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Mil anos atrás desabou na Terra o planeta de Rinceau

Arquivado em: Literatura incluído por dicta
Data do post: 14 de agosto de 2009

por Alexandre Soares Silva

 I. Prólogo (com galinhas)

Mil anos atrás desabou na Terra o planeta de Rinceau, feito de vitrais, se espatifando durante a noite na cidade de Lyon. As pessoas acordaram com o barulho de um planeta inteiro de vidro caindo nos seus telhados e, saindo para a rua, descobriram que pisavam em milhares de cacos de vidro, que só quando o sol nasceu foi possível ver que eram de cores variadas: algumas ruas estando cobertas de cacos vermelhos, outras de amarelos, verdes, azuis, e grisaille. Vacas e cabras, e alguns bêbados, e coitado um mendigo com bócio, que dormiram aquela noite ao relento, amanheceram mortos com pedaços de vidro enfiados nos pescoços, nas costas, no mencionado bócio, nos couros cabeludos, nas nucas, debaixo das pálpebras. O maior pedaço encontrado tinha o tamanho de uma bola de basquete e representava o focinho de um cavalo, marrom contra folhagem verde clara. Estava fincado no peito de um ferreiro que havia, infelizmente, dormido debaixo do telhado inacabado da sua casa na Croix Rousse. E se estamos relembrando compungidos as vítimas históricas dessa tragédia, me deixe mencionar as doze galinhas que morreram de susto com o barulho todo, seus coraçõezinhos explodindo quietamente dois ou três segundos depois da grande explosão de vidro: Paulina, Frangina, Paola, Piolina, Piccolina, Fantine, Martine, Berthe La Poule, Brigida I e Brigida II, a pequena Tommasina e a inesquecível Lola Pamplemousse, com seu famoso requebradinho e seu cocoricó sensual de cigana.

II. Geografia

Continua aqui…


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Lançamento: É Hoje

Arquivado em: Geral incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 4 de junho de 2009


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Dicta 3 – Editorial

Arquivado em: Geral incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 2 de junho de 2009

Depois do convite e do índice, agora chegou a vez do editorial - que vai logo abaixo. Mas antes, um pequeno desabafo. Desde que começamos a conceber a idéia de publicar a revista, uma das coisas que mais me animavam era poder escrever um editorial. Talvez essa quase mania tenha surgido da leitura dos editoriais da The New Criterion, desde sempre o nosso modelo declarado. Lá, eles conseguem dizer tudo o que precisa ser dito de forma simples e direta, e tudo isso muito, mas muito bem escrito. Se conseguimos chegar perto, muito se deve ao Henrique Elfes, nosso editor-chefe (ou seria cirurgião-chefe?). Enfim, espero que gostem…

 

Dicta & Contradicta

 

 

“Quando vires um homem de valor, procura equiparar-te a ele. Quando vires um homem sem valor, examina-te a ti mesmo”.
Confúcio, Os Analectos

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Dicta 3 – Índice

Arquivado em: Geral incluído por Guilherme Malzoni Rabello
Data do post: 1 de junho de 2009

Como havia prometido, segue aí embaixo mais uma pequena amostra do que vocês poderão encontrar na Dicta&Contradicta 3. O índice está um pouco longo, mas é inevitável ter um grande índice quando se decide fazer uma grande revista. Digo grande porque a Dicta 3 está grande mesmo: 272 páginas, com todas as seções de sempre e mais um exagero. Dessa vez, ao invés de um poema traduzido, publicamos logo treze e de treze autores húngaros diferentes, traduzidos pelo Nelson Ascher.

 - Que? Treze autores húngaros?  É isso mesmo, e como não podia deixar de ser, todos eles vêm acompanhados da versão original.

Enfim, espero que gostem e até a próxima quinta, dia 04, às 19h30 na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, no lançamento com palestra do Eduardo Giannetti.

Índice

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Dicta&Contradicta No. 3

Arquivado em: Geral incluído por dicta
Data do post: 25 de maio de 2009


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Hearsay – II

Arquivado em: Geral incluído por dicta
Data do post: 23 de maio de 2009

FHC falando da relação entre Gramsci e o PCC, em entrevista exclusiva? Olavo de Carvalho sobre Mário Ferreira dos Santos? João Pereira Coutinho esmiuçando o conservadorismo de Burke? Nelson Ascher traduzindo poesia húngara inédita? E ainda resenhando “No País dos Petralhas”, do Reinaldo Azevedo? Ivo Barroso sobre a incursão de Fernando Pessoa no esoterismo satânico de Aleister Crowley? Um conto de Alexandre Soares Silva? Roger Scruton dizendo que o problema do Islã é, bem, falta de bebida?!? Uma tradução inédita de Saki? Poemas de Lawrence Flores Pereira? E ainda os textos de Bruno Garschagen, Pedro Sette Câmara, José Nivaldo Cordeiro, Ruy Goiaba e o melhor time de articulistas do país?

Bom, por enquanto é só um boato…


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Hearsay – VEJA

Arquivado em: Geral incluído por dicta
Data do post:
VEJA  Holofote
Felipe Patury 

 FHC fala sobre Ruth

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fala pela primeira vez sobre a morte de sua mulher, Ruth, em uma entrevista à revista Dicta & Contradicta, que sai nesta semana. Em meio a discussões sobre filosofia, arte e literatura, o ex-presidente faz uma digressão emocionada sobre Ruth. “As pessoas que morreram e que nos foram próximas, de alguma maneira, continuam a nos influenciar. O que não há mais é o contrário: não podemos mais influenciá-las”, diz Fernando Henrique.

 


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