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A morte nas esferas pública e privada

Arquivado em: Filosofia, Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 20 de agosto de 2010

Não sabemos lidar com a morte. Com menos gente morrendo “fora de hora” (o que é bom), pensamos menos nela. Ao mesmo tempo, a mídia e a Internet confundem as esferas pública e privada. Antes, saber que alguém distante morreu era só mais um fato abstrato; agora temos que ver a mãe chorando na TV e os vídeos-tributo que os amigos publicaram no Youtube. Sentimentos privados vêm a público, e todos se sentem obrigados a partilhar do sofrimento de quem era próximo. Pior: confundimos isso com respeito.

“Que homem bom: ele sente profundamente a morte de todos os seres humanos” – isso pode bem ser verdade, mas as poucas pessoas que de fato sentem assim só se encaixam em dois tipos de vida: se acreditam numa transcendência, vida dedicada à oração ou ritos propiciatórios para os que se foram. Se atéias, vida melancólica contemplando a tragédia da humanidade destinada aos vermes. Claro, a imensa maioria não está nem aí para a morte de desconhecidos, caso contrário viveríamos em luto constante, pois tem sempre alguém morrendo.

Ficamos tristes quando morre alguém próximo. Quanto mais conhecemos sua vida, mas tocados ficaremos em saber de seu fim. Mas se desconheço o morto e não tenho relação com seus entes próximos, por que manter a pose e condenar como “desrespeitoso” quem não entre no jogo? Quem nunca riu com o Darwin Awards que atire a primeira pedra.

Continue a leitura no Terra à Vista.


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A importância do toque

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 21 de julho de 2010

E a ciência mais uma vez nos dá evidências de algo que já era pressentido pela maioria. O contato físico direto, o toque, faz diferença em nossas relações com pessoas e objetos. Ter um livro em mãos é muito diferente de ler na tela do computador. O texto na tela parece menos real; a carta manuscrita tem mais importância que a datilografada; até o email impresso parece mais sério do que o lido na tela. Claro que a diferença é meramente psicológica. Mas dado que não somos puros “entes de razão”, esses efeitos psicológicos devem ser levados em conta, pois afetam a todos em algum grau.


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Ética no berço

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 11 de maio de 2010

Segundo pesquisadores de Yale, bebês de 6 meses já têm um sentido rudimentar de certo e errado. Nem todos os juízos morais, aparentemente, são condicionados pelas condições externas.

Claro que isso não funciona para todos. Eu mesmo sempre torci para os dragões e bruxas nos filmes da Disney. Mas se alguém tirava meu brinquedo, dá-lhe mordidas.


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Por que não cometer suicídio?

Arquivado em: Psicologia, Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 6 de fevereiro de 2010

Charlotte Raven, inglesa de classe média alta, foi diagnosticada com a doença de Huntington. É uma síndrome raríssima, mas relativamente famosa nos últimos anos graças à série House (pelo menos foi assim que eu fiquei sabendo dela). Pouco a pouco, o cérebro se degenera, e a pessoa perde o controle dos próprios movimentos (contorções e espasmos involuntários dos membros) e torna-se sentimentalmente instável e intelectualmente débil. A morte demora a vir, mas a incapacitação para o convívio social chega rápido. Os primeiros sintomas manifestam-se, em geral, por volta dos quarenta anos (idade de Charlotte). Uma vez detectado o gene da doença, é certo que o indivíduo, cedo ou tarde, apresentará os sintomas. Não há cura conhecida.

Em suma, descobrir que se é portador do gene não é uma notícia fácil de digerir. Dá para entender porque muitos consideram o suicídio. E foi essa a decisão inicial de Charlotte: se matar. A questão era como: dose de heroína letal num quarto de hotel; algo menos dramático em casa; quem sabe uma passada na sede da Dignitas (empresa que faz eutanásia), na Suíça. Tinha também que justificar a própria escolha para o marido, que não aceitava, e para a filha, pequena demais para ser devidamente informada sobre a situação da mãe. Foi com o tempo, com um auto-conhecimento mais profundo e com uma visita a uma vila de doentes na Venezuela que Charlotte mudou sua decisão, e escolheu viver. Leiam a história completa aqui.


