Família e economia
Data do post: 2 de outubro de 2010
Pois é. Parece que a boa e velha família tradicional é boa inclusive do ponto de vista econômico. O achado não é novo mas é sempre válido relembrá-lo. Os números são bastante eloquentes. Eu não sabia do dado que apenas 36% das crianças negras americanas crescem com ambos os pais. Isso é um desastre social; e depois ativistas vêm falar que é culpa do racismo das corporações?
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A petição dos fazedores de vela
Data do post: 11 de novembro de 2009
Está aqui um texto que deveria ser leitura obrigatória do ensino médio. E pensar que passei meu segundo colegial decorando a diferença entre “mais-valia absoluta” e “mais-valia relativa”, enquanto pérolas como essa, de Fredéric Bastiat (francês, primeira metade do século XIX) permanecem esquecidas.
O texto é cômico. Sua sacada é genial. Mas o princípio, ou melhor, a prática que ele satiriza está por trás de males muito reais.
A “petição dos fazedores de vela” imagina uma petição fictícia, escrita pelos fazedores de velas (velas de se iluminar as casas e todas outras fontes de luz artificial) aos deputados franceses. Nessa petição, eles pedem auxílio do governo contra um competidor estrangeiro que tem oferecido iluminação a um custo ridiculamente baixo, o que prejudica a indústria local.
O competidor é o sol. Durante metade do dia, ele mantém as casas iluminadas a custo zero. Ora, se não fosse pelo sol, a demanda por velas e outros tipos de iluminação provavelmente dobraria. Isso significaria a criação de muitos empregos na indústria de cera, na de pavios, na de lampiões, etc. Esses novos empregos gerariam demandas de outras indústrias, e assim toda a França enriqueceria.
A proposta é muito simples. Passar uma lei que obrigue a vedar todas as janelas da França com tábuas de madeira. Assim, removido o competidor desleal estrangeiro, as casas precisariam de iluminação artificial inclusive durante o dia, beneficiando a indústria francesa. Você consegue apontar o erro desse raciocínio, que está presente em tantas propostas políticas contemporâneas (de formas menos aparentes e honestas mas igualmente ridículas)? Então talvez você deva ler este texto.
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Em que Calvin explica ao mundo o que é o bailout
Data do post: 14 de janeiro de 2009
Como sempre, uma cortesia do Tio Roger.
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Hayek sobre os intelectuais
Data do post: 20 de agosto de 2008
O efeito que as idéias dos intelectuais têm sobre a sociedade como um todo é um assunto polêmico. Há quem as negue qualquer importância em alterar a forma de pensar do público em geral. Certamente, é ingênuo achar que as opiniões dos intelectuais têm efeito imediato, direto e unívoco sobre o povo.
Mas efeito nenhum? Parece um exagero no sentido contrário. E é o tipo de crença que nos torna vítimas fáceis do efeito das idéias. O economista Friedrich A. Hayek estava ciente disso, e sua análise do poder das idéias socialistas na mente de tantos intelectuais, e subseqüentemente do grande público, é informativa e valiosa.
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Os economistas precisam de cérebros?
Data do post: 30 de julho de 2008
No limite, as ciências econômicas lidam com algo pequeno: a ação humana, principalmente as escolhas que fazemos em ambientes de recursos escassos (dinheiro, tempo, etc). Das simples ações dos homens a teoria econômica obtém (ou pretende obter) variáveis diversas como os preços, as taxas de juros, o PIB, a taxa de criminalidade e o tamanho das famílias.
Entretanto, entender o comportamento humano não é tarefa fácil e esse é o principal motivo pelo qual a economia buscou sempre (ou quase, como veremos) focar-se apenas nas escolhas de fato dos agentes (as ditas preferências reveladas), ao invés dos mecanismos subjacentes a essas escolhas.
Duas exceções a essa abordagem surgiram no século XX: a economia comportamental e a neuroeconomia. A primeira, dos anos 80, busca utilizar ferramentas da psicologia para elaborar modelos mais realistas do ponto de vista das ações econômicas; a segunda, surgida nos anos 90, usa a neurociência para entender o que está por trás da ação econômica. Na Economist, esse artigo detalha os meandros da neuroeconomia.
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Milton Friedman
Data do post: 21 de julho de 2008
Milton Friedman foi um dos maiores economistas do século XX, se não o maior. Suas contribuições abarcam teorias sobre consumo agregado, teoria e história monetária, incluindo uma leitura particular dos motivos que causaram a Crise de 1929 e um trabalho seminal e largamente influente sobre a metodologia das ciências econômicas. Não é à toa que foi laureado com o Prêmio Nobel de economia de 1976. Friedman faleceu no final de 2006 e esses fatos o tornam digno de ter um centro de pesquisas com o seu nome na Universidade de Chicago, onde lecionou a maior parte da sua vida.
Contudo, Friedman também foi um grande defensor do livre-mercado, das liberdades individuais e da economia descentralizada. Seus livros Capitalism and freedom e Free to choose: A personal statement são clássicos da literatura “pró-capitalismo”. E, por isso, um grupo de professores da Universidade de Chicago luta para bloquear a criação do centro de pesquisas em seu nome, alegando que as visões de Friedman eram ideológicas demais.
Dado o tamanho da contribuição de Friedman à economia, a sua influência e a força de suas teorias, faz sentido lutar contra a criação desse centro de pesquisas? Roger Kimball escreve sobre isso aqui e aqui.
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