Estaria a arte ficando bela?
Data do post: 14 de dezembro de 2009
É o que acha o colunista Alastair Sooke, comentando Richard Wright, o vencedor do último prêmio Turner (que costuma premiar as obras mais chocantes e transgressoras) e a safra artística recente. Teria a beleza voltado à arte depois de décadas de culto à transgressão e ao choque pelo choque?
James Bowman tem suas dúvidas. Não seria esse suposto novo amor pela beleza apenas mais um estratagema de chocar a audiência, agora que perversões sexuais, lixo e destruição não são mais capazes de fazê-lo? Continuamos, diz Bowman, no mesmo jogo superficial de modas artísticas; nada de valor duradouro sairá daí. Como é, de fato, o caso de Wright, cuja obra é uma pintura de parede com data para ser apagada…
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Direto da sacristia
Data do post: 20 de novembro de 2009
Se antes falei da arte islâmica, agora trago algo da arte católica. Vejam que legal: a igreja de S. João de Latrão, em Roma, agora pode ser explorada virtualmente. A resolução das imagens é excelente, permitindo muitas ampliações sem perder nitidez. Selecione o ponto do mapa para onde você quer ir. Uma vez lá, expere seu computador baixar as imagens e depois olhe para os lados, para cima, para baixo e para trás com as setas do teclado. No canto inferior direito da tela, há botões de controle do zoom.
“Pô, mas ver igreja na Internet? Que carolice!” – Meu caro, clique no link e veja as imagens antes de qualquer comentário; você vai se impressionar. O patrimônio artístico presente na catedral deve encantar até mesmo os mais convictos secularistas.
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Arte Islâmica
Data do post: 1 de novembro de 2009
Quem estiver em Paris no fim deste ano até março de 2010 pode conferir a exposição de arte islâmica, que reúne muitas obras e artefatos históricos da coleção Khalili.
Por sorte encontrei neste site um belo panorama da exposição, com muitas explicações e imagens. Em cada seção da barra verde horizontal, há textos explicativos e ilustrados. O último item de cada seção é um slide-show de imagens. Mapas, caligrafias, figuras humanas (sim, até do profeta Maomé), objetos decorativos revelam grande sofisticação estética. Indianos, chineses, iranianos, árabes, turcos, norte-africanos, as culturas que fazem ou fizeram parte do Islã são muitas, e as diferenças de estilo são visíveis aqui.
A seção final, à extrema direita, é para aqueles com pendor mais lúdico. Divirta-se fazendo montagens com a caligrafia islâmica, com mosaicos ou, ainda, com um mapa da expansão do Islã ao longo dos séculos.
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La Bella Principessa
Data do post: 13 de outubro de 2009
La Bella Principessa
O Times de hoje dá a notícia de uma das descobertas mais extraordinárias dos últimos tempos: um retrato obscuro, vendido pela Christie’s em 1998 – e então catalogado como “Escola Alemã, início do século XIX” -, acaba de ser identificado como um verdadeiro Da Vinci.
A prova definitiva foi a impressão digital encontrada no canto superior esquerdo da tela, idêntica àquela atribuída a Leonardo no seu São Jerônimo. Os testes de Carbono-14 confirmaram a data para um período entre 1440-1650, e tudo indica que a menina na pintura – “La Bella Principessa” - é Bianca Sforza, filha do duque de Milão.
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Jogos de príncipes, jogos de vilões
Data do post: 4 de outubro de 2009
Domingo é dia de descanso, dia lúdico. Que tal aproveitá-lo numa exposição que une arte e história? Pois essa é sua chance de fazê-lo sem sair do computador. A Biblioteca Nacional da França hospeda algumas exposições virtuais. Uma delas, divertida e educativa, é sobre os jogos (de cartas, de tabuleiro, de dados) ao longo da história.
Funciona assim: entrem no link abaixo, que já é a página da exposição. A cada página, vocês verão diversas imagens históricas (da Antigüidade ao século XVIII) com um texto explicativo geral ao lado. Se clicar na imagem, ela é ampliada e um texto específico sobre ela é mostrado. Vá passando de página em página (por meio da seta no canto inferior direito) por todas as três seções da exposição: “A face negra do jogo”, “o prazer do jogo” e a “sociedade lúdica”.
Há algumas figuras que são verdadeiramente graciosas, como esta.
A exposição começa aqui. Como é de se esperar num site francês, o texto é em francês. Quem não souber o idioma não se desestimule! É perfeitamente possível apreciá-la só pelas imagens.
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Exposição imperdível da arte medieval…. bem longe daqui
Data do post: 24 de junho de 2009
Que bela nova exposição no Metropolitan de Nova Iorque: 50 desenhos da Idade Média feitos por monges ao longo de 5 séculos. E não é que eles sabiam desenhar? Para aqueles que, como eu, não têm conexão direta e imediata para a grande maçã, há um pequeno slide-show com alguns dos desenhos da exposição – quem não tem dinheiro para comprar o produto, que se satisfaça com a amostra grátis!
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Sobre os urinóis
Data do post: 3 de novembro de 2008
Se qualquer coisa pode ser tida como arte – e é essa a provocação lançada por Duchamp no século passado -, então não há mais qualquer base para o julgamento estético. Esse argumento, diz Roger Scruton, costuma ser imediatamente aceito porque “parece emancipar as pessoas do fardo da cultura, dizendo-lhes que todas aquelas veneráveis obras primas podem ser ignoradas impunemente”.
Tente ler impunemente Art, Beauty, and Judgement…
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Arte Bizantina
Data do post: 23 de outubro de 2008
A maioria de nós não terá a oportunidade de ver, ao vivo, a exposição de arte bizantina na Royal Academy of Arts em Londres. Também não são muitos os que irão a Constantinopla.
Ainda bem que algumas imagens foram disponibilizadas online, bem como o texto de apresentação do curador da exposição, que corrige algumas percepções erradas sobre o período que estão conosco desde, pelo menos, os historiadores iluministas.
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Arte, espanto e admiração
Data do post: 8 de setembro de 2008
O sentido da arte passa por uma crise. Para que serve a arte, se é que tem finalidade? Aproximar-nos da Idéia Universal do Belo certamente não é o que move a maioria dos artistas. Tampouco é a crítica social e econômica de algumas gerações atrás.
Por um lado, a completa ausência de um acordo sobre o que é a arte e qual o seu significado tem produzido muitas obras (obra? Conceito ultrapassado, carrega ainda a velha idéia da unidade metafísica e permanência temporal – a produção atual é marcada antes pela intervenção!) de valor artístico, no mínimo, questionável.
Por outro, esse caos de opiniões tem o potencial de gerar novas idéias, e resgatar outras há muito esquecidas. Nesse caso, o que tem sido recuperado são o espanto e a admiração que os grandes monumentos da Antiguidade produzem em quem os vê, e que nos despertam para o inesperado e o maravilhoso de toda a realidade. Uma aranha gigante passeando por um prédio do centro da cidade pode não ser das criações mais sutis da imaginação humana; mas gera um interesse imediato.
Digam os críticos o que quiserem, o fato é que, quando nossa civilização tiver desaparecido e for estudada pelos arqueólogos do futuro, é por essas obras que eles começarão.
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