril sempre me lembram do quão perversa é essa instituição), que permitiu sancionar a Proibição sem grandes impactos na arrecadação do governo (40% dos impostos antes do IR vinham das bebidas), e – mais surpreendente – o sufrágio feminino. Todo o meu apoio ao voto das mulheres! Mas o fato é que, no início do século XX, grande parte do apoio à proibição vinha de mães de família preocupadas com seus maridos e filhos. Digno de nota também é o forte sentimento anti-germânico que inflamou a campanha.

E assim vemos como boas intenções podem ter resultados políticos catastróficos. Quando os santos das boas causas políticas vão entender que, muitas vezes, amar o próximo significa deixá-lo em paz?


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Aramaico ressurrecto

Arquivado em: História, Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 15 de abril de 2010

O aramaico, língua franca do Oriente Médio até a expansão do Islã (que trouxe consigo o árabe), hoje em dia se restringe a três vilas da Síria. Para que ele não seja completamente perdido em poucas gerações (era, afinal, a língua falada no tempo de Jesus Cristo, e uma das línguas da Bíblia), foi fundado um instituto para ensiná-lo e difundi-lo. Infelizmente, certas semelhanças com o hebraico vêm causando problemas com as autoridades políticas…


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Albert Jay Nock, a massa e o “remanescente”

Arquivado em: História, Literatura incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 25 de março de 2010

Albert Jay Nock era o que podemos chamar de membro da velha direita americana, um tipo de pensamento quase inexistente hoje em dia, quando falar em direita significa falar de neo-conservadores, militaristas e populistas, com um certo pendor anti-intelectual.

Nock pertenceu a outro mundo: erudito, cosmopolita, crítico ferrenho do poder estatal (inclusive das guerras supostamente patrióticas) e, é preciso admitir, elitista; mas elitista do espírito! Elitista no sentido de não botar grandes esperanças na massa, isto é, na maioria da população, composta de pessoas incapazes de extrair conclusões de princípios abstratos ou, o que talvez seja até mais comum, de tornar essas conclusões algo real em suas vidas. Há, contudo, em toda e qualquer sociedade, uma minoria, um “remanescente”, um grupo de indivíduos diferenciados, totalmente desorganizado e espalhado por todos os grupos sociais (pobres, ricos, homens, mulheres, intelectuais e profissionais; a maioria de todos esses são membros da massa; um ou outro pertence ao “remanescente”), capazes de pensar seriamente e dispostos a viver de acordo com o que pensam. É o trabalho desses que sustenta espiritualmente qualquer sociedade e que lhe garante a possibilidade da permanência.

Neste artigo, de 1936, tomando inspiração no profeta Isaías, em Platão e Marco Aurélio, Nock fala da escolha que se coloca para todo intelectual ou profissional: trabalhar para a massa ou para o “remanescente”. Apelar ao mínimo denominador comum ou produzir algo de valor real; dar à massa o que ela quer ou oferecer algo que, embora acessível a todos, será querido por poucos: a excelência. É um dilema entre aparência e substância, entre fama no presente e um legado duradouro (embora talvez anônimo). Quanto à massa, quanto mais se conhece, menos esperança se tem; sobre o “remanescente”, nada se sabe fora dois fatos: 1) ele existe; 2) ele te encontrará.

Talvez seja minha formação moderna e democrática, mas tenho dificuldade em enxergar com tão maus olhos o grosso dos seres humanos. Ainda assim, o artigo tem seu poder inspirador e toca em verdades que nós, de tempos mais igualitários, temos medo de aceitar.

Versão traduzida indicada pelo leitor: http://www.aristoi.com.br/node/42


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Vocação na obscuridade

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 11 de março de 2010

Interessante artigo de Gary North, sobre músicos e intelectuais que trabalharam anos – ou décadas – a fio na mais completa obscuridade para serem fiéis a sua vocação, isto é, a um projeto cuja importância eles perceberam claramente e que ninguém mais no mundo se disporia a fazer. Após décadas de trabalho árduo, solitário e frequentemente não-remunerado, tendo criado uma obra respeitável ou completado um projeto visionário, morreram antes de alcançar qualquer fama (ex: o tradutor do código de Justiniano para o inglês). Mas o mundo lhes é imensamente grato pelos frutos de seus esforços. Graças à internet ou outras novas tecnologias, uma multidão pode agora se beneficiar deles.


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Poland Springs

Arquivado em: História incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 20 de fevereiro de 2010
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Esta matéria séria, porém hilária, de David P. Goldman, a.k.a. Spengler, sobre o empresário de estratégias George Friedman mostra que a profecia pode ser um jogo arriscado quando se antecipa de que, dentro de cinquenta anos, a Polônia será uma potência mundial, de que teremos uma guerra entre os EUA e o eixo japonês-turco e de que o México pode ser importante na geopolítica mundial porque possuirá nove engenheiros de computação tão cruéis quanto um exército.

É ver para crer.


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Pio XII e os judeus

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 19 de fevereiro de 2010

Está prestes a ser digitalizada a série de documentos das ações do Vaticano e do papa Pio XII durante a Segunda Guerra. Ela havia sido publicada em vários volumes há décadas, mas recebeu muito pouca atenção. Sua publicação online deve aumentar o alcance das informações lá contidas. Segundo Gary Krupp, organizador da atual empreitada (e, ele próprio, judeu), a história que emerge dos documentos é muito diferente daquela consagrada na mídia, segundo a qual o papa teria ficado em silêncio e não teria feito nada para ajudar os judeus perseguidos.


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Matteo Ricci, um jesuíta entre a Europa e a China

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 1 de fevereiro de 2010

Está exposto em Washington o mapa mundi que o jesuíta Matteo Ricci, no século XVII, fez para o imperador Wanli da China, no qual o Reino Médio ocupa a posição central. Ao mesmo tempo, o missionário fazia questão de ressaltar, em seus comentários ao longo do mapa, tudo o que a cultura européia e o Cristianismo tinham a oferecer ao grandioso e orgulhoso império chinês.

Uma obra significativa não apenas por seu tamanho e detalhamento, mas também como evidência do encontro de culturas e civilizações até então praticamente isoladas.


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Henrique V

Arquivado em: História incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 30 de janeiro de 2010

Uma nova biografia – bem, na verdade centrada em um ano capital da vida – de Henrique V, rei inglês do início do século XV que conquistou, contra inúmeras circunstâncias contrárias, um grande pedaço do norte da França. Um retrato vivo de um rei único no seu tempo, que combinava extrema devoção, fé e desprezo pelos prazeres mais frívolos de sua época com uma enorme ambição de poder e uma vontade implacável, capaz até de cometer atrocidades.


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