Desescolarização

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Quando se fala em ensino domiciliar – que é a concretização mais básica do direito/dever dos pais de educar os filhos, embora inexplicavelmente ilegal no Brasil – costuma se pensar num modelo escolarizado de educação: aulas com matérias do currículo escolar normal, mas dadas em casa e pelos pais ao invés de professores de uma instituição de ensino enlatado.

Mas o ensino domiciliar pode se dar de muitas outras formas, como relata Mary Hickcox, que já vem há alguns anos desescolarizando sua própria idéia de educação e buscando novas maneiras de educar seus filhos. O resultado é um aprendizado mais ligado às necessidades do dia-a-dia, e que se não entra nas tecnicalidades das disciplinas escolares, ao mesmo tempo não transforma o aprendizado num fardo entediante.

8 comentários em “Desescolarização

  1. Por aqui, nem isso seria possível, porque com o MEC impondo um tipo de currículo escolar e uma cartilha de escolas, cedo ou tarde a criança esbarraria com a educação vigente e teria de se adaptar. A primeira coisa a se fazer, penso, é dar a permissão para novos currículos e novas escolas, na verdade, se percebemos, isso nem é muito. Mas constitui fator irrevogável – creio.

  2. O cenário para quem defende o homeschooling não poderia ser mais desanimador… que defende esse tipo de causa é por natureza alguém que se dedica muito à família e não tem condições de formar um partido para lutar por suas ideias…

    e acho que essa é a raiz da maioria de nossos problemas… falta de família mesmo!!

    o homeschooling deveria ser a primeira bandeira a ser empunhada pela quase inexistente direita brasileira…

  3. Essa é uma das esferas menos apontadas da destruição que o crescimento da política causa: o crowding-out da família.

    A família é uma instituição que provê vários serviços: proteção, educação, garantia de sobrevivência na velhice, etc. Mas há um custo em se mantê-la.

    O Estado provê (ou tenta prover, em geral de forma degenerada) esses serviços sem custo ao consumidor. Nós vamos pagar pelo serviço estatal querendo ou não; consumir ou não seus serviços não tem custo extra. Assim, não é preciso investir na família, pois o Estado dará conta de todos os problemas da vida.

    Não é preciso cuidar dos filhos porque o Estado educa. Não é preciso criar um lar estável e responsável porque o Estado paga para eu ficar desempregado sem fazer nada. Não é preciso ter filhos e/ou poupar porque minha aposentadoria será dada pelo Estado. There we go…

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