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Ninguém está a salvo

Filed under: Artes plásticas incluído por Martim Vasques da Cunha
Data do post: 17 de novembro de 2011

Nem mesmo Frank Miller, o sujeito que nos deu O Cavaleiro das Trevas e Os 300 de Esparta, principalmente depois das seguintes declarações sobre o movimento “Ocupem Wall Street”:

Everybody’s been too damn polite about this nonsense:

The “Occupy” movement, whether displaying itself on Wall Street or in the streets of Oakland (which has, with unspeakable cowardice, embraced it) is anything but an exercise of our blessed First Amendment. “Occupy” is nothing but a pack of louts, thieves, and rapists, an unruly mob, fed by Woodstock-era nostalgia and putrid false righteousness. These clowns can do nothing but harm America.

“Occupy” is nothing short of a clumsy, poorly-expressed attempt at anarchy, to the extent that the “movement” – HAH! Some “movement”, except if the word “bowel” is attached – is anything more than an ugly fashion statement by a bunch of iPhone, iPad wielding spoiled brats who should stop getting in the way of working people and find jobs for themselves.

This is no popular uprising. This is garbage. And goodness knows they’re spewing their garbage – both politically and physically – every which way they can find.

Wake up, pond scum. America is at war against a ruthless enemy.

Maybe, between bouts of self-pity and all the other tasty tidbits of narcissism you’ve been served up in your sheltered, comfy little worlds, you’ve heard terms like al-Qaeda and Islamicism.

And this enemy of mine — not of yours, apparently – must be getting a dark chuckle, if not an outright horselaugh – out of your vain, childish, self-destructive spectacle.

In the name of decency, go home to your parents, you losers. Go back to your mommas’ basements and play with your Lords Of Warcraft.

Or better yet, enlist for the real thing. Maybe our military could whip some of you into shape.

They might not let you babies keep your iPhones, though. Try to soldier on.

Schmucks.

FM

E não é que ele está falando a verdade que todos sabem, mas têm medo de dizer?

Pois bem: só por causa dessa declaração, Frank Miller foi escorraçado pela maioria dos seus pares e boa parte da grande mídia americana tenta renegá-lo, jogando-o na vala do esquecimento.

Conseguirão?

Pouco provável: Miller é um dos poucos em seu meio que pode ser chamado de “titã” e, por isso mesmo, tem a capacidade de expressar suas opiniões de forma independente, sem se importar com o politicamente correto que impera nos meios artísticos ocidentais.

O problema é outro: como contra-argumento, os opositores de Miller usam a imagem acima como contestação de seus argumentos, indignados, como se o homem que escreveu a cena acima não pudesse compreender o que está realmente em jogo em um movimento que supostamente seria contra o poder estabelecido.

Isso sim é o jogo sujo: tentam forçar uma ideologia em algo que jamais teve essa intenção, manipulando suas verdadeiras aspirações.

A cena mostra que, de fato, há uma coerência entre o Miller de vinte anos atrás e o Miller de agora. Ambos sempre foram contra o poder – a missão primordial de qualquer artista que se preze, em qualquer meio que atue.

E o “Ocupem Wall Street”, assim como qualquer movimento político que tenha mais de quatro pessoas organizadas, é justamente um elogio do poder.

Foi isto que Miller compreendeu como poucos e que agora a grande mídia tenta abafar.

Ainda assim, ah de quem for contra o rebanho! Será posto no ostracismo e chegará ao ponto de sequer ser convidado nem para a quermesse da igreja do bairro.

Como diria W.H. Auden:

Fight back, then, with such courage as you have

And every unchilvarous dodge you know of,

Clear in your conscience on this:

Their cause, if they had one, is nothing to them now;

They hate for hate´s sake


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Google Art

Filed under: Artes plásticas incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 18 de fevereiro de 2011
Tags: , ,

Mais um benefício da revolução que é a Internet. O Google tem agora um site que permite acessar o acervo de grandes museus ao redor do mundo com imagens de alta resolução. Não exatamente substitui uma visita aos originais, mas ao menos dá um gostinho. Foi-se a era dos caros catálogos de museu?