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De como o rigorismo leva ao contrário do bem visado

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 19 de dezembro de 2009

Recomenda-se que jovens de até 15 anos nem sequer toquem numa bebida alcoólica; nem o golinho da champagne do pai no dia 31. Seria essa a atitude mais sensata para se instituir em casa, em vista do número crescente de jovens com problema de alcoolismo? Só se quisermos promover ainda mais a cultura da falta de critério na qual esse mal floresce.

Ainda bem que não sou só eu que penso assim. De fato: até poucas gerações atrás o álcool era visto como uma parte da vida, não algo extremamente divertido mas proibido.

Li uma vez (pena que esqueci onde foi) que tem aumentado tanto o alcoolismo juvenil quanto o número de jovens que não bebem at all. É o equilíbrio e a prudência que se tornam cada vez mais raros.


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De onde vêm as mulheres?

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 13 de dezembro de 2009

Quem constrói as chamadas “identidades de gênero” – é difícil não detestar o termo. Na linguagem comum, que não foi construída para se adequar a alguma ideologia, de onde vêm as diferenças comportamentais entre homens e mulheres?

As ciências humanas, imbuídas em geral de uma tendência igualitária, enxergam a causa na sociedade. Já a biologia evolucionária enxerga-a na própria natureza, para horror das feministas radicais de plantão. Este artigo, do City Journal, comenta um pouco sobre esse combate no qual a biologia (neurociência e psicologia evolucionária) tem se saído melhor do que a antropologia e sociologia tradicionais.


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Psicoterapia e arte

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 8 de outubro de 2009

Uma resenha da filósofa Mary Midgley sobre o livro do psicoterapeuta David Brazier, Love and its dissapointment. Arte e terapia têm, na sua origem, o amor, e deveriam (especialmente a terapia) dedicar sua atenção mais para o mundo externo (das outras pessoas e das coisas) do que exclusivamente para os conflitos e problemas internos do indivíduo.


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Seria, a propaganda, do mal?

Arquivado em: Psicologia, Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 30 de setembro de 2009

Qual é o grande problema com as propagandas? Por que é que todo mundo tem alguma propaganda que gostaria de proibir? O que está por trás dessa mentalidade, que vai aos poucos corroendo nossa liberdade de expressão?

Vimos recentemente a tirada do ar da infeliz campanha publicitária da Vovó Safalda, que fez sucesso entre a molecada conscientizada com seu sábio conselho à netinha: “Mas quem falou em casamento? Eu tô falando em sexo!”. Claro que é bem triste ver uma senhora, que devia ser respeitada por sua experiência e sabedoria, por sua capacidade de ir além dos desejos de curto prazo, capitular para a mentalidade de um adolescente tarado e hedonista. Se bem que, perto do que se vê na televisão, essa propaganda era até bem casta. É no mínimo curioso que sensibilidades que agüentaram incólumes décadas de Malhação e Xuxa tenham sido mortalmente feridas ao ouvir uma vovó dizer a palavra “sexo”.

Continue a leitura no Terra à Vista.


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A neurociência é uma balela?

Arquivado em: Psicologia incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 31 de agosto de 2009

A afirmação é minha , é claro

(afinal, alguém tem de ser provocador por aqui, neste recanto de bons moços)

mas é o que dá a entender depois de ler este artigo do

(único e inclassíficavel e guru dos jovens conservadores – o que não é o meu caso)

Roger Scruton.


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Para começar bem o sábado de manhã…

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 20 de junho de 2009

…Que tal uma discussão religiosa?

Ou quase isso. Mais um artigo sobre os impactos neurológicos da fé.
Ao que tudo indica, diferentes religiões (ou ao menos diferentes jeitos de se ser religioso) têm conseqüências diferentes para o corpo do fiel.

Só cuidado com o viés da reportagem, bem intencionado mas questionável, segundo o qual o cultivo de boas disposições neurológicas deve ser o objetivo, e a religião apenas um meio.


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