Tragicômico
Data do post: 3 de janeiro de 2010
Excelente artigo de James Bowman. Já notaram como as platéias hoje em dia sentem-se forçadas a rir efusivamente de tudo, mesmo das piadas mais sem graça, e mesmo do que nem era para ser engraçado? Ao mesmo tempo, não há humor nenhum quando o assunto são as sensibilidades políticas e sociais contemporâneas.
Comments (6)
6 Comentários »
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Na verdade, meu comentário deveria ir para muitos posts já publicados aqui desde quando o site está no ar. Porque aqui encontro a divulgação de algo que não encontro nos grandes meios de comunicação: encontramos verdade, o óbvio, mas que muitas vezes a massa não consegue ver. Neste post a verdade é exatamente isto:
“Já notaram como as platéias hoje em dia sentem-se forçadas a rir efusivamente de tudo, mesmo das piadas mais sem graça, e mesmo do que nem era para ser engraçado?”
Neste caso, é exatamente isto que se observa hoje em dia, pelo menos aqui no Brasil. Às vezes vejo “intelectuais” (vocês entendem minhas aspas) rindo de coisas que acho absolutamente idiotas.
Parabéns para a revista que pára em pé!
Comentário by JC — 4 de janeiro de 2010 @ 12:38 am
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[...] This post was mentioned on Twitter by Paulo Polzonoff Jr, Fabio Leite. Fabio Leite said: Tragicômico: Excelente artigo de James Bowman. Já notaram como as platéias hoje em dia sentem-se forçadas a rir… http://bit.ly/8HtTm1 [...]
Pingback by Tweets that mention Tragicômico | Dicta & Contradicta -- Topsy.com — 4 de janeiro de 2010 @ 7:00 am
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O artigo começa falando do David Letterman, mas do mesmo Late Show o autor poderia ter tiardo um exemplo que atinge o extremo da estupidez risonha: Michael Richards (o Kramer da série Seinfeld) se desculpando por declarações racistas, a platéia rindo, o próprio Seinfeld pedindo que não rissem, a platéia rindo do pedido do Seinfeld… Constrangimento total.
Comentário by Alysson — 4 de janeiro de 2010 @ 1:26 pm
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Entre colegas de faculdade é sempre muito divertido ver como são intolerantes quando alguém coloca uma questão muito séria de maneira bem humorada. Ou quando se recorre ao humor para fazê-los ver o quão estúpidas são suas convicções ideológicas. O humor as vezes é imperdoável, as pessoas se resistem a ver como seus dogmas caem por terra com uma boa tirada, ou colocação bem humorada. Que o diga Karl Kraus, afinal o nome da revista foi inspirado numa obra dele, não é?
Comentário by ADE — 5 de janeiro de 2010 @ 12:59 pm
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Ou seja, o que falta é sentido de ironia, vá lá, socrática – portanto falta “sense of humour” e sobra espetáculo. Ou melodramas e pretextos para maluquices e crueldades diversas, debaixo de um verniz solene ou infantilóide. Como seria diferente, se a) o humor remete à percepção de incongruências a partir de determinado sentido de proporção e b) de modo geral este sentido anda meio atrofiado? Para quem tiver dez minutos, Chesterton reflete sobre a matéria no link a seguir. http://www.nonsenselit.org/content/view/70/59/
Comentário by Ricardo Leal — 7 de janeiro de 2010 @ 9:33 am
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“Humour corresponds to the human virtue of humility and is only more divine because it has, for the moment, more sense of the mysteries.”
G.K. Chesterton
Perfeito!
Comentário by ADE — 7 de janeiro de 2010 @ 2:57 pm





