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Chesterton sobre o politicamente correto

Filed under: Geral incluído por Julio Lemos
Data do post: 17 de julho de 2008

And the problem for Obama is that people tend to vote for a presidential candidate they feel personally comfortable with. If people aren’t comfortable with humor about Obama – if they’re reluctant to laugh at him for fear of being thought racist, or of crossing some line of political correctness – then some of them probably aren’t comfortable with him, period.

Palavras de Noam Sheiber que me parecem chestertonianas, a respeito das gozações que não deram certo (ao menos no caso da democrata New Yorker, em cuja capa foi publicada uma charge, vamos dizer assim, provocadora – fogo amigo?). Se não podemos tirar sarro, então há alguma coisa errada. Não é que devamos estimular a sátira de mau gosto que tanto se pratica, e muito menos o racismo ou a intolerância religiosa.

O perigo do politicamente correto começa pela ausência de senso de humor. Qual não foi a minha surpresa quando, ao procurar uma passagem de Chesterton sobre o assunto, aleatoriamente, encontrei de cara justamente essa aqui: “It is the test of a good religion whether you can joke about it”?


Comments (3)

3 Comentários »

  1. So’ um comentario rapido (e sem acentos): estou em NY e essa capa foi muito comentada por aqui. Quando vi o Obama se explicando na TV, pensei: “Ah, estou em Nova York, depois compro a revista’. O resultado foi que desde quarta-feira a New Yorker esta’ esgotada em todos os lugares. Fiquei sem a minha!

    Abracos,
    GMR

    Comentário by Guilherme Malzoni Rabello — 19 de julho de 2008 @ 3:29 am

  2. Mestre, o sr. foi embora, escapando mais uma vez da reunião de negócios…
    Tenho propostas irrecusáveis a fazer.
    Mande-me um email.
    Ah, belo post, by the way.
    Abraço!

    Comentário by Pedro Sigaud Sellos — 21 de julho de 2008 @ 12:37 pm

  3. Tem toda razão. Lembre dos Trapalhões. Era um crioulo bêbado, sacaneado por ser crioulo e bêbado, um veado, sacaneado por ser veado, um otário e um aproveitador. Mulher só aparecia porque era gostosa, e eles apostavam as gostosas. Tudo se resolvia em dinheiro e enganação. E eram ótimos.

    E, veja só, a legião de crianças que não perdia o programa no final do dia de domingo (naquela época dormiamos todos mais cedo) não se tornou uma horda de aproveitadores racistas e homofóbicos. Havia liberdade no humor.

    Hoje isso seria impensável.

    Valeu

    Comentário by Nicolau — 22 de julho de 2008 @ 11:13 am

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