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Por que não cometer suicídio?

Arquivado em: Psicologia, Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 6 de fevereiro de 2010

Charlotte Raven, inglesa de classe média alta, foi diagnosticada com a doença de Huntington. É uma síndrome raríssima, mas relativamente famosa nos últimos anos graças à série House (pelo menos foi assim que eu fiquei sabendo dela). Pouco a pouco, o cérebro se degenera, e a pessoa perde o controle dos próprios movimentos (contorções e espasmos involuntários dos membros) e torna-se sentimentalmente instável e intelectualmente débil. A morte demora a vir, mas a incapacitação para o convívio social chega rápido. Os primeiros sintomas manifestam-se, em geral, por volta dos quarenta anos (idade de Charlotte). Uma vez detectado o gene da doença, é certo que o indivíduo, cedo ou tarde, apresentará os sintomas. Não há cura conhecida.

Em suma, descobrir que se é portador do gene não é uma notícia fácil de digerir. Dá para entender porque muitos consideram o suicídio. E foi essa a decisão inicial de Charlotte: se matar. A questão era como: dose de heroína letal num quarto de hotel; algo menos dramático em casa; quem sabe uma passada na sede da Dignitas (empresa que faz eutanásia), na Suíça. Tinha também que justificar a própria escolha para o marido, que não aceitava, e para a filha, pequena demais para ser devidamente informada sobre a situação da mãe. Foi com o tempo, com um auto-conhecimento mais profundo e com uma visita a uma vila de doentes na Venezuela que Charlotte mudou sua decisão, e escolheu viver. Leiam a história completa aqui.


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De como o rigorismo leva ao contrário do bem visado

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 19 de dezembro de 2009

Recomenda-se que jovens de até 15 anos nem sequer toquem numa bebida alcoólica; nem o golinho da champagne do pai no dia 31. Seria essa a atitude mais sensata para se instituir em casa, em vista do número crescente de jovens com problema de alcoolismo? Só se quisermos promover ainda mais a cultura da falta de critério na qual esse mal floresce.

Ainda bem que não sou só eu que penso assim. De fato: até poucas gerações atrás o álcool era visto como uma parte da vida, não algo extremamente divertido mas proibido.

Li uma vez (pena que esqueci onde foi) que tem aumentado tanto o alcoolismo juvenil quanto o número de jovens que não bebem at all. É o equilíbrio e a prudência que se tornam cada vez mais raros.


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De onde vêm as mulheres?

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 13 de dezembro de 2009

Quem constrói as chamadas “identidades de gênero” – é difícil não detestar o termo. Na linguagem comum, que não foi construída para se adequar a alguma ideologia, de onde vêm as diferenças comportamentais entre homens e mulheres?

As ciências humanas, imbuídas em geral de uma tendência igualitária, enxergam a causa na sociedade. Já a biologia evolucionária enxerga-a na própria natureza, para horror das feministas radicais de plantão. Este artigo, do City Journal, comenta um pouco sobre esse combate no qual a biologia (neurociência e psicologia evolucionária) tem se saído melhor do que a antropologia e sociologia tradicionais.


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Psicoterapia e arte

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 8 de outubro de 2009

Uma resenha da filósofa Mary Midgley sobre o livro do psicoterapeuta David Brazier, Love and its dissapointment. Arte e terapia têm, na sua origem, o amor, e deveriam (especialmente a terapia) dedicar sua atenção mais para o mundo externo (das outras pessoas e das coisas) do que exclusivamente para os conflitos e problemas internos do indivíduo.


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Seria, a propaganda, do mal?

Arquivado em: Psicologia, Sociedade incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 30 de setembro de 2009

Qual é o grande problema com as propagandas? Por que é que todo mundo tem alguma propaganda que gostaria de proibir? O que está por trás dessa mentalidade, que vai aos poucos corroendo nossa liberdade de expressão?

Vimos recentemente a tirada do ar da infeliz campanha publicitária da Vovó Safalda, que fez sucesso entre a molecada conscientizada com seu sábio conselho à netinha: “Mas quem falou em casamento? Eu tô falando em sexo!”. Claro que é bem triste ver uma senhora, que devia ser respeitada por sua experiência e sabedoria, por sua capacidade de ir além dos desejos de curto prazo, capitular para a mentalidade de um adolescente tarado e hedonista. Se bem que, perto do que se vê na televisão, essa propaganda era até bem casta. É no mínimo curioso que sensibilidades que agüentaram incólumes décadas de Malhação e Xuxa tenham sido mortalmente feridas ao ouvir uma vovó dizer a palavra “sexo”.

Continue a leitura no Terra à Vista.


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A neurociência é uma balela?

Arquivado em: Psicologia incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 31 de agosto de 2009

A afirmação é minha , é claro

(afinal, alguém tem de ser provocador por aqui, neste recanto de bons moços)

mas é o que dá a entender depois de ler este artigo do

(único e inclassíficavel e guru dos jovens conservadores – o que não é o meu caso)

Roger Scruton.


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Para começar bem o sábado de manhã…

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 20 de junho de 2009

…Que tal uma discussão religiosa?

Ou quase isso. Mais um artigo sobre os impactos neurológicos da fé.
Ao que tudo indica, diferentes religiões (ou ao menos diferentes jeitos de se ser religioso) têm conseqüências diferentes para o corpo do fiel.

Só cuidado com o viés da reportagem, bem intencionado mas questionável, segundo o qual o cultivo de boas disposições neurológicas deve ser o objetivo, e a religião apenas um meio.


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Entrevista com Dr. Victor Frankl

Arquivado em: Psicologia incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 4 de julho de 2008

Esta é a segunda parte (de três) de uma entrevista dada pelo Dr. Victor Frankl, psicólogo austríaco, ao mesmo tempo sucessor de Freud e crítico de muitas posições do pai da psicanálise. Mesmo para leigos nessa ciência, como eu, fica a forte impressão de que ele captou alguns princípios essenciais do funcionamento da psique humana.

Este trecho, em especial, é particularmente marcante.


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