Psicoterapia e arte
Data do post: 8 de outubro de 2009
Uma resenha da filósofa Mary Midgley sobre o livro do psicoterapeuta David Brazier, Love and its dissapointment. Arte e terapia têm, na sua origem, o amor, e deveriam (especialmente a terapia) dedicar sua atenção mais para o mundo externo (das outras pessoas e das coisas) do que exclusivamente para os conflitos e problemas internos do indivíduo.
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Entrevista com Mary Midgley
Data do post: 23 de junho de 2009
Mary Midgley é uma pensadora importantíssima no cenário intelectual atual. Essa filósofa nonagenária é quem tem produzido os argumentos mais poderosos contra os propagandistas do cientificismo no mundo atual: Dawkins, Dennet, etc.
Sempre muito lúcida, ela mostra como o que está por trás do atomismo, do fisicalismo e outras correntes reducionistas não é a ciência, mas certas imagens e “mitos” poderosos, que têm seu valor, mas que nos levam a profundos enganos se os tomamos por verdade absoluta. O mesmo vale para psicologias que tentam reduzir todas as ações humanas a uma mesma motivação inconsciente. A natureza humana é muito mais complexa; o dualismo cartesiano corpo-mente é insustentável, mas a opção atomista não é muito melhor; a tecnologia pode ajudar o homem a viver melhor, mas não resolverá o drama de sua condição. Esta entrevista dá um bom panorama do pensamento dessa grande filósofa.
E ainda uma curiosidade que encontrei navegando na net: uma série de cartas e emails dela sobre C. S. Lewis.
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O darwinismo e sentido da vida
Data do post: 19 de fevereiro de 2009
Mary Midgley é, na minha opinião, uma das maiores filósofas vivas (digo, entre todos os filósofos, de ambos os sexos). Neste texto, escrito para a revista Philosophy Now, ela lida com um vício de certa facção de cientistas e filósofos: a idéia de que o darwinismo, a seleção natural, eliminou a validade de se falar em um sentido para a existência, seja para a vida humana ou para o universo como um todo.
Ela e outros defensores da boa e velha razão (que é mais do que apenas a aplicação do método científico) mostram que não há nenhuma contradição entre acreditar na seleção natural e na ciência como um todo e perguntar-se sobre o sentido do universo.
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