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O Natal na Arte

Filed under: Artes plásticas incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 22 de dezembro de 2010

A prova de que o Natal não precisa ser cafona. Já que nossa revista não tem (ainda) o cacife para mandar seus leitores à Europa, podemos ao menos apontar o dedo.

O Museo Nacional del Prado, de Madri, iniciou uma nova exposição de parte de seu acervo: quadros ligados à Natividade.  Da Anunciação à Fuga ao Egito, do século XV ao XVIII. É só clicar na bolha com o tema, clicar no quadro particular e clicar mais uma vez no botão para expandir a imagem; a qualidade das fotos em geral está bem alta; dá-se zoom máximo sem borrar. Memling, El Greco – cuja Anunciação é um dos pontos mais altos de uma exposição cuja média já está nas alturas -, Fra Angelico; preparações para um Natal mais feliz do que exércitos de papais Noel tocando instrumentos de jazz.


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Exclusivo dos EUA – visita ao MOMA

Filed under: Artes plásticas incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 29 de setembro de 2010

Uma viagem parte turística, parte médica, tem me mantido ocupado aqui nos EUA e um tanto distante deste site. Mas agora que as coisas acalmaram, e que a Dicta terá, por um mês, um correspondente exclusivo em Baltimore, MD (“the greatest city in America”; ou pelo menos é o que está escrito nos bancos públicos ao longo do cais), tenho tempo de sobra para compartilhar as vivências culturais e sociais do coração do império.

Quero começar pela minha incursão ao MoMA (não vá ser grosseiro a ponto de errar as maiúsculas e minúsculas!) em Nova Iorque. Sim, sim, lá estão grandes clássicos da arte moderna (o Noite Estrelada de Van Gogh é, merecidamente, o maior destaque da casa); peguei até uma mostra especial de Matisse.

Mas para quê perder tempo com história antiga? O melhor da festa é o andar de arte contemporânea. Já de entrada se é brindado com cenas de muito bom-gosto em franca discordância com a moralidade sexual catoburgopuritana e uma mini-mostra de quadros protesto das “Guerrilla Girls”, que vai chacoalhar todos os seus preconceitos de gênero e raça.

Já devidamente conscientizado, pude elevar minha experiência estética com a obra de um artista – quem diria -brasileiro: Cildo Meireles. Vejam só a obra-prima (“first time on view at the MoMA”)  que me aguardava.

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foto (1)
Thread, por Cildo Meireles

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Você é filisteu o bastante para ter achado que se trata apenas de um enorme bloco de feno? Think again

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Ah bom! São preocupações políticas e filosóficas.
Por pouco que não perco as conotações políticas e filosóficas. Obrigado, staff do MoMA!

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Por mim, passaria horas naquela sala. Contudo, o doce aroma do feno que aos poucos adentrava minhas narinas acabou tendo um efeito diurético, e logo mais era minha vez de ter preocupações políticas e filosóficas enquanto promovia uma mistura de substâncias. Cota periódica de arte contemporânea: preenchida.


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Arte Sacra Espanhola

Filed under: Artes plásticas incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 30 de maio de 2010

Ficou exposto nesta primeira metade do ano, em Londres e depois em Washington, uma exposição de artistas sacros espanhóis dos século XVII. No site da National Gallery of Art, de Washington, o leitor da Dicta pode ver os destaques da exposição num tour virtual com explicações em inglês (é só clicar no Exibition Highlights, à direita).

O título da exposição, The Sacred Made Real, vai bem ao ponto: a arte sacra do fim do século de ouro espanhol é dotada de um realismo marcante, sem perder a simbologia e o poder de transportar para além da mera aparência sensível e nos remeter ao sobrenatural.


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Estaria a arte ficando bela?

Filed under: Artes plásticas incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 14 de dezembro de 2009

É o que acha o colunista Alastair Sooke, comentando Richard Wright, o vencedor do último prêmio Turner (que costuma premiar as obras mais chocantes e transgressoras) e a safra artística recente. Teria a beleza voltado à arte depois de décadas de culto à transgressão e ao choque pelo choque?

James Bowman tem suas dúvidas. Não seria esse suposto novo amor pela beleza apenas mais um estratagema de chocar a audiência, agora que perversões sexuais, lixo e destruição não são mais capazes de fazê-lo? Continuamos, diz Bowman, no mesmo jogo superficial de modas artísticas; nada de valor duradouro sairá daí. Como é, de fato, o caso de Wright, cuja obra é uma pintura de parede com data para ser apagada…


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Direto da sacristia

Filed under: Artes plásticas,Religião incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 20 de novembro de 2009

Se antes falei da arte islâmica, agora trago algo da arte católica. Vejam que legal: a igreja de S. João de Latrão, em Roma, agora pode ser explorada virtualmente. A resolução das imagens é excelente, permitindo muitas ampliações sem perder nitidez. Selecione o ponto do mapa para onde você quer ir. Uma vez lá, expere seu computador baixar as imagens e depois olhe para os lados, para cima, para baixo e para trás com as setas do teclado. No canto inferior direito da tela, há botões de controle do zoom.

“Pô, mas ver igreja na Internet? Que carolice!” – Meu caro, clique no link e veja as imagens antes de qualquer comentário; você vai se impressionar. O patrimônio artístico presente na catedral deve encantar até mesmo os mais convictos secularistas.


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Arte Islâmica

Filed under: Artes plásticas incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 1 de novembro de 2009

Quem estiver em Paris no fim deste ano até março de 2010 pode conferir a exposição de arte islâmica, que reúne muitas obras e artefatos históricos da coleção Khalili.

Por sorte encontrei neste site um belo panorama da exposição, com muitas explicações e imagens. Em cada seção da barra verde horizontal, há textos explicativos e ilustrados. O último item de cada seção é um slide-show de imagens. Mapas, caligrafias, figuras humanas (sim, até do profeta Maomé), objetos decorativos revelam grande sofisticação estética. Indianos, chineses, iranianos, árabes, turcos, norte-africanos, as culturas que fazem ou fizeram parte do Islã são muitas, e as diferenças de estilo são visíveis aqui.

A seção final, à extrema direita, é para aqueles com pendor mais lúdico. Divirta-se fazendo montagens com a caligrafia islâmica, com mosaicos ou, ainda, com um mapa da expansão do Islã ao longo dos séculos.


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La Bella Principessa

Filed under: Artes plásticas incluído por Rodrigo Duarte Garcia
Data do post: 13 de outubro de 2009
La Bella Principessa
La Bella Principessa

La Bella Principessa

O Times de hoje dá a notícia de uma das descobertas mais extraordinárias dos últimos tempos: um retrato obscuro, vendido pela Christie’s em 1998 – e então catalogado como “Escola Alemã, início do século XIX” -, acaba de ser identificado como um verdadeiro Da Vinci.

A prova definitiva foi a impressão digital encontrada no canto superior esquerdo da tela, idêntica àquela atribuída a Leonardo no seu São Jerônimo. Os testes de Carbono-14 confirmaram a data para um período entre 1440-1650, e tudo indica que a menina na pintura – “La Bella Principessa” - é Bianca Sforza, filha do duque de Milão.


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Jogos de príncipes, jogos de vilões

Filed under: Artes plásticas incluído por Joel Pinheiro
Data do post: 4 de outubro de 2009
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Domingo é dia de descanso, dia lúdico. Que tal aproveitá-lo numa exposição que une arte e história? Pois essa é sua chance de fazê-lo sem sair do computador. A Biblioteca Nacional da França hospeda algumas exposições virtuais. Uma delas, divertida e educativa, é sobre os jogos (de cartas, de tabuleiro, de dados) ao longo da história.

Funciona assim: entrem no link abaixo, que já é a página da exposição. A cada página, vocês verão diversas imagens históricas (da Antigüidade ao século XVIII) com um texto explicativo geral ao lado. Se clicar na imagem, ela é ampliada e um texto específico sobre ela é mostrado. Vá passando de página em página (por meio da seta no canto inferior direito) por todas as três seções da exposição: “A face negra do jogo”, “o prazer do jogo” e a “sociedade lúdica”.

Há algumas figuras que são verdadeiramente graciosas, como esta.

A exposição começa aqui. Como é de se esperar num site francês, o texto é em francês. Quem não souber o idioma não se desestimule! É perfeitamente possível apreciá-la só pelas imagens.


